Um estar inesperado

449 Words
📖 Capítulo 68: Um m*l-Estar Inesperado O relógio já marcava o fim da manhã quando a porta do quarto de Elara finalmente se abriu. Ela saiu ainda com os cabelos um pouco desalinhados pelo sono, bocejando discretamente. Uma das servas, que aguardava do lado de fora, sorriu aliviada. — Bom dia, senhora. Elara respondeu com um aceno. — Bom dia... Sua voz ainda carregava o cansaço de quem havia dormido por longas horas. Ela começou a caminhar pelo corredor em direção à escadaria principal. Lá embaixo, alguns membros da família já conversavam. Uma das primas foi a primeira a notar sua presença. — Finalmente acordou! Elara levantou uma das mãos em cumprimento. — Dormi mais do que imaginava... Ela deu mais alguns passos. Mas, de repente, seu corpo estremeceu. Ela parou no meio da escada. Levou uma das mãos à boca. Seu rosto perdeu a cor. A visão pareceu girar por um instante. — Senhora Elara? — chamou a serva, preocupada. Elara respirou fundo, tentando ignorar a sensação. — Eu... Antes que conseguisse terminar a frase, uma forte onda de enjoo tomou conta dela. Ela arregalou os olhos. — Com licença... Sem esperar mais nada, virou-se rapidamente e correu pelo corredor. A serva saiu logo atrás. — Senhora! Elara entrou às pressas no banheiro mais próximo e ajoelhou-se diante da pia. Momentos depois, vomitou. A serva aproximou-se, mantendo certa distância. — Senhora... está tudo bem? Elara respirava com dificuldade, apoiando uma das mãos na borda da pia. Depois de alguns instantes, enxaguou a boca e respirou profundamente. — Eu... não estava à espera disso... Nesse momento, o barulho chamou a atenção de alguns familiares. O patriarca Voss e o médico chegaram ao corredor. — O que aconteceu? — perguntou o patriarca. A serva respondeu imediatamente: — Ela desceu do quarto normalmente, mas sentiu um forte enjoo e correu para o banheiro. O médico franziu a testa. Olhou para Elara com atenção. — Senhora Elara... esse foi o primeiro episódio desde ontem? Ela assentiu lentamente. — Sim... O médico fez uma anotação em seu caderno. — Entendo... Elara cruzou os braços, ainda um pouco pálida. — Não gosto quando você faz essa cara. O médico ergueu os olhos. — Que cara? — A cara de quem está juntando peças de um quebra-cabeça. Algumas primas trocaram olhares discretos. O patriarca permaneceu em silêncio, observando a neta. O médico respirou fundo. — Por enquanto, não vamos tirar conclusões. Mas quero continuar acompanhando como seu corpo reage nas próximas horas. Elara soltou um suspiro. — Mais exames... — Apenas por precaução. Ela apoiou a cabeça na parede e fechou os olhos por um instante. — Eu só queria tomar o pequeno-almoço em paz...
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