Seduzindo o Alfa
Azalea~
A boate Velvet Eclipse ficava cravada nas entranhas da encosta da montanha, um covil de luzes vermelhas, graves pesados e lobos descontrolados que vinham até aqui para caçar ou virar caça.
Dei um passo para dentro sentindo-me presa e predadora ao mesmo tempo; meu coração disparou ainda mais rápido, mas me mantive firme.
O vestido preto curto que eu usava era puro pecado. m*l cobria minha b***a, e o decote despencava tão baixo que meus s***s estavam a um movimento em falso de saltarem para fora por completo. Sem sutiã. Sem calcinha. Apenas a pele nua e sensível por baixo, já escorrendo pela mistura de fúria e expectativa doentia que fervia dentro de mim.
A cada passo, o tecido roçava contra a minha b****a inchada, disparando fagulhas indesejadas pela minha espinha.
Eu estava aqui para devolver o cartão dourado dele.
Pelo menos essa era a desculpa que eu não parava de repetir na minha cabeça enquanto cruzava a multidão em direção à área VIP.
Roman estava sentado sozinho em um camarote às sombras, como se fosse o dono da própria escuridão. As pernas bem abertas, um braço apoiado com desleixo no encosto do estofado, sua silhueta imponente relaxada, mas emanando puro perigo. No segundo em que ele ergueu os olhos e os cravou em mim, o ar ao redor se transformou.
O olhar dele desceu lentamente pelo meu corpo, devorando cada centímetro de pele exposta, o jeito como o vestido se moldava a mim, escancarando minhas curvas. O modo como meus m*****s pressionavam com força contra o tecido fino.
Minha b****a contraiu forte diante daquele olhar. O calor inundou o meio das minhas pernas. Odiei a forma como meu corpo respondia a ele, como lembrava com perfeição de como ele tinha me preenchido até o limite naquela noite.
Caminhei em linha reta até o camarote e parei bem entre as pernas abertas dele, perto o bastante para que meus joelhos quase roçassem nos seus. Perto o suficiente para que, se ele estendesse a mão, pudesse deslizar os dedos para baixo do meu vestido e me encontrar encharcada.
— Vim devolver isto — falei, estendendo o cartão dourado. Minha voz saiu mais baixa e entrecortada do que eu gostaria.
Ele não pegou de imediato. Apenas continuou me encarando através daquela máscara gélida e impenetrável, maxilar travado, olhos tão escuros quanto a floresta lá fora.
Inclinei-me para a frente, curvando o corpo até meus s***s ficarem a poucos centímetros do rosto dele:
— Você passou o dia inteiro me evitando depois que te vi fodendo aquela mulher no seu escritório. Pensei que talvez preferisse a coisa real. Alguém que realmente saiba como aguentar o seu p*u.
Pousei uma das mãos sobre a coxa rígida dele, deslizando os dedos para cima, roçando bem perto do volume que eu já via se desenhar na calça dele:
— Não estou usando nada por baixo deste vestido, Roman. Minha b****a está nua. Ainda dolorida de tão fundo que você me fodeu. — Um sorriso discreto se abriu nos meus lábios. — Tudo o que você precisa fazer é enfiar a mão aqui por baixo e pegar o que quiser.
A respiração dele se manteve firme, mas notei a sutil contração em seu maxilar. A mão dele espasmou sobre o encosto do sofá, como se estivesse travando uma batalha contra a vontade de me agarrar.
Aproximei-me ainda mais, os lábios roçando na orelha dele, minha voz caindo em um sussurro rouco:
— Me curve sobre esta mesa. Me f**a bem aqui, onde todo mundo possa ver. Me faça berrar o seu nome como da última vez. Me use. Me destrua de novo. Eu sei que você quer.
Por um único segundo, as pontas dos dedos dele roçaram na pele nua da minha coxa, perigosamente perto de onde eu latejava por ele. O ar me faltou. O calor se acumulou na base do meu ventre, esperando apenas que o dedo dele tocasse minhas dobras encharcadas.
Então, com um movimento seco e rápido, ele arrancou o cartão da minha mão, levantou-se bruscamente e se afastou sem pronunciar uma única palavra. Deixando-me parada ali como um brinquedo descartado no meio do setor VIP.
A rejeição bateu como um balde de água congelante escorrendo pelas minhas costas.
Cerrei os dentes enquanto me deixava cair devagar sobre o estofado do camarote, o peito oprimido, raiva e vergonha se entrelaçando em um sentimento asqueroso.
Meus olhos arderam com lágrimas que lutei para não deixar cair.
Ele não me queria. Não de verdade. Todo aquele fogo que jurei ter visto nos olhos dele antes não passava de ilusão da minha cabeça. Eu era só a Beta patética e rejeitada que havia sido humilhada em público.
Mesmo vestida desse jeito, mesmo me oferecendo com tanta clareza, ele era capaz de virar as costas como se eu fosse um nada.
Peguei um copo vazio sobre a mesa, enchi de uísque e entornei tudo em um único gole abrasador. O líquido desceu rasgando pela garganta, mas não fez nada para diminuir o peso da humilhação.
— Bastardo desgraçado — praguejei entredentes, enchendo outro copo. — Arrogante, babaca de coração de gelo. Tomara que o seu p*u caia podre. Tomara que engasgue no próprio orgulho.
Copo após copo descia. O álcool queimava em minhas veias, deixando tudo mais nítido e mais confuso ao mesmo tempo. Minha cabeça girou. Minha b****a ainda latejava de raiva, frustrada e ignorada.
Um homem escorregou para dentro do camarote, sentando-se à minha frente. Era de boa aparência, mas nada comparado a Roman. Os olhos dele percorreram com fome meu corpo quase despido.
— Oi, gracinha. — Ele diminuiu o espaço entre nós. — Procurando companhia de verdade para esta noite? Esse vestido está implorando para ser arrancado. Eu poderia te levar para a sala dos fundos e afundar a minha cara no meio dessas pernas até você esquecer o que quer que tenha colocado essa cara fechada no seu rostinho lindo.
— Não estou interessada — rebati secamente, sem sequer olhar para ele direito.
Ele riu e chegou ainda mais perto:
— Qual é, não seja difícil. Uma mulher vestida assim, num lugar como este, está claramente doida para ser comida. Deixa eu sentir como essa b****a está molhada. Aposto que está escorrendo.
— Eu disse que não — explodi, levantando-me para sair, mas ele agarrou meu pulso e me puxou com violência contra o corpo dele.
A mão dele deslizou para baixo e agarrou a minha b***a por baixo do vestido curto, os dedos roçando na minha b****a nua e escorregadia.
— Larga de bancar a difícil, sua putinha...
A fúria arrebentou dentro de mim. Agarrei o copo e atirei o restante do uísque direto na cara dele.
Ele rugiu de raiva e me acertou um tapa brutal na bochecha. A dor explodiu pelo meu rosto. Minha cabeça estalou para o lado enquanto cambaleei para trás, sentindo gosto de sangue na boca.
Fiz menção de devolver o tapa, mas uma garrafa explodiu contra a cabeça dele com um estalo nauseante.
Roman surgiu como uma tempestade desgovernada. As narinas infladas, a testa franzida em fúria.
Ele caiu sobre o homem em um instante, desferindo socos com uma violência brutal e implacável. Golpe após golpe colidia com sons úmidos de ossos se partindo. Sangue espirrou pelo chão. O sujeito tentou reagir, mas foi inútil. Roman era puro ódio primitivo de Alfa: selvagem, imparável, inteiramente dominado pela violência.
— Pare! — gritei, agarrando o braço dele. — Roman, pare! Você vai matar ele!
Ele me empurrou para longe com tanta força que caí de volta sobre o estofado do camarote. Seus olhos estavam transtornados, completamente ferozes. Ele continuou socando, de novo e de novo, até que o homem parou de se mexer por completo. Restou apenas uma pilha ensanguentada e quebrada no chão da área VIP.
A boate inteira mergulhou em um silêncio sepulcral. Todos estavam encarando.
Fiquei ali paralisada, o coração martelando no peito, fitando o monstro que eu estava tentando seduzir. Encarando a força bruta e aterrorizante que ele mantinha escondida por trás daquela máscara fria.
Que diabos eu tinha começado?
E por que diabos uma parte de mim sentiu algo parecido com alívio pelo fato de ele ter vindo até mim?