Aurora Mancini O som das ondas quebrando contra as rochas ecoava pela varanda da mansão, misturando-se ao farfalhar suave das folhas das oliveiras ao vento. A brisa salgada do Mediterrâneo se infiltrava pela janela do meu quarto, trazendo consigo o cheiro do mar que eu não via há semanas, mas que parecia sussurrar meu nome, me lembrando de que a liberdade estava tão perto e, ao mesmo tempo, tão inalcançável. Eu estava de pé, encostada na moldura da janela, meus dedos crispando no parapeito de mármore frio, o olhar perdido no horizonte enquanto meu coração ainda pulsava com a lembrança da noite anterior. A marca em meu braço ainda ardia, a pele vermelha e inchada, mas a dor física não era nada comparada ao turbilhão que se agitava em minha mente. Salvatore havia me marcado. Me prendido a

