seja rápida

1260 Words
~~CAPÍTULO 10~~ KEN ―Elisa, peça a nossa convidada que venha jantar. — Sim. Senhor. Ela saiu da sala e subiu as escadas. Eu fiquei na mesa com a comida a sua espera. No centro da mesa tinha uma lasanha de abobrinha, e uma salada. Elisa voltou poucos minutos depois. ― Ela recusou o convite. Minha irritação não apareceu de imediato. Aquela era a resposta esperada. ― Então a informe que haverá consequências se desobedecer. Aquilo era um jogo de poder. Eu estava exercendo meu domínio, e ela lutava contra ele todas as vezes. E eu adorava o desafio. Adorava o fato dela não se submeter. Aquilo só me deixava mais dominante do que antes. Elisa assentiu com a cabeça antes de deixar a sala de jantar. Ela voltou ao seu quarto e passou a minha mensagem. Então retornou sem a companhia da minha convidada. Ela não falou nada, apenas se limitou a olhar para mim. Eu tentei não sorrir. Aquela era apenas a resposta que eu estava esperando. ― Obrigado, Elisa. Eu já resolvo. Ela saiu da sala de jantar e foi para a cozinha, sabendo que tudo o que aconteceria a seguir não seria uma coisa a qual ele queria participar. Subi pela imponente escadaria e entrei no seu quarto. Ela estava sentada no sofá lendo um livro, ainda usando o mesmo vestido. Ela não percebeu quando entrei, como se soubesse o que eu pretendia fazer. ―Não estou com fome. Me aproximei dela com as minhas mãos nos bolsos da calça. Sem dizer uma palavra ou levantar a mão, a ameacei. Expressei todas as coisas horríveis que faria se ela não obedecesse. Toda vez que ela resistisse, eu a pressionaria com mais força. Me emocionava ter uma adversária que estivesse a minha altura. Eu adorava que ela não sentisse medo de me confrontar. Sua coragem era meu entretenimento. Quando ela percebeu que eu estava me aproximando, não conseguiu esconder sua preocupação. Seus dedos agarraram as folhas do livro em antecipação, esperando que minha mão chegasse até o seu rosto. Lhe agarrei pelo pescoço e a imobilizei contra as costas do sofá, ela se assustou, mesmo que que estivesse esperando alguma reação minha. Me inclinei sobre ela, com o meu rosto pressionado ao seu. ― Leva essa b***a até a sala de jantar. Não me faça pedir outra vez. Apertei sua garganta, quase impedindo a passagem de ar. Quanto mais você resistir, mais doce será a vitória. Deixei-me levar pelo desejo e lhe dei um beijo no canto da boca. Apesar da forma agressiva em que lhe agarrei, ela suspirou ao sentir meu toque. Apertando as coxas. Eu a excitava. Ela poderia tentar esconder, mas era um esforço inútil. ―Tenho que pedir novamente? Meus lábios tocaram os seus enquanto eu falava, e pude ver o medo em seus olhos. Ela tentou falar, mas a maioria das palavras não saíram de sua boca. Somente uma saiu. ―Não. Meu p*u saltou dentro da calça por vencer a batalha. Todas as guerras que nós travávamos, ela me lançava um desafio, mas isso não fazia nada a mais do que adoçar a minha vitória. Pressionei minha boca contra a dela e lhe dei um beijo suave, um presente por sua obediência. ―Boa garota. Nara sentou de frente para mim e jantou em silêncio. Deixou seu cabelo n***o apoiado sobre um ombro, deixando à mostra seu pescoço que eu queria tanto morder. Sua pele era totalmente perfeita. Eu queria deixar minha marca naquela carne virgem, deixar uma cicatriz para que todos os homens soubessem que eu estive ali. Ela manteve a cabeça baixa, sem iniciar nenhuma conversa. Ela era uma má perdedora. Tínhamos nos enfrentado cara a cara, mas, ela perdeu a batalha. Eu fui ao seu quarto, ganhei a batalha e a arrastei para baixo comigo. ―Estou disposto a deixá-la sair, fazer compras, jantar fora, tudo o que desejar. Terminei de jantar e me concentrei no vinho. Ela parou de comer ao ouvir minhas palavras. Na verdade, deixou o garfo cair no prato, emitindo um som característico. As palavras devem ter soado boa demais para ser verdade, porque ela me perguntou: ― O que você disse? ―Estou disposto a deixá-la sair. Repeti minha frase palavra por palavra. Sua mão foi imediatamente em direção peito, descansando entre seus dois s***s arredondados. ― Você vai me deixar sair? Vai me deixar ir para casa ver minha família? Sua voz quebrou exasperada. Seu desespero era profundo e transparecia o seu verdadeiro desejo. Ela queria sua liberdade mais do que qualquer coisa. Desejava mais do que comida ou água. Desejava mais do que ter uma boa saúde. ―Deixarei você fazer o que desejar. Seus olhos se encheram de lágrimas a sua respiração ficou acelerada. ― Obrigada. Muito obrigada. Eu sabia que você era um bom homem. Eu sabia que você era... ―Não terminei. Não havia nada mais ofensivo para mim do que ser descrito como um bom homem. Eu sabia exatamente o que eu era, e a reputação não era uma das minhas qualidades. Acariciava meu cabelo de cima para baixo, igual uma escova de dentes contra um tapete. Ela fechou a boca imediatamente, e suas lágrimas congelaram. ― Eu vou te dar a liberdade, mas quero algo em troca. .―Tenho algum dinheiro. Mas teria que... ―Não quero dinheiro. O dinheiro não significava nada para mim. Eu tinha mais do que pudesse precisar algum dia. ― Então, o que é que você quer? ―Quero você. ―Você só precisa me satisfazer e eu te darei liberdade. ― E o que aconteceria se eu dissesse que não? Ela não negaria. Ela adorava meu toque. Adorava meus beijos. Me desejava, mas se recusava a me aceitar por causa dos seus princípios. Eu estava oferecendo uma saída, dando uma justificativa aos meios. E aquilo me permitiria controlar a situação ao mesmo tempo. ― Serei obrigado a recorrer as outras mulheres, e farei tudo que está imaginando aqui, nesta casa, sobre sua vista. ―O que significa... ― Sim. Apesar dela ser minha esposa, não quer dizer que devo trata-la como uma, Yoku morreu, era apenas ela quem eu devia respeito e fidelidade. Ela não passa de uma mera desconhecida aos meus olhos. ― Eu mereço ser livre, porque eu sou um ser humano. Eu mereço respeito... ― Você não merece nada, a não ser que eu te dê. Eu levantei. ― Te dei uma opção. Você pode escolher a sua única saída ou ser minha prisioneira o resto da sua vida. Viver seus dias nesta casa e esperar que o seu coração deixe de bater. Agarrei a borda da mesa, enquanto me inclinava para frente. ― Como eu vou saber se você realmente vai me deixar sair? ―Porque sou um homem de palavra. Talvez eu fosse um criminoso, mas também era regido por um código de ética. Cada organização tinha suas regras. Até mesmo os piratas tinham regras. Impunham ordem. Expulsavam o caos. ― Se eu disser que vou deixar você sair, é porque vou deixar você sair. Ela examinou meus olhos, procurando por uma mentira. ― Você me promete? Eu não negaria. Estávamos a poucos passos de fechar o negócio. — Sim. Ela ficou de pé, seus os olhos passeando pelos botões espalhados na sala de jantar. ―Tenho que pensar. Não. Eu quero agora. Ela se afastou da mesa e indo para a porta. ―Leve todo o tempo que você precisar. — Seja rápida, p***a. Ela saiu sem dizer uma palavra, me deixando sozinho.
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