Bia Narrando Acordar no peito dele foi estranho e familiar ao mesmo tempo. Estranho porque eu nunca senti aquele calor, aquele braço pesado me envolvendo como se eu fosse dele. Familiar porque, no fundo, era exatamente assim que eu queria estar. Passei um tempo só observando. O rosto dele relaxado, sem a dureza que sempre carregava quando tava acordado. As sobrancelhas ainda franzidas, como se até em sonho ele tivesse calculando o mundo. A respiração pesada, quente contra minha testa. Por um instante pensei em levantar devagar e ir embora, mas aí ele apertou mais o abraço, meio dormindo, e murmurou meu nome. Meu coração disparou. Era impossível negar: eu ainda era dele. Levantei só quando o celular dele começou a vibrar em cima da cômoda. Ele abriu os olhos devagar, me puxou de volta e

