O silêncio que se seguiu ao tiroteio era quase ensurdecedor. O cheiro de pólvora ainda impregnava o ar, misturado ao sangue fresco que manchava o chão do galpão. Isadora respirava com dificuldade, sentindo o peito subir e descer rápido demais. Seus olhos corriam pelo espaço, vendo corpos caídos, caixas destruídas, e homens feridos tentando se levantar. Tudo parecia um pesadelo. Mas, no meio daquele caos, havia uma única imagem que dominava sua mente: Kauan. Ele estava de pé, mesmo com o ombro sangrando. Suas mãos firmes seguravam a arma, os olhos faiscando como brasas. Ele parecia uma fera enjaulada, prestes a atacar de novo. Isadora se aproximou, tocando o braço dele com cuidado. — Kauan… você precisa sentar. Está perdendo muito sangue. Ele olhou para ela rapidamente, e por um insta

