O refúgio estava silencioso naquela manhã, mas Isadora sentia que algo estava prestes a explodir. Enquanto preparava o café e observava a filha brincar com pequenos brinquedos, o telefone vibrou. Uma mensagem simples e direta: “Seu homem não vai escapar desta vez. Aproveite enquanto pode.” Isadora engoliu em seco. Davi havia armado uma armadilha. Kauan, por mais habilidoso que fosse, corria sério risco de ser preso — ou pior. O medo apertou seu peito, mas a determinação veio logo em seguida. Ela precisava ser forte, por si mesma, pela filha e por Kauan. — Eu consigo, minha pequena — murmurou, segurando a filha junto ao peito — vamos passar por isso. Ele vai voltar para nós. Enquanto isso, Kauan sentia a pressão da armadilha se fechando. Agentes apareceram sem aviso, acusando-o de crime

