📖 Capítulo 50: Um Sinal Inesperado
A noite já havia tomado conta da mansão Voss.
No quarto, Elara permanecia sentada perto da janela, tentando ignorar a estranha sensação que ainda percorria seu corpo.
Respirou fundo.
— Que sensação estranha...
Levantou-se da poltrona para caminhar um pouco.
Mal deu alguns passos.
De repente, levou uma das mãos à boca.
Seu rosto perdeu um pouco da cor.
Sem dizer uma palavra, caminhou rapidamente até a casa de banho.
A serva, que organizava alguns livros sobre a mesa, assustou-se.
— Senhora Elara?
Segundos depois, ouviu-se o som dela passando m*l.
A serva aproximou-se da porta, preocupada.
— Senhora... está tudo bem?
Alguns instantes de silêncio se passaram.
Então a voz de Elara respondeu, um pouco mais fraca do que o habitual:
— Sim...
Ela respirou fundo antes de continuar.
— Estou bem.
A serva ainda parecia preocupada.
— Tem certeza? Posso chamar o médico novamente.
Elara lavou o rosto com água fria e apoiou as mãos na pia por alguns segundos.
Depois abriu a porta.
Seu semblante ainda demonstrava um leve cansaço, mas ela tentou sorrir.
— Não precisa.
A serva observou atentamente sua expressão.
— A senhora parece um pouco pálida.
Elara deu de ombros.
— Deve ser só o estresse de hoje.
Ela caminhou lentamente até a cama e sentou-se.
Depois olhou para a serva.
— Faz uma coisa para mim.
— Sim, senhora.
— Traga mais sangue.
A serva inclinou a cabeça.
— Como desejar.
Ela saiu rapidamente do quarto.
Poucos minutos depois voltou trazendo um elegante recipiente de cristal.
Entregou-o com cuidado.
Elara agradeceu com um pequeno gesto e começou a beber devagar.
Sentiu a energia retornar aos poucos.
Mesmo assim, aquela estranha sensação não desaparecia completamente.
Ela franziu a testa.
— Isso definitivamente não é normal...
A serva permaneceu ao lado dela.
— Senhora...
— Hum?
— Se voltar a sentir-se m*l, por favor me avise imediatamente.
Elara sorriu de leve.
— Está bem.
Mas, quando a serva desviou o olhar por um instante, Elara pousou a mão sobre o próprio abdômen de forma quase inconsciente.
Ela mesma não sabia explicar por quê.
Apenas sentia que algo em seu corpo havia mudado.
E essa sensação fazia surgir cada vez mais perguntas... às quais ninguém ainda tinha resposta.