O sol já havia desaparecido no horizonte, deixando o céu tingido de tons de roxo e laranja, quando Kauê saiu do galpão vazio. O silêncio ao seu redor parecia gritar o que ele não queria admitir: Isadora havia partido. E não apenas isso, levava consigo a filha deles, deixando um vazio impossível de ignorar. Ele caminhava pelas ruas escuras, cada passo pesado de raiva, desespero e desejo. Tudo dentro dele gritava para ir atrás dela, para convencê-la de que não podiam se separar, de que a vida que tinham juntos, por mais perigosa, ainda valia a pena. — Isa… — murmurou, apertando o punho com força — você não pode simplesmente… me deixar. Não assim. Não sem mim. Kauê sabia que Isadora estava cansada da vida de bandidagem, mas ele não conseguia aceitar que isso significasse o fim deles. A ide

