📖 Capítulo 15: Desejo
Ele não deu espaço para recuo, nem para que ela sequer conseguisse formular uma pergunta. As mãos grandes e firmes de Damian fecharam-se com força na sua cintura, puxando-a com tanta pressa contra o peito e o corpo dele que não restou nem um fio de ar entre os dois. Elara prendeu a respiração de repente — podia sentir toda a rigidez, o calor intenso e a energia contida que emanava dele, uma força antiga que parecia querer consumi-la por inteiro. Ele a beijou com uma fome que parecia acumulada por séculos: lábios exigentes, dominantes, que não pediam permissão, apenas tomavam o que já consideravam seu. Ela sentiu os dedos dele apertarem sua pele através do tecido do vestido, como se quisesse gravá-la em sua própria carne, e quando ele afastou o rosto um instante, o ar ao redor pareceu mudar completamente.
Diante dos seus olhos, a máscara que ele usava todos os dias se desfez. Os chifres longos e imponentes despontaram sobre a cabeça, curvos e escuros, brilhando levemente sob a luz fraca do corredor; a cauda ágil e n***a apareceu atrás dele, movendo-se com uma agitação que denunciava o quanto ele estava fora de si; e os olhos vermelhos brilharam mais intensamente do que nunca, como brasas acesas no meio da noite.
— Agora você sabe quem sou — sussurrou ele, a voz rouca, carregada de desejo e de uma certeza que não admitia nenhuma dúvida. — Sou eu o homem naquela noite. O homem que esteve com você. Não há mais segredos. Não há mais volta. Você é minha, Elara. E eu nunca mais vou deixar você ir.
Ele a guiou pela mão até o quarto mais próximo, empurrando a porta para dentro com um movimento firme que a fechou e trancou atrás de si. O lugar era amplo, com paredes de madeira escura e uma cama grande coberta por lençóis de cetim, mas Elara m*l conseguia notar qualquer detalhe ao redor — toda a sua atenção estava presa a ele, à presença esmagadora de Damian Vorath. Ele a fez sentar devagar na beira da cama, e depois se posicionou sobre ela, apoiando os joelhos no colchão ao lado das suas pernas, de modo que ela ficasse completamente envolvida pelo seu corpo. Seus lábios voltaram a tocar a sua pele, descendo lentamente pelo queixo, pela garganta, parando exatamente no ponto onde o outro homem havia tocado pouco antes — e ele beijou aquela região com uma intensidade quase c***l, como se quisesse apagar qualquer vestígio de outra pessoa, marcando cada centímetro dela como pertencente apenas a ele.
Com movimentos lentos e decididos, sem jamais tirar os olhos dela nem por um segundo, ele começou a despir-se: primeiro a jaqueta, depois a camisa, deixando à mostra um peito largo e musculoso, com cicatrizes antigas que contavam histórias de lutas e séculos de existência. Depois, voltou-se para ela, as mãos deslizando com firmeza pelas suas costas até encontrar o fecho do vestido, soltando-o devagar até que a peça escorregasse pelo seu corpo e caísse no chão. Ele tocou-a como se estivesse descobrindo um tesouro que procurou a vida inteira: dedos que percorriam suas curvas com uma mistura de carinho e posse, que faziam ela tremer por inteiro, que arrancavam dela suspiros que ela nem sabia que era capaz de soltar.
— Tudo isso é meu — murmurou ele, contra a sua pele, enquanto a fazia deitar completamente sobre os lençóis, posicionando-se por cima dela sem deixar qualquer espaço entre os corpos. — Cada respiração sua, cada batida do seu coração, cada desejo que você sente. Tudo pertence a mim. Sou eu o homem daquela noite. Ninguém mais tocou você como eu toquei.
E quando ele finalmente a uniu a si mesmo, foi com uma intensidade que parecia capaz de fazê-la perder o sentido. Ele a dominou por completo, guiando cada movimento, definindo o ritmo, ditando o que ela sentia — e ela não queria resistir, não poderia resistir a algo tão forte, tão antigo, tão destinado. Havia uma fúria contida em cada toque, uma obsessão que transbordava em cada palavra que ele sussurrava contra o seu ouvido, em cada aperto firme nas suas coxas ou na sua cintura. Ele a segurava como se temesse que ela se desfizesse entre os seus dedos, e ao mesmo tempo como se quisesse fundir os dois corpos em um só para sempre.
Elara sentia o mundo girar ao seu redor, perdendo-se completamente na presença dele. Deixava escapar gemidos que ecoavam suavemente pelo quarto, chamando o nome dele entre suspiros, e ele respondia com o nome dela, dito com uma paixão que fazia o seu peito doer de tanto sentir. Ele mudava a forma como a segurava, aproximando-a ainda mais, fazendo com que ela sentisse cada centímetro da sua força e da sua devoção; beijava-a com força até que ela ficasse sem ar, e depois descia os lábios novamente pelo seu pescoço, marcando a pele com beijos profundos e com a ponta dos dentes, deixando claro para si mesmo — e para qualquer um que ousasse olhar — que ela não pertencia a mais ninguém.
— Você não tem ideia de quanto tempo eu esperei por isso — dizia ele, a voz entrecortada pelo desejo, enquanto movia-se com uma combinação de força e cuidado que a deixava completamente desnorteada. — De quanto tempo eu vi você passar por festas, por vidas alheias, sem saber que estava procurando por mim. Agora você está aqui. Agora você é minha. E eu vou fazer você sentir isso em cada parte do seu ser. Vou fazer você nunca mais querer estar longe de mim.
Ele continuou, guiando-a através de cada momento, cada sensação mais intensa que a anterior. Não havia pressa — ele tinha todo o tempo do mundo, séculos pela frente, e queria saborear cada instante em que ela estava entregue a ele. Às vezes parava para olhar para o rosto dela, para ver como seus olhos verdes estavam cheios de brilho e de entrega, e um sorriso sombrio e satisfeito crescia nos seus lábios, sabendo que tinha conseguido exatamente o que queria: ela, a mulher que viveu mil anos sem se deixar tocar, agora completamente sua, corpo e alma.
Quando a intensidade finalmente começou a diminuir, ele não se afastou nem um pouco. Abaixou o peso do corpo sobre ela, mas de forma suave, aninhando o rosto no seu pescoço, a respiração quente batendo na sua pele. Os chifres e a cauda foram desaparecendo lentamente, voltando a esconder-se como ele fazia no dia a dia, mas o brilho de posse nos seus olhos permaneceu intacto quando ele ergueu o rosto para olhar para ela. Passou os dedos devagar pelos cabelos azul-escuros dela, bagunçados e espalhados sobre o travesseiro, e beijou a ponta do seu nariz, depois os lábios, com uma ternura que ninguém imaginaria ser capaz de existir nele.
— Agora você sabe — repetiu ele, baixinho, como se estivesse selando um pacto eterno. — Agora ninguém mais pode te tirar de mim. Ninguém mais vai ousar tocar no que é meu. Você é Elara Voss, e pertence a Damian Vorath. Para sempre.
Elara olhou para ele, para aqueles olhos vermelhos que agora pareciam menos frios, mais cheios de algo que ela ainda não sabia nomear, e percebeu que ele tinha razão. Não havia mais volta. Ela tinha sido dele desde o instante em que os olhos deles se encontraram naquela pista de dança, e agora, depois de tudo, ela nunca mais seria a mesma.