Luísa estava em seu quarto quando seu pai a chamou , Lucio estava na mansão para vê-la e mesmo ele sendo o cara mais incrível do mundo ela ainda amava Matheus e não poderia esquecer aquele galinha assim tão fácil, passou a mão sobre sua barriga ainda ampla pedindo desculpas ao filho pelas palavras de seu pai , mesmo que ele não quisesse aquela criança Luísa a teria e amaria com todas as suas forças.
- Lucio, tudo bem ? - Ela chegou na sala de está sorrindo, ele estava em suas mãos com um lindo buquê de rosas- São pra mim ?
- Tudo e sim , eu vi no meio do caminho essas lindas rosas e lembrei de você- Lucio segura a mão dela- Estão tão feliz que me aceitou como seu noivo
- Você é um homem incrível, será um excelente esposo- Ele beijou a mão dela - Quer sentar ? - Perguntou apontando para o sofá
- Eu vim aqui te entregar não só o buquê, mas também isso - Mostrou o lindos anel de diamante - Naquela noite do nosso noivado você sumiu e eu acabei me esquecendo de te entrar o principal, seu anel
- É lindo , muito obrigada - Sorrindo ele colocou em seu dedo - Obrigada por tudo, Lucio
- Não precisa agradecer, eu te amo a muito tempo Luísa e farei tudo por você , para te proteger- Ele tenta beijar ela, mas a mesma se esquiva
- Lucio. Eu ... Eu...- Luísa tenta falar , mas as palavras somem de sua boca
- Você ama o Ferraz? - Perguntou olhando em seus olhos- Não precisa ficar com essa cara de surpresa , eu segui você uma vez e vi os dois se agarrando
- Me seguiu? Porque fez isso
- Eu sempre quis te proteger e com a confusão com Tenório, decide ficar por perto
- Então você sabe que não sou mais virgem- Diz com vergonha
- Sei e pra falar a verdade eu não me importo , tudo que quero é está ao seu lado , Luísa
- Você é um homem tão bom , Lucio, eu não posso te enganar assim- Luísa olha para trás para vê se tem alguém olhando a conversa dos dois - Preciso te contar algo
- Pode contar, nada vai fazer eu mudar a ideia de tê-la como minha esposa
- Eu ... - Coloca a mão sobre a barriga- Eu estou grávida e o filho é do Ferraz
- Ele sabe? - Luísa balança a cabeça confirmando- E o que ele disse?
- Mandou eu abortar - As lágrimas dela já estavam caindo sobre seu rosto
- Maldito ! Eu vou matar ele - Disse bravo- Não chore, por favor, não posso vê seu olhar triste
- Lucio, se não quiser casar comigo eu entenderei
- Um filho é uma benção e não me importo se não tem meu sangue , eu criarei como meu
Lucio puxou o corpo de Luísa para um abraço apertado , ela estava em prantos querendo que Matheus fosse metade do que ele estava sendo para ela , ficaram por um tempo abraçados até que os dois ouviram gritos fora da mansão.
- Fodasse , eu vou entrar com ou sem permição do seu patrão- Era a voz de Matheus- Onde está o general ?
- Senhor, o general acabou de sair e tenho ordens de não deixar ninguém chegar perto de sua filha além dele e do noivo
- Se não sair da minha frente agora eu vou acabar com sua raça
Luísa ouvia as palavras de Matheus, mas não conseguia sair do lugar até que Lucio a tirou dos seus devaneios.
- Fique aqui , eu vou resolver
- Não, eu vou com você
Eles saíram da mansão indo até o jardim onde os ferraz estavam com as armas apontadas para os soldados do general.
- Baixem as armas - Lucio ordenou - O que querem aqui?
- Luísa... - Matheus falou olhando para a loira, ela estava com os olhos vermelhos de tanto chorar- Eu preciso falar com você
- Minha noiva não tem nada pra falar com você, Ferraz, agora vá embora daqui
- Eu só saio daqui depois de falar com a mãe do meu filho- Luísa sentiu suas pernas bambas e uma leve tontura, ela se segurou na parede tentando se meter se pé
- Vá embora , Matheus, você já disse tudo que tinha pra dizer , agora vá viver a sua vida, vá ser feliz
- Escutou o que ela disse ? - Lucio estava na frente de Luísa- Vá embora , agora !
- Eu já falei que não vou , por favor Luísa, me dê apenas cinco minutos
- Não, vá embora , por favor - Ela falou em sussuro sentindo que estava prestes a desmaiar - Eu ... Eu não estou..
Ao vê Luísa caindo sobre o chão desacordado Matheus correu para o seu lado , seu coração estava disparado e suas mãos soavam, ele estava com medo de perde-la, de perder seu filho, um bebê que ele tinha renegado , mas que agora sentia que precisava dele para viver .