Os primeiros dias de paz pareciam estar finalmente se estabelecendo. Isadora ria com a filha, sentia o coração leve ao cozinhar ou cuidar da casa. Mas Kauan, apesar de seus esforços para mudar, carregava consigo o peso de inimigos do passado — pessoas que não aceitariam sua saída do mundo do crime. Uma tarde, enquanto Kauan voltava do trabalho temporário, um carro preto surgiu no caminho, bloqueando a rua. Dois homens desceram, olhando-o com hostilidade e palavras cortantes. — Kauan… — começou um deles, sorrindo de forma ameaçadora — achou mesmo que poderia desaparecer? Que sair da vida não teria consequências? Kauan engoliu em seco, o coração disparado, mas manteve a postura firme. Sabia que qualquer gesto errado poderia colocar a vida dele, de Isadora e da filha em risco. — Eu não qu

