Júlia Montana não precisava tentar chamar atenção. Ela simplesmente chamava. Havia algo nela que ninguém conseguia explicar. Talvez fosse a forma como caminhava pelos corredores da universidade, com a cabeça erguida e um olhar determinado. Talvez fosse sua maneira de falar, sempre segura, sem medo de dizer o que pensava. Ela não precisava de roupas caras para parecer importante. Não precisava de joias para parecer poderosa. Existia uma elegância natural nela, como se tivesse nascido em um palácio e carregasse sangue nobre nas veias. Mas Júlia sabia exatamente quem era. Ela não era forte porque tinha dinheiro. Era forte porque sobreviveu. E isso fazia as pessoas respeitarem sua presença. Na universidade, os olhares sempre acompanhavam sua passagem. Garotas queriam saber seu segr

