~CAPÍTULO 18~~
NARA
Já era suficiente.
Não aguentava mais ficar naquele isolamento.
Uma parte de mim respeitava o Ken. Ele não me machucou quando podia ter feito. Ele poderia simplesmente ter aberto minhas pernas a força e ter pegado o que queria. Quando o Shin quis me fazer m*l, ele poderia ter deixado aquilo acontecer.
Mas eu o odiava.
Eu odiava o fato de que na verdade eu me importava com ele. Eu odiava o fato dele ter conseguido se infiltrar nas profundezas do meu ser.
Eu realmente gostava da sua presença, mesmo durante as conversas enigmáticas que tivemos. Não era como se supunha que deveria ser.
E não deveria estar encantada pelo meu captor. Eu tinha que sair dali.
Eu andei em silêncio pela casa e entrei na cozinha. O lugar estava escuro só brilhava a luz da lua. Ela ofereceu iluminação suficiente para eu encontrar as facas que estavam em cima da bancada.
Elas foram inseridas dentro de uma caixa de metal, ao lado da pia. Eu peguei o maior que poderia encontrar.
O quarto do Ken ficava no andar de cima. Eu nunca tinha entrado naquele quarto, mas percebi que ficava ao lado do seu estúdio. Subi dois lances de escadas sem fazer um único barulho e me aventurei no corredor escuro. Na minha mesa de cabeceira, eu tinha encontrado um clipes de papel e usei para abrir a fechadura.
Eu trabalhava em silêncio, escutando o clique esquerdo da fechadura aberta. Meu coração batia rapidamente, mas eu me abstive de respirar, com medo de emitir qualquer som.
Quando a porta se abriu, entrei bem devagar. Estava tão escuro como no resto da casa, mas era a maior cômodo da mansão. Ele tinha um salão privado com uma televisão de tela plana, um bar completo e uma mesa contra a parede.
Eu fechei a porta atrás de mim e entrei na ponta dos pés na sala. Minha mão segurava o cabo da faca com firmeza: eu estava disposta a assassinar o homem que tinha me capturado. Estava pronta para cortar sua garganta e deixá-lo sangrara até a morte. Não encontrariam seu corpo até que fosse dia e eu pegaria as chaves do carro e dirigiria até o aeroporto com o seu dinheiro no meu bolso. Eu estaria no próximo voo de volta para minha casa antes do meio-dia. Minha casa.
Saí da sala e encontrei o corredor que deveria levar ao seu quarto. Meus pés estavam se movendo lentamente no chão. Eu estava descalça e usava só uma blusa até os joelhos. Se me encontrassem, eu poderia mentir alegando que estava procurando por algo.
A porta do quarto estava aberta. Vislumbrei a cama de casal no meio da sala. Os lençóis eram brancos, e as paredes eram cinza. A mobília era de mogno, desenhada por artesãos italianos. Sobre a cama estava pendurado mais uma das suas fotos particulares, feitas sobre botões.
Calmamente fui até a cama, respirando em silêncio. Ken estava deitado, perfeitamente quieto, de costas, e seu rosto estava virado para o teto. Seus olhos estavam fechados, e sua mandíbula estava coberta com uma camada grossa de barba.
Mesmo dormindo ele era tão bonito, talvez até mais. As linhas ao redor dos seus olhos não estavam visíveis e a careta que ele as vezes fazia também não estava lá..
Enquanto estava dormindo, ele era apenas um homem.
Segurei a faca com firmeza enquanto eu me inclinava sobre ele. Eu já tinha matado um homem e iria matar outra vez. Nada impediria que eu escapasse daquela prisão. Qualquer homem que não queria ser morto enquanto dormia deveria evitar confusão comigo. Era muito simples.
Movi o joelho em direção a cama e me inclinei sobre ele, colocando a lâmina diretamente contra sua garganta. A única coisa que eu precisava fazer era deslizar a lâmina, e Ken Mastsumato deixaria de existir.
E finalmente deixaria de atormentar.
Minha mão permaneceu firme antes de fazer o movimento. Eu contemplava seu rosto por mais um segundo, recordando da sensação de seus lábios contra os meus enquanto ele docemente me abraçava.
O simples fato de eu esperar alguns minutos para saborear uma lembrança, já dizia quanto dano havia sido feito. Ken já brincou bastante com a minha mente.
De repente, ele abriu os olhos. Mas não moveu um fio de cabelo. Ele me encarou como se esperasse que eu fosse ao seu quarto. Seus olhos transmitiam calma.
Ele podia sentir a frio da lâmina da faca contra a pele, mas ficou completamente imóvel. Ele me olhava da mesma forma quando sentávamos para jantar.
Contive minha respiração, apavorada porque eu tinha sido pega. ―Vamos.
Como?
―Faça.
Ken colocou uma mão atrás da cabeça, relaxando ainda mais.
―Estaria me fazendo um favor. Eu sou muito covarde para fazer.
Pela primeira vez, a minha mão tremeu. Eu já não estava segurando o cabo da faca com firmeza. Meus dedos estavam enfraquecidos, e minha determinação desapareceu. Seus olhos estavam colados nos meus.
―Vamos, Nara.
Ele pegou na minha mão e apertou mais a lâmina contra a sua garganta, desenhando um ligeiro traço de sangue.
Automaticamente, eu tirei a mão, com uma dor no coração pelo sangue que saia pelo corte que eu fiz.
Ken envolveu minha cintura com um braço, e me colocou sobre ele, afastando o lençol da cintura.
— Despois de tudo que eu fiz, você teria todo o direito do mundo. Ele pegou minha calcinha e colocou para o lado, com sua ereção dura pressionada contra a minha b***a.
Minha determinação desapareceu depois de olhar para aqueles olhos castanhos. Às vezes eles pareciam inofensivas, cheio de bondade e promessas. Às vezes, podia me perder neles se olhasse por muito tempo.
Ele sentou lentamente, com a faca ainda contra a garganta.
―Se você queria tanto me matar, então faça. Esta é a sua única chance.
Encostou seu rosto junto ao meu e a ponta da faca ainda estava pressionada contra a sua garganta.
— Vem. Faça.
Eu já não estava segurando a faca com força. Eu só segurava a faca. Eu só conseguia pensar no dano que eu havia causado. Gotas de sangue caíam pelo seu pescoço acima do seu peito. A última coisa que eu queria fazer naquele momento era matá-lo.
Eu só queria ajudá-lo.
Inferno, o que estava acontecendo?
Ken enfiou a ponta do seu p*u na minha b****a, e não parou até entrar tudo. Ele deixou escapar um leve gemido ao sentir que a minha umidade havia aparecido tão rápido. Ele apertou seus lábios na minha orelha, respirando profundamente.
―Nara, sua b****a foi feita para o meu p*u.
Colocou seus braços debaixo das minhas coxas e me fez subir e descer em cima dele.
Ele me esticava da forma mais deliciosa possível. Cada impulso dava mais prazer do que o anterior. Esqueci do motivo que me levou até lá.
Nada mais importava, apenas montar na sua ereção. Quando ele estava dentro de mim, eu não conseguia pensar em mais nada além dos nossos corpos se movendo juntos. A fricção escorregadia que dividíamos, nos deixavam loucos. Fiquei ainda mais molhada para ele, desfrutando como ela me esticava, o que nenhum homem tinha feito antes. Envolvi meus braços no seu pescoço e balancei meus quadris para a frente e para trás, até levar seu p*u até o fundo.
Ele pegou a faca da minha mão e fez um suave corte no meu pescoço.
Aconteceu tão rápido que eu nem percebi. Não doeu, mas eu senti ardor depois que recebi o corte.
Ele colocou a boca no meu pescoço e limpou as gotas de sangue com beijos, bebendo meu sangue como um animal.
Aquilo deveria ter me dado náuseas. Eu deveria ter ficado horrorizada. Mas ele me fez queimar com um desejo agressivo.
Ken se afastou e me ofereceu seu pescoço, querendo que eu fizesse o mesmo.
Sem pensar duas vezes, eu lambi seu sangue. Senti o gosto metálico na minha boca. Aquele ato íntimo nos aproximou mais. Todo o meu ódio morreu, e abaixei minhas defesas. Deixei ele entrar pela primeira vez.
Ken aproximou meu rosto do dele, enquanto ele mexia dentro de mim. Olhou para os meus lábios e viu os restos do seu próprio sangue.
Então me beijou, nossas línguas se saboreando.
Enterrei as unhas nas suas costas, segurando firme enquanto movia sobre seu sexo. Movi mais rápido e mais forte, fodendo muito mais agressivamente do que ele fez comigo.
―Ken
Foi a primeira vez que eu falei seu nome. E eu gostei de como soava, como se fosse meu.
― Ken.
Ele gemeu contra minha boca e seu p*u se contraiu em resposta. Ele agarrou minha b***a apertando e massageando com força.
― Sua b****a sempre está tão molhada para mim. Só para mim.
― Sim...
Meu corpo nunca tinha reagido bem com ninguém. Nunca esteve tão e******o. Nem quando eu perdi minha virgindade fiquei tão excitada. Ken me causava as emoções mais intensas, do ódio à paixão. Todas eram tão extremas que pareciam a mesma emoção.
―Estou ansioso para te encher... com todo o meu esperma...
A área delicada, entre as minhas pernas arderam. Nunca tinha desejado o sêmen de um homem tanto quanto eu queria o dele. Pressionei ainda mais forte contra o seu pênis, sentindo meu próprio orgasmo se aproximando.
―Quero que você goze comigo.
Ele chupou o meu lábio inferior e então começou a morder. Empurrou com mais força, abrindo minhas pernas com o seu peso. Sua ereção grossa esfregando contra meu c******s com cada impulso, trazendo-me mais para o final.
Não seria capaz de suportar muito mais.
― Goze para mim.
Eu agarrei seus ombros buscando equilíbrio e minha b****a apertou firmemente ao seu redor. Todo o meu corpo ficou rígido, enquanto uma onda de prazer percorria por ele.
Começou nas profundezas do meu interior e depois se espalhou como fogo selvagem por todo o resto. Eu estava completamente exausta e encharcada de suor, mas não queria parar. Era um prazer muito intenso.
Seu p*u endureceu dentro de mim enquanto ele gozava. Eu podia sentir os jatos de sêmen me enchendo profundamente, era abundante e estava indo parar, onde deveria estar. Estava quente e grosso. Eu nunca permiti, por livre e espontânea vontade que um homem gozasse dentro de mim. Ele foi o primeiro e foi a coisa mais sensual que eu já fiz.
Os olhos do Ken perderam sua escuridão quando o calor dissipou. Seu p*u amoleceu dentro de mim, mas ainda continuava me esticando com sua espessura natural. Ele colocou o braço em torno da minha cintura, me colocando na cama.
A faca estava na mesinha de cabeceira, fora do nosso alcance.
Como se nada tivesse acontecido, ele se aconchegou ao meu lado e fechou os olhos. Eu estava com uma perna na sua cintura, e ele ainda tinha o braço em torno de minhas costas. No memento em que a diversão acabou, ele não estava preocupado se eu atentaria novamente contra a sua vida.
Ele não tinha uma única preocupação, era como se nada pudesse tocá-lo. Ele adormeceu quase que instantaneamente, seu corpo quente, me mantendo confortável.
Eu contemplei seu rosto até fechar meus olhos. Sua expressão se tornou mais tranquila, e seus olhos haviam suavizaram. Ele não possuía a tensão de um criminoso. Ken voltou a ser um homem. Um homem que eu nunca tinha conhecido.
Fazia muito tempo que eu não dormia tão bem a noite, a última vez foi quando dormi na minha própria cama. Não tive nenhum pesadelo que me obrigou a me levantar em um salto da cama. Não havia sonhos que me faziam chorar silenciosamente, enquanto dormia.
A única coisa que eu senti foi paz. Ken me abraçou apertado toda a noite.
Foi a primeira vez que me sentia segura.
Na manhã seguinte o alarme tocou e ele saiu da cama. No momento em que seu corpo desapareceu, a cama ficou um pouco mais fria. Ele entrou no banheiro e tomou banho para se preparar para o dia que estava pela frente.
Me envolvi mais nos lençóis para combater o frio e voltei a dormir. Pareceu que passou apenas alguns segundos e ele já estava saindo do banho, colocando um dos seus ternos sob medida.
Ken vestiu o paletó e colocou um chamativo relógio no pulso. Olhou no espelho, procurando marcas na sua roupa. Ele parecia um modelo Armani pronto para desfilar na passarela. Sua confiança enchia o ar, cortando-o como uma faca.
Sentei na cama e levei os lençóis até o meu peito para me manter aquecida. Eu adorava vê-lo se mover. Ele tinha o tipo de elegância que conservava uma masculinidade inata. Seu jeito pretensioso dava um caráter régio aos seus movimentos. Ken possuía tudo assim que pisava em um lugar. Esse tipo de poder era muito sexy… mesmo que eu recuse admitir.
Ele me viu pelo reflexo do vidro. Ajustou a gravata, deixando-a digna de ser exposta em um manequim.
―Bom dia.
― Bom dia.
A faca ainda estava na mesa de cabeceira. O aço brilhava à luz da lâmpada. Lembrei da noite anterior. Eu fui para matá-lo, mas em vez disso, eu transei com ele como se aquilo fosse tudo o que eu precisasse.
Ele veio até a cama e se inclinou para me beijar. Ele parecia não se importar com meu hálito matinal. Ele me beijou igual fazia durante nossas noites juntos.
Eu derreti com o seu contato, igual manteiga no pão quente. Minhas mãos seguraram os braços dele, porque eu não queria ele fosse embora. Queria arrancar aquela roupa de grife e forçá-lo a ficar em cima de mim.
Ele afastou os lábios, mas os manteve perto dos meus.
―Devolva esta faca a Elisa. Ela a está procurando.
Havia uma ameaça escondida em seus olhos. Ele não estava feliz com meu comportamento da noite anterior.
― Vou te castigar quando chegar em casa.
― Vai me castigar?
― Sim.
Ele agarrou o meu cabelo, próximo a minha nuca e me segurou. Fiquei imóvel, feito de ferro.
― Um atentado contra a vida de seu marido não pode passar despercebido. Sugiro que você descanse até eu voltar.