Capítulo 3

1188 Words
Seduzindo o Alfa Azalea~ Acordei com a bochecha colada ao couro frio do pequeno sofá na antessala da secretária, o vestido rasgado da noite passada ainda úmido e colado à minha pele como um castigo do qual eu não conseguia escapar. Meu corpo doía de formas que eu nem queria nomear. Uma pontada profunda e latejante pulsava entre as minhas pernas a cada movimento sutil, uma lembrança imunda de como Roman havia me aberto e me alargado, de como a minha b****a havia apertado e se derramado ao redor do nó dele enquanto eu pensava que era Timothy. A vergonha ardia quente no meu estômago. Pressioneie as coxas uma contra a outra, odiando a lubrificação fresca que escorreu em resposta àquela lembrança. O andar da cobertura da Torre Thorin ainda estava silencioso, envolto naquela calmaria pesada antes do amanhecer. Eu havia passado escondida pela segurança ontem à noite porque não tinha para onde ir. Meus pais me renegaram e me jogaram fora. Timothy me rejeitou e foi embora com a minha melhor amiga. A casa que dividíamos não era mais minha. Então me escondi aqui como um animal ferido, encolhida no único lugar onde ninguém ousaria entrar sem a autorização do Alfa. Fiquei escondida até ouvir os primeiros murmúrios dos funcionários chegando aos andares inferiores. Somente quando o andar ficou deserto de novo é que me arrastei até a minha mesa do lado de fora do escritório dele. Meu cabelo era um desastre emaranhado. O vestido estava amassado, rasgado no ombro e ainda carregava o cheiro inconfundível de sexo e dele. Eu parecia exatamente aquilo que todo mundo estava me chamando agora — uma v***a barata e arruinada que havia se atirado para cima do Alfa. O elevador apitou. Meu coração martelou no peito. Roman saiu de lá de dentro, encarnando com perfeição a figura de um Alfa bilionário intocável. Terno preto impecável. Maxilar definido. Uma presença fria e imponente que tornava o ar mais pesado. Os olhos dele pousaram em mim e desceram lentamente pelo meu corpo, pelo meu cabelo bagunçado, pelo tecido rasgado que m*l me cobria, pelas marcas visíveis de mordida no meu pescoço, pelo jeito como eu ainda tremia de frio e por tudo o mais. Engoli em seco com dificuldade, mudando o peso do corpo de um pé para o outro enquanto o calor inundava a minha i********e. Minha b****a pulsou de forma traiçoeira, uma onda de umidade lambendo minhas coxas. Odiei meu corpo por reagir a ele daquele jeito. Odiei ainda mais a ele por provocar isso. Ele não disse nada a princípio. Apenas abriu a carteira, puxou um cartão de crédito dourado e o atirou no chão, bem aos meus pés. — Compre roupas decentes para você — disse ele, com a voz gélida e carregada de nojo. O Roman insuportável e rude de sempre. Um bastardo desgraçado. — Você parece uma v***a barata que passou a noite sendo fodida e jogada fora — acrescentou ele. — Dê um jeito nisso antes que envergonhe a mim e a esta empresa ainda mais. As palavras caíram como socos no estômago. A humilhação queimou em meu peito, ardente e impiedosa. Minhas mãos tremiam enquanto me abaixava para recolher o cartão do chão. Minha vontade era jogar aquele pedaço de plástico na cara dele. Queria gritar com ele com todas as forças. Mas eu não tinha nada. Sem dinheiro. Sem roupas. Sem teto. Sem mais nenhum orgulho para proteger. Odiei a mim mesma por ter me curvado. Odiei a ele mais ainda. Roman passou por mim sem dizer mais uma palavra e desapareceu dentro do escritório, fechando a porta com um clique seco. Fiquei ali sentada por mais tempo do que consigo me lembrar, tentando respirar em meio à raiva e à vergonha que se retorciam dentro de mim. Em seguida, peguei o celular e saí, mantendo a cabeça erguida enquanto cruzava o setor principal do escritório. Todos os olhares se voltaram para mim. Sussurros e risadas me seguiram como veneno pelo ar. — É ela... a que foi pega pelada com o Alfa... — O Timothy rejeitou ela tão rápido, coitada. — Olha só para ela. Ainda está fedendo a ele. Um grupo de mulheres deu risadinhas por trás das mãos. Uma delas nem se deu ao trabalho de disfarçar. Meu rosto queimava, mas não hesitei. Não diminuí o passo. Elas não valiam a pena. Continuei caminhando até alcançar o elevador, saí para o ar frio da montanha e peguei um táxi até a loja de luxo mais próxima de Shadowveil. Comprei roupas que seriam minhas armas. Blusas pretas justas que marcavam meus s***s e mostravam decote suficiente para torturar. Saias lápis que moldavam minha b***a e minhas coxas como uma segunda pele. Saltos altos o bastante para fazer minhas pernas parecerem intermináveis e letais. Troquei de roupa no provador e me forcei a comer uma refeição de verdade: ovos, torradas e café, já que meu estômago estava vazio desde que o pesadelo começou. Eu precisava de força. Precisava de combustível se quisesse sobreviver a esta guerra que estava iniciando. No momento em que retornei à Torre Thorin, eu parecia uma mulher diferente. Profissional por fora. Perigosa por dentro. Não bati na porta do escritório dele. Empurrei a porta de uma vez, pronta para iniciar o meu jogo, pronta para ver se conseguiria rachar aquele gelo. E congelei no batente da porta. Roman tinha uma mulher curvada sobre sua enorme mesa preta. A saia dela estava erguida até a cintura, a calcinha pendurada em um dos tornozelos. Ele a fodia com força por trás, com estocadas fundas e impiedosas que a faziam gemer e cravar os dedos na beirada da mesa em desespero. O quadril potente dele colidia contra a b***a dela sem parar; o som úmido e sujo de pele estalando contra pele preenchia o escritório silencioso. Uma das mãos dele segurava com força os cabelos dela, puxando sua cabeça para trás. A outra agarrava o quadril da mulher com tanta intensidade que os dedos afundavam na carne dela. A cabeça dele se ergueu. Seus olhos escuros cravaram nos meus. Ele não parou. Continuou fodendo a mulher, ainda mais fundo agora, queimando o olhar em mim o tempo todo. Como se quisesse que eu assistisse a cada centímetro brutal. Como se quisesse que eu sentisse aquilo na pele. O maxilar dele estava travado, os músculos flexionando a cada estocada, mas seus olhos nunca deixaram os meus. Minha b****a contraiu sem aviso. Uma onda súbita de calor e ciúme me atravessou com tanta intensidade que minhas pernas quase cederam. Meus m*****s endureceram dolorosamente contra a blusa nova. Uma umidade fresca encharcou minhas coxas. Lembrei-me exatamente de como Roman tinha sido naquela cama. De como o p*u longo e descomunal dele me alargou. Daquele ritmo impiedoso, do jeito como o nó dele inchou e nos manteve travados juntos até que eu me despedaçasse inteira. Fiquei ali em pé, tremendo, o peito apertado, sem conseguir desviar o olhar. Ele estava fazendo aquilo de propósito. E a pior parte era o desespero com que o meu próprio corpo implorava para ser aquele curvado sobre a mesa.
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