— Você pode me adiantar o que aconteceu com a Catarine, a gente se encontra todos os dias por volta das oito da noite, tem três dias que eu não a vejo.
— Deixe que ela mesma lhe conta quando chegarmos a minha casa.
Fico em silêncio e sigo o caminho acompanhando o senhor Jorge, quando chegamos a sua casa, um lugar até bonito ele me convida a entrar.
Entro e ele me leva até o quarto onde está Catarine Corbins.
— Ela está dormindo, Lystat.
Olho em direção à cama e vejo seu rosto, roxo, marcado ao que parecem por socos.
Viro meu olhar em direção a Jorge empático, ele afirma:
— Triste não, pois foi assim que há encontrei quando escutei seus gritos e invadi a casa.
— Tirei o Carl de cima dela, ele a estava esbofeteando dizendo que ela o havia roubado e que ele ia cobrar o dinheiro roubado de uma forma que ela não ia gostar.
— Eu entendi o que ele quiz dizer e saquei minha faca dizendo que eu ia sangrar os dois, igual, galinha se eles não me deixassem tirar a jovem de lá.
O que fizeram com a minha Catarine? Eles não tinham esse direito.
Catarine escuta nossas vozes e quando me vê tenta esconder o rosto com a coberta.
— Lystat não quero que me veja assim.
— Vou deixar vocês a sós, vocês precisam conversar.
Jorge nos deixa e eu me aproximo da cama onde está a jovem agredida brutalmente por dois marginais.
Afasto com delicadeza a coberta de seu rosto e lhe pergunto o que aconteceu.
Catarine não minta para mim, o que aconteceu com você.
— Foi no dia em que me levou para conhecer a terra natal de minha mãe, Carl e Margo voltaram mais cedo acharam parte do dinheiro que você me dá e me acusaram de terem roubado eles.
— Ele disse que ia me fazer pagar de uma maneira que eu não ia gostar e voou para cima de mim e me esmurrou, eu comecei a gritar e quando ele passou a rasgar a saia de meu vestido para me fazer pagar pelo "roubo" Jorge o tirou de cima de mim e me trouxe para cá, cuida de mim desde então.
Me sinto mau pelo que pensei de Catarine, eu achei que ela estava me traindo com o Théo diretor do orfanato.
— Oh, Catarine, eu te pedi para vir morar comigo.
— Lystat eu sei que o dinheiro não compra o amor, e sei que estamos convivendo, mas por favor eu quero vingança.
— Vingue-se do que fizeram comigo, eles passam as suas vidas abusando de mim moralmente, me fazendo roubar para mantê-los e Carl ia abusar de mim sexualmente para cobrar um dinheiro que você me presenteou, pelo nosso acordo.
Percebo nas palavras e na dor de Catarine que ela quer se desligar da família de origem.
Chorando ela me pede vingança.
Eu a levanto da cama para a abraçar para acalmá-la e percebo que o estrago foi grande, até marca de dedos no pescoço ela tem, essas marcas no rosto e no corpo de Catarine me dão ódio, se nem eu que sou um vampiro não a agredi para provar de seu sangue que direito esse Carl tem de agredi-la e querer lhe roubar a pureza?
— Eu vou me vingar, mas parece que a casa está vazia.
— Eles vão voltar, Lystat fica de olho e se puder mate os dois.
Matar, eu não vejo dessa maneira, eles vão dormir pela eternidade depois que eu me alimentar do sangue deles.
— Não chore, mais Catarine, eu vou me vingar deles por você, eu vou cuidar de você.
Não sei se foi pelo calor do momento, da tensão, eu sei que Catarine invadiu meus lábios com os seus em um beijo fulminante, um beijo em que nos rendemos e eu senti o meu coração se aquecer.
Eu a deito na cama e continuo o beijo, pudera um beijo tão delicioso como esse ser o suficiente para me libertar, mas não é, ao término do beijo eu sinto as minhas presas.
— Eu estou horrível não é Lystat?
— Posso afirmar para você docinho que você já teve dia melhores.
Beijo suavemente seus lábios.
— Descanse, Catarine, eu vou atrás de Carl e Margo.
Ela segura o meu braço e eu me volto para ela.
— O que foi? Desistiu da Vingança?
— Não, não é isso, Lystat eu fico sem graça de pedir isso a você.
— Oh, pare com isso, Catarine, diga logo o que precisa!
— Lystat, ajude o Jorge ele salvou a minha vida, eu sei que ele deve para credores, se ele não pagar ele perderá a sua única fonte de renda.
Sorrio, Catarine, mesmo toda machucada, pensa nas outras pessoas.
— Como você soube?
— Escutei uma conversa dele com o credor ontem a tarde.
— Está bem deixa eu cuidar de Carl e Margo, primeiro, depois eu cuido do financeiro de Jorge.
— Obrigada, Lystat.
Peço que ela descanse e vou atrás de Carl e Margo, eu não esperava que Catarine fosse se levantar e fugir sem que o Jorge percebesse ela saiu. Foi atrás de mim.
Eu conheço o cheiro desagradável de bebida e perfume barato, os encontrei escondidos em uma mata nos limites de Candem tom.
— Carl, que estupidez a sua tentar violar a Catarine para cobrar o que ela nos deve, se o Jorge falou algo para alguém seremos presos.
— Oras, eu avisei para aquela ordinária que eu ia cobrar de uma forma que ela não ia gostar, e não me recrimine Margo, você bem que ia sentir t***o de me ver tirando o cabaço dela a força.
A mulher ri e confirma com a cabeça e eu me enojo daqueles dois.
— Ela cheira a leite, eu ia amar provar um pouco daquele cheiro delicioso de menina moça.
— Precisamos pensar em uma maneira de voltar para casa, Carl!
— Já podemos voltar, se Catarine abrir a boca levamos ela com a gente afinal ela nos mantém roubando.
Quando eles se preparam para ir para a estrada, eu simplesmente digo, sendo firme:
— Vocês dois não vão a lugar nenhum.