Peter Narrando Quando a Aurora subiu pro quarto, eu fiquei parado ali na sala, bufando de raiva. O sangue fervendo nas veias, a mandíbula travada. Era só fechar os olhos que a cara daquele desgraçado do César aparecia. E a vontade que me dava era de ir atrás dele e socar até não sobrar nem dente pra contar história. Mas eu respirei fundo. Não podia agir com impulso, não agora. Me joguei no sofá, a cabeça girando com tudo que tinha acontecido. Ela tinha razão em ficar abalada. Tudo aquilo era pesado demais. Só que ao mesmo tempo, dentro de mim, algo clareou. Uma decisão que vinha se formando aos poucos, mas agora, não dava mais pra adiar, nem recuar, nem fingir que não existia. Eu vou pro Brasil. Não só por ela, mas por mim também. Por tudo que estamos construindo. Quero estar do lado

