Dois dias depois da viagem de Clarisse, a mansão Montana estava diferente. Sem a presença da dona da casa, o ambiente parecia mais silencioso. Lúcia, a governanta que trabalhava para a família havia mais de vinte anos, fazia de tudo para que Júlia se sentisse em casa. — Bom dia, querida. Fiz seu café favorito. Júlia sorriu. — Obrigada, Lúcia. Você me mima demais. — Você merece. A casa ficou mais alegre desde que chegou. Blacke entrou na cozinha justamente quando ouviu aquela frase. Lúcia sorriu para ele também. — E você, rapaz, trate de comer antes de sair. — Sim, Lúcia. Júlia quase riu. Era engraçado ver o temido Blacke Montana obedecendo à governanta sem discutir. — Não ria — disse ele ao perceber seu sorriso. — Não falei nada. — Mas pensou. — Talvez. Pela primeira vez,

