Must be Love on the brain

906 Words
Mikasa acordou com a forte luz do sol que entrava pela fresta da janela. Assim que seus olhos se abriram, ela se deparou com o vazio ao seu lado na cama. Eren não estava mais lá. Ela passou a mão no lençol onde ele estava deitado, ainda estava quente. Seu rosto corou quando ela lembrou do que havia acontecido na noite passada. Parecia tudo um sonho. Se ela não estivesse nua naquele momento ela duvidaria se tudo aquilo realmente tinha acontecido. " O que será que vai mudar agora?" - Pensava, enquanto tomava banho. Ela estava feliz, mas algo dentro dela a incomodava. O que ela sempre quis se realizou, e com certeza abalaria tudo o que eles tiverem até então. Imersa em pensamentos, ela se arrumava para mais um dia. Dessa vez, sem saber o que esperar. Dessa vez foi direto para sua missão. A casa em que estavam antes dessa vez parecia maior. Maior porque estava vazia, só ela estava lá, novamente. Mais um dia, sem explicação, Eren não havia aparecido. Mikasa incrivelmente não se surpreendeu, pois estava com um m*l pressentimento desde que acordara. Ela deveria esquecer tudo o que tinha acontecido? Seria melhor para os dois? Talvez. Já era tarde quando Mikasa voltou ao seu dormitório, mas dessa vez ela não conseguiu dormir. -- Horas mais cedo, naquele dia Eren tirou suavemente as mãos de Mikasa, que pousavam em seu peito. Ela estava dormindo profundamente, e ele fez o máximo que pode para não acorda-la. Se vestiu, jogou água em seu rosto. Se olhou no reflexo do espelho. "O que eu estou fazendo? " Colocou seu casaco e saiu. Enquanto almoçava, percebeu que Mikasa não tinha comparecido ao almoço. Estranhou. Dessa vez ele estava sozinho, esperava que fosse encontrar com ela. Mas tudo bem, eles se veriam em poucos minutos na missão. Alguém sentou ao seu lado.  Era Jean. - Veio estragar meu almoço? - Perguntou Eren.  - Já que você me tira o apetite, vim retribuir. - retrucou Jean, enquanto dava de ombros. Eren continuou comendo, dessa vez mais rápido pra poder sair da mesa o mais depressa possível. Quando Jean quebrou o silêncio: - Mas que p***a você está fazendo? - Disse, ele. Ele falou em tom baixo, pra não despertar olhares curiosos, mas o tom de voz que ele usou era de alguém realmente irritado. - Do que você está falando? - Perguntou Eren - Não precisa fingir. Eu fui atrás da Mikasa ontem porque ela estava m*l por sua causa. E vi você entrando no quarto dela. Esperei um tempo pra ver quando você ia sair, e percebi que esperei tempo demais. - Isso não é da sua conta - falou Eren, com um tom sério. - Se eu me preocupo com ela, é da minha conta. Você tem ideia do que está fazendo? Eren deixou os talheres na mesa. Não olhou para ele. Ele continuou: - Que ela sempre gostou de você, isso é fato. Mas decidir retribuir agora, pra fazer ela se apegar mais ainda a você... O que fará quando seu tempo acabar? Eren ficou em silêncio, de cabeça baixa. As palavras do Jean o deixava nervoso, mas ele sabia que era verdade. Ele sabia que não deveria ter feito aquilo. Ele se segurou por tanto tempo, justamente por esse motivo. Porque ele não tinha muito tempo. E agora... O que ele faria? Eren estava preparando pra sair, quando escutou as últimas palavras de Jean: - Droga, você sempre causou muitos problemas. Não piore as coisas agora. Eren deixou o lugar. Enquanto estava caminhando em direção a casa, cada passo que ele dava ele pensava no que Jean havia dito. Ele não estava errado. Eren sempre soube dos sentimentos da Mikasa, e ele sempre sentiu o mesmo. Mas desde que descobriu seu tempo de titã, ele preferiu enterrar seus sentimentos pra não machuca-la lá na frente. Mas ele tinha sido fraco. Ele não conseguiu fazer isso. Ele estava em frente a casa, sabia que Mikasa já estava lá dentro pois ouviu algum barulho vindo de lá. Com as mãos ainda na maçaneta, ele parou. Por um momento, teve vontade de se bater. Por ter sido tão e******o. Ele recuou, e virou as costas para a casa. Andou sem direção, como se estivesse perdido. Por dentro, realmente, estava. Seus passos sabiam onde pisavam, mas sua direção não tinha um caminho. Não existia um caminho. Existia só a realidade. A dura e c***l realidade, que ele vivia desde que era criança. Sempre foi tudo difícil, ele que se deixou pensar diferente por um momento. Já estava escuro, quando ele parou de andar. Encostou em uma árvore, e se sentou. Olhou para a lua, sua única companhia naquele momento. Fechou os olhos, e se perguntou como seria se a vida deles fosse normal. Lembrou do rosto dela, naquela manhã mesmo. Ele a observou por um longo tempo enquanto ela dormia. E nesse momento, se sentiu mais leve. A respiração dela era fraca, e ela dormia tranquilamente. Não parecia tão durona quando estava ali, ao lado dele. Lembrou de como ela retribuia cada toque dele. E em como aquilo o fazia sentir vivo. Essa dualidade, entre o belo e a dor. Qual valeria mais a pena, no final daquilo tudo? Apenas uma coisa era certeza: o fim. Mas o caminho até lá não estava definido ainda. E a vontade de te-la, por mais egoísta que fosse, ainda era maior.
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