📖 Capítulo 131: O Nome Que Não Devia Existir
A empregada caminhou apressadamente pelos corredores da mansão.
Chegando ao escritório, bateu à porta.
— Senhor.
O homem de máscara levantou os olhos dos documentos.
— Entre.
Ela respirou fundo antes de falar.
— A senhorita Elara...
Ele percebeu a preocupação em sua voz.
— O que aconteceu?
— Ela pronunciou um nome.
O homem de máscara ficou imóvel.
— Qual nome?
— Damian.
O silêncio tomou conta da sala.
Ele levantou-se lentamente.
Sua expressão, antes tranquila, tornou-se séria.
— Tem certeza?
A empregada assentiu.
— Sim, senhor.
— Ela repetiu o nome mais de uma vez.
O homem de máscara fechou lentamente a mão.
— Então... as memórias ainda estão tentando voltar.
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Na mesma noite...
Ele foi até o quarto de Elara.
Bateu suavemente na porta.
— Posso entrar?
— Sim.
Elara estava sentada na cama, segurando um livro, mas era evidente que não estava lendo.
Ela parecia distraída.
O homem de máscara sentou-se na poltrona em frente a ela.
— Ouvi dizer que você não conseguiu dormir.
Ela sorriu sem graça.
— Acho que tive um sonho estranho.
— Um sonho?
Ela assentiu.
— Vi o rosto de um homem.
Ela levou a mão à cabeça.
— Não consigo lembrar claramente.
— Mas o nome dele ficou na minha cabeça.
O homem de máscara perguntou calmamente:
— Qual era o nome?
Ela respondeu sem desconfiar.
— Damian.
Por um breve instante, o homem de máscara permaneceu em silêncio.
Depois sorriu de maneira controlada.
— Entendo.
Ele falou em tom tranquilo.
— Às vezes, quando sofremos um trauma, nossa mente mistura lembranças, histórias e sonhos.
Elara ouviu atentamente.
— Então... isso não significa que eu o conhecia?
Ele respondeu com naturalidade.
— Não necessariamente.
— Você ouviu esse nome ontem, durante o encontro.
— É normal que sua mente o repita enquanto tenta organizar as memórias.
Ela pareceu pensar por alguns segundos.
Depois assentiu.
— Faz sentido...
O homem de máscara levantou-se.
— Não se preocupe com isso.
— Descanse.
— O médico disse que sua memória ainda precisa de tempo.
Ela sorriu de leve.
— Obrigada.
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Ao sair do quarto, o sorriso desapareceu do rosto do homem de máscara.
Ele chamou dois pesquisadores.
— A partir de hoje...
Sua voz tornou-se fria.
— Quero reforçar a vigilância.
Um deles perguntou:
— Acha que ela pode recuperar as lembranças?
Ele respondeu olhando para a porta fechada.
— Não sei.
— Mas basta uma única memória verdadeira...
— Para destruir meses de manipulação.
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Dentro do quarto...
Elara apagou a luz.
Deitou-se novamente.
Fechou os olhos.
Poucos segundos depois...
Uma lágrima escorreu sem que ela percebesse.
Ela não entendia o motivo.
Nem sabia explicar aquela dor.
Mas, em algum lugar do seu coração...
O nome "Damian" continuava ecoando.
Como uma lembrança que se recusava a desaparecer.