O nome que não devia existir

477 Words
📖 Capítulo 131: O Nome Que Não Devia Existir A empregada caminhou apressadamente pelos corredores da mansão. Chegando ao escritório, bateu à porta. — Senhor. O homem de máscara levantou os olhos dos documentos. — Entre. Ela respirou fundo antes de falar. — A senhorita Elara... Ele percebeu a preocupação em sua voz. — O que aconteceu? — Ela pronunciou um nome. O homem de máscara ficou imóvel. — Qual nome? — Damian. O silêncio tomou conta da sala. Ele levantou-se lentamente. Sua expressão, antes tranquila, tornou-se séria. — Tem certeza? A empregada assentiu. — Sim, senhor. — Ela repetiu o nome mais de uma vez. O homem de máscara fechou lentamente a mão. — Então... as memórias ainda estão tentando voltar. --- Na mesma noite... Ele foi até o quarto de Elara. Bateu suavemente na porta. — Posso entrar? — Sim. Elara estava sentada na cama, segurando um livro, mas era evidente que não estava lendo. Ela parecia distraída. O homem de máscara sentou-se na poltrona em frente a ela. — Ouvi dizer que você não conseguiu dormir. Ela sorriu sem graça. — Acho que tive um sonho estranho. — Um sonho? Ela assentiu. — Vi o rosto de um homem. Ela levou a mão à cabeça. — Não consigo lembrar claramente. — Mas o nome dele ficou na minha cabeça. O homem de máscara perguntou calmamente: — Qual era o nome? Ela respondeu sem desconfiar. — Damian. Por um breve instante, o homem de máscara permaneceu em silêncio. Depois sorriu de maneira controlada. — Entendo. Ele falou em tom tranquilo. — Às vezes, quando sofremos um trauma, nossa mente mistura lembranças, histórias e sonhos. Elara ouviu atentamente. — Então... isso não significa que eu o conhecia? Ele respondeu com naturalidade. — Não necessariamente. — Você ouviu esse nome ontem, durante o encontro. — É normal que sua mente o repita enquanto tenta organizar as memórias. Ela pareceu pensar por alguns segundos. Depois assentiu. — Faz sentido... O homem de máscara levantou-se. — Não se preocupe com isso. — Descanse. — O médico disse que sua memória ainda precisa de tempo. Ela sorriu de leve. — Obrigada. --- Ao sair do quarto, o sorriso desapareceu do rosto do homem de máscara. Ele chamou dois pesquisadores. — A partir de hoje... Sua voz tornou-se fria. — Quero reforçar a vigilância. Um deles perguntou: — Acha que ela pode recuperar as lembranças? Ele respondeu olhando para a porta fechada. — Não sei. — Mas basta uma única memória verdadeira... — Para destruir meses de manipulação. --- Dentro do quarto... Elara apagou a luz. Deitou-se novamente. Fechou os olhos. Poucos segundos depois... Uma lágrima escorreu sem que ela percebesse. Ela não entendia o motivo. Nem sabia explicar aquela dor. Mas, em algum lugar do seu coração... O nome "Damian" continuava ecoando. Como uma lembrança que se recusava a desaparecer.
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