Assim que chegaram em frente a porta do diretor, Maximus sentou-se em uma cadeira que havia do lado de fora. Já Sienna, abriu a porta do diretor sem ao menos bater.
— Já vou logo avisando que eu não tenho culpa de nada! — Ela ia entrar, quando o diretor levantou a cabeça e a encarou.
— Você precisa esperar ser chamada. — Maximus disse com desdém do lado de fora.
— Mas nos mandaram para cá. — Ela rolou os olhos.
— Por favor, feche a porta e aguarde ser chamada. — O diretor disse seriamente.
Bastou Sienna se sentar ao lado de Maximus que o diretor chamou os dois.
— Só pode ser piada! — Ela resmungou.
Maximus levantou e deu duas batidas na porta.
— Quem é? — A voz do diretor ecoou.
— A Virgem Maria e Jesus Cristo! — Sienna respondeu com ironia entrando na frente de Maximus.
— Sempre tive uma visão diferente de ambos. Talvez eu deva pedir para fazerem alterações nos vitrais da capela. — Respondeu no mesmo tom de ironia da garota. — Vocês podem me explicar o que significa tudo isso? — O diretor questionou, encarando Sienna e Maximus.
— Essa garota jogou o suco dela em mim! — O garoto estava indignado.
— Eu não joguei, escorregou. — Ela olhou para ele fazendo beicinho.
— Escorregou? Você veio até a minha mesa e jogou! Não se faça de doida!
— Eu não me lembro. — Ela comentou sarcasticamente.
— Vocês dois! Já chega! — O diretor elevou a voz para interromper a discussão. — Os dois ficarão na detenção depois da aula. Que decepção, Dorney!
O garoto resmungou um palavrão e saiu dali, batendo a porta.
— E você, Sienna. Espero que tenha sido um caso isolado e que não precise te ver sempre por aqui.
— Claro! — Ela sorriu, levantando e saindo dali.
Assim que fez o caminho de volta para a sala, sentiu alguém puxando seu braço.
— Ei! — Exclamou, vendo que era o Maximus.
— Você estragou a minha blusa! E me colocou na detenção! — Bufou encarando a morena.
— Ah, o que foi? Vai chorar para a mamãe? Vai pedir ajuda para ela? — Debochou dele, vendo sua expressão mudar.
— Você me paga! — Empurrou-a, saindo pelo corredor.
As aulas passaram rapidamente. Sienna notou que Dorney se sentava no final da sala, por isso ela não havia reparado nele. Assim que o sinal tocou, indicando que as aulas do dia haviam terminado, ela mandou uma rápida mensagem para o seu irmão informando a detenção. Começou a guardar suas coisas, e se levantou. Mas, antes que pudesse terminar o caminho, se chocou com alguém.
— Oh, por favor! — Maximus resmungou, rolando os olhos.
— Você é cego ou o que? Olha por onde anda, i****a! — Sienna rebateu, se abaixando e pegando suas coisas do chão.
— Acho que a cega é você, já que bateu em mim. — O garoto revidou.
Sienna pensou em responder, mas sentiu algo quente em seu rosto. Colocou a mão no seu nariz e viu que ele estava sangrando. Isso sempre acontecia com ela, devido ao clima e alergias.
— Logo agora! — Murmurou, tentando, em vão, parar o sangramento.
— O que disse? — Maximus ficou confuso quando ela deixou tudo no chão e saiu correndo dali.
Sienna foi até o final do corredor, onde havia uma pia, e se abaixou. Tentando fazer o sangramento parar. Ela levantou a cabeça, colocando o pescoço para trás com os olhos fechados, quando sentiu alguém parar do lado dela. Ela abriu os olhos e deu de cara com Maximus.
— Sua cabeça tem que ficar para frente. Bem assim. — Maximus virou-a de frente para ele com certa brutalidade, fazendo com que suas costas batessem na pia. Segurou o queixo de Sienna, deixando-o um pouco abaixado.
Ele pegou papel que havia próximo a pia e deu alguns pedaços a ela.
— Obrigada, eu acho. — Sienna estava confusa.
— Segure isso no nariz por alguns minutos. Deve parar com o sangramento. Se não parar, sugiro que vá para a enfermaria.
Ele se afastou dela e saiu andando pelo corredor.
Foco, Sienna! Mas, o que acabou de acontecer?
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Tempos depois, Sienna e Maximus estavam na biblioteca, sentados cada um em um canto. Maximus batia o lápis na mesa, conforme alguma música. Já Sienna estava lendo um livro.
— O que está fazendo? — Maximus perguntou e Sienna mostrou o livro para ele, como se fosse óbvio. — Okay! — Murmurou. — Qual é o lance entre você e o Coleman? — Perguntou fazendo Sienna olhar para ele. — Quer dizer, você é irmã do Peters. E eu vi como o Coleman te olha. Vocês são namorados ou algo do tipo?
— Não é da sua conta! — Respondeu rolando os olhos.
— Isso é um não? — Rebateu de maneira sarcástica.
— Você não tem mais ninguém para irritar?
— Levando em conta que estamos apenas eu e você aqui, não… — Maximus sorriu ironicamente.
— Vocês dois! Estão liberados. — O diretor disse assim que entrou na biblioteca. — Eu espero que seja a última vez. Principalmente você, Dorney!
Rapidamente os dois pegaram suas coisas e saíram dali. Sienna enviou uma mensagem para o seu irmão, dizendo que estava indo para casa e guardou seu telefone.
— O que você vai fazer sexta à noite? — Maximus perguntou, acompanhando Sienna até a saída.
— Estarei ocupada. — Respondeu sem dar muita importância.
— Vai ter uma festa na minha casa e você pode ir.
— Qual a parte que vou estar ocupada você não entendeu?
— A festa começa às sete. O Peters e o Coleman também estão convidados. — Completou ignorando completamente a fala da morena, fazendo-a rolar os olhos. — Nos vemos na aula amanhã. — Piscou para ela e saiu andando para a direção oposta à que Sienna ia.
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Já era noite quando Harry veio até o quarto de Sienna chamá-la para o jantar. Quando ela desceu, notou que Daniel também estava à mesa.
— Você mora aqui ou algo do tipo? — Questionou, puxando a cadeira de frente para ele e sentando-se.
— Boa noite para você também, mocinha! — Seu pai chamou sua atenção. — Como foi o primeiro dia?
— Conta para ele como foi o primeiro dia, Sienna. — Harry sorriu ironicamente para ela.
— Normal, como qualquer outro dia… — Ela deu os ombros.
— Exceto que Sienna foi para a detenção. — A morena encarou o irmão com um olhar mortal.
— Viram que os Orioles ganharam o estadual? — Daniel tentou quebrar o clima que havia formado.
— Você é um bom ex-namorado, mas não vai funcionar. Como assim detenção? É seu primeiro dia!
— Não foi minha culpa! — Ela bufou.
— E de quem mais seria? — O homem perguntou com a sobrancelha arqueada.
— Daquele loiro oxigenado! — Sienna rolou os olhos.
— Sienna Peters! Você acabou de voltar! Pode, por favor, não se meter em nenhuma confusão? — Seu pai a encarou seriamente.
— Tá, desculpa. — Murmurou ela.
— Eu não quero ser um pai chato.
— Tudo bem, pai. Sinto muito, mesmo. Não vou mais me meter em confusão. — Ela sorriu para ele.