ÂMBAR — Diga alguma coisa. — Ele pede e eu estou paralisada, sem reação. Sempre fujo das respostas e é isso que eu continuarei fazendo, torcendo para que funcione. Não consegui me conter e acabei falando demais, meu rosto também mostra pânico quando ele pergunta e eu não tenho nenhuma resposta plausível. Reaja Âmbar, reaja. — Isso é pessoal... aconteceu já faz muito tempo. — Solto. Ele me encara e respiro fundo sob seu olhar inteligente. — Pessoal demais para não poder contar nem para mim? — Para ninguém. Não é nada importante, já passou, não foi? — Eu coloco um sorriso falso no rosto. — E você não precisa ir cuidar da sua irmã? — Sim, eu preciso. — É tudo que diz com um tom de voz que esconde qualquer sentimento, então se afasta, eu o sigo com os olhos enquanto ele se aproxima

