Peter Narrando Eu ainda tava ofegante. O corpo colado no dela, a mão segurando firme sua cintura como se eu tivesse medo que ela evaporasse. Aurora deitada ali, nüa, entregue, com aquele brilho no olhar que me deixava completamente fora de mim. Nunca achei que alguém fosse me dominar desse jeito. — Carälho — sussurrei, com um sorriso torto, beijando o ombro dela. — Você me deixa louco, garota. Ela sorriu de lado, ainda meio mole, com o peito subindo e descendo rápido. Eu encostei minha testa na dela e respirei fundo, sentindo o cheiro dela, o gosto, a pele quente grudada na minha. O sofá era pequeno pra intensidade do que a gente viveu ali. A sala ainda tinha o cheiro do nosso sexo, do nosso suor, da nossa fome. Tudo nela era provocação e cura ao mesmo tempo. — Acho que quebrei um p

