Peter Narrando Estar no olho do furacão é uma sensação sufocante. E foi exatamente assim que me senti. Não bastava o César com aquela tentativa patética de me tirar da minha própria empresa, agora também tínhamos que lidar com uma avalanche de repórteres plantados na porta da empresa esperando por uma declaração, um tropeço, uma frase mäl colocada. O dia já tinha sido longo, exaustivo, e tudo o que eu queria era respirar um pouco de paz. Mas não teve paz. Quando Aurora e eu entramos em casa, com os corpos cansados e os pensamentos embaralhados, nos jogamos no sofá como quem busca um refúgio. Por alguns segundos, só o silêncio. Um respiro. Mas logo os celulares começaram a vibrar, quase ao mesmo tempo. Peguei o meu, ela pegou o dela. O que veio a seguir foi um show de horror. Eram deze

