Capítulo 2

1085 Words
Seduzindo o Alfa Roman~ A porta pesada da minha cobertura no topo da Torre Thorin bateu com força, ecoando pelo espaço vazio como um tiro. Não acendi as luzes. Eu não precisava delas. A tempestade lá fora era suficiente através das janelas. Clarões de relâmpagos iluminavam a floresta escura e o desfiladeiro profundo lá embaixo, onde tudo o que é fraco eventualmente cai e desaparece. Fiquei ali parado, ainda com as mesmas roupas do hotel, os punhos tão cerrados que minhas unhas se cravavam nas palmas das mãos. O sangue escorria morno e pegajoso, mas eu m*l sentia. A única coisa que eu conseguia sentir era ela: Azalea. O aroma dela ainda estava impregnado na minha pele. Doce. Furioso. Viciante. Misturado ao cheiro inconfundível de sexo e ao meu próprio g**o. Eu ainda podia sentir o gosto dela na minha língua. O sal do suor dela, a forma como a b****a dela inundou a minha boca quando a devorei como um faminto antes de enfiar meu p*u fundo nela. Porra. Caminhei até a janela e apoiei a testa contra o vidro frio, encarando a escuridão lá fora que refletia a podridão dentro do meu peito. Quatro anos. Quatro malditos anos carregando essa maldição em silêncio. Observando-a nas sombras em cada evento da alcatéia. Assistindo-a sorrir para Timothy como se ele fosse digno dela. Vendo-o tocar o que deveria ser meu enquanto eu permanecia ali como um Alfa leal, de maxilar travado, fingindo que aquela visão não me rasgava por dentro. Na noite passada, esse controle se despedaçou por completo. Mesmo drogada, ela foi perfeita. O jeito como as pernas dela se entrelaçaram ao redor do meu corpo, os calcanhares cravando na minha b***a enquanto ela me puxava mais fundo. Os gemidos roucos que escapavam da garganta dela quando o meu nó começou a inchar, esticando a b****a dela ao limite. A forma como ela apertou e se derramou ao meu redor, gozando com tanta força que o corpo inteiro tremia enquanto ela gritava — pensando que era ele. Essa era a parte que eu mais odiava. Meu p*u endureceu novamente com a lembrança, pressionando dolorosamente contra a calça. Soltei um rosnado grave na garganta, odiando meu próprio corpo por essa fraqueza. Eu a desejava há tanto tempo que tê-la, mesmo daquele jeito, pareceu salvação e danação ao mesmo tempo. As paredes dela me apertaram como se nunca mais quisessem soltar. Quente. Molhada. Gulosa. Ordenhando cada gota de mim enquanto meu nó nos manteve travados juntos pelo que pareceram horas. Desferi um soco no peitoril da janela. A madeira estalou sob a força do impacto. Ela acreditava que eu havia armado tudo. Vi isso queimando nos olhos dela esta manhã, quando os flashes das câmeras dispararam e o mundo inteiro assistiu à sua humilhação. Aquela mistura de devastação e ódio puro. Ela achava que eu havia feito aquilo para puni-la por ter me enfrentado no escritório dois dias atrás. Por ter me chamado de c***l. Por ter olhado nos meus olhos e dito que eu não passava de um bastardo frio e arrogante, escondido atrás de dinheiro e poder. Uma parte de mim desejava ter planejado tudo. Ao menos assim eu poderia reivindicá-la de vez. Ao menos assim eu não me sentiria como o pior tipo de monstro. Voltei para a minha mesa. Servi-me de um copo generoso de uísque e virei metade de uma vez só, mas o ardor do álcool não fez nada para diminuir a queimação no meu peito. O rosto de Timothy não parava de passar pela minha mente. A postura dele ao lado de Christy, segurando a mão dela como se tivesse ensaiado aquele momento mil vezes. Os repórteres chegando rápido demais. O jeito como ele rejeitou Azalea sem um segundo de hesitação ou dor. Sem sequer dar a ela uma segunda chance. Tudo limpo demais. Conveniente demais. Aquele desgraçado e a suposta melhor amiga de Azalea tinham armado para nós dois. Era nisso que eu acreditava. Eles a drogaram. Me drogaram. Usaram a única noite em que perdi o controle para destruir a reputação dela e deixá-lo livre para ficar com Christy. E conseguiram. A fúria fez o sangue vibrar em minhas veias e se instalou no fundo dos meus ossos. Timothy tinha sido meu Beta. Meu melhor amigo desde que éramos filhotes. Eu confiava a ele a minha vida. Até quando ele me convidou para o aniversário de Azalea ontem à noite, eu não recusei a p***a do convite, mesmo detestando reuniões sociais. E ele traiu não apenas a mim, mas também a mulher que desejei em segredo durante anos. Christy sofreria também. Eu faria questão disso. A dor deles seria pior do que a minha e a de Azalea. Eu os quebraria com tanta força que seus ossos gritariam ao serem esmagados. Mas Azalea... Ela estaria diferente agora. Eu conhecia o fogo dela. Ela não se renderia em silêncio. Não desapareceria nas sombras para lamber as feridas. O olhar que ela me lançou antes de a segurança arrastá-la para longe — não era apenas ódio. Era a vingança criando raízes. Ela viria atrás de mim. Tentaria me seduzir. Usaria aquele corpo deslumbrante e aquela língua afiada como armas para me derrubar e depois me destruir. Ela não fazia a p***a da ideia de como eu conseguia prever cada um dos seus passos. Um sorriso sombrio e possessivo surgiu nos meus lábios, apesar de tudo. Que tente. Que venha até mim. Eu a queria por perto. Mais perto do que ela jamais esteve. Perto o suficiente para que eu pudesse finalmente parar de fingir. Perto o suficiente para prová-la de novo enquanto ela ainda me odiava. Perto o suficiente para vê-la ceder e perceber que pertencia a mim. Terminei o uísque e pousei o copo na mesa, encarando meu reflexo na janela. O Alfa. O bilionário. O homem que podia ter qualquer mulher de Shadowveil com um único olhar. E, no entanto, a única que eu realmente quis foi a que me era proibida. Até agora. O laço dela com o meu beta estava desfeito. Ela estava livre. E eu cansei de me conter. A tempestade lá fora rugia com mais força, os relâmpagos iluminando a imensidão da floresta escura. Em algum lugar lá fora, Azalea estava sofrendo. Planejando. Queimando de vontade de me destruir. Eu tinha certeza absoluta. Ótimo. Venha atrás de mim, minha pequena Beta. Meduza-me. Odeie-me. Tente me arruinar. Estarei esperando por você. E quando finalmente chegar perto o bastante... não deixarei você escapar de novo.
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