Lystat Limount
Fui amaldiçoado por uma bruxa que se apaixonou por mim, e eu não correspondi a seu amor, ela me condenou a viver nas sombras transformando-me em um vampiro.
Como se não bastasse para ela ter lançado essa maldição, ela disse que eu tenho um ano para encontrar o verdadeiro amor de uma jovem, para quebrar a maldição.
— Lystat o alquimista, você tem doze meses para encontrar uma jovem que se apaixone por você, se não o fizer em doze meses você morrerá.
Não esqueço essas palavras dela, aonde resido nas províncias de Inlandris não há tantas jovens assim.
Soube que os humanos, se apaixonam facilmente, então estou preparado para deixar o mundo mistico para encontrar essa jovem que me ajudará quebrar essa maldição, no mundo dos humanos.
Caminho pela floresta e estou munido de uma boa quantidade de moedas de ouro, para me manter no mundo dos humanos, alugar uma casa para que eu me isole durante o dia, pois, essa maldição não me permite sair durante o dia.
A luz do Sol me machuca e pode me fazer virar pó.
Cheguei ao limite entre o mundo místico e o mundo dos humanos, saio pelo portal e chego a uma cidade, periférica da Inglaterra.
Candem tom é seu nome, o lugar é fétido, esgoto ao céu aberto, passa pelas ruas em frente as casas pobres, sinto o cheiro da lenha se queimando, o que em conjunto com o cheiro do esgoto, me embrulham o estômago.
Minha missão encontrar a jovem que poderá quebrar essa maldição vampirística que Jade, a bruxa, lançou em mim.
Mas primeiro tenho que alugar uma casa para eu ficar, mas onde, se aqui pelas ruas onde ando só vejo casas caindo aos pedaços, daquelas que se um terremoto passar as casas podem desabar.
Caminho até chegar a um vilarejo onde tem uma igreja. Pela maldição que a Jade me lançou não posso nem pedir asilo em uma igreja.
Não posso entrar na igreja, mas posso pedir ajuda, um lugar fora dela para que eu repouse durante o dia até anoitecer.
Me aproximo da igreja, que é até bonita, e me lembram as catedrais que tem no mundo místico.
Me aproximo e chamo alguém:
— Preciso de ajuda!
Logo vem uma freira que ao me escutar atende-me a porta.
— Em que posso te ajudar.
— Eu preciso de um local para ficar, uma casa de preferência, longe da igreja.
A freira me olha assustada, acredita que eu posso ser um malfeitor, mas não sou, se ela soubesse que um vampiro não pode sequer pisar em solo sagrado, que seus pés queimam, e a dor é imensa, ela não me olharia dessa forma. Porém, não posso lhe revelar que sou um vampiro.
— Eu tenho muito dinheiro.
Abro a minha bolsa e mostro a imensa quantidade de moedas de ouro, e é claro a ganância da freira mesmo tendo abdicado de coisas terrenas foi maior.
— Bem senhor, eu tenho a minha casa que está fechada, te alugo por mil moedas de outo por mês.
Ela cravou a estaca em meu coração, mas não tenho outra alternativa a não ser aceitar.
Digo-lhe que aceito e ela me leva há uma casa não muito longe dali.
Quando olho a casa percebo que a freira abdicou de uma vida de classe.
Eu lhe entrego as mil moedas de ouro e ela me dá a chave.
— Senhor cuide bem de minha casa, me é de estimação.
Ela volta para a igreja e eu entro na casa que não é muito diferente da minha no mundo mistico de Inlandris. Apesar de só poder sair durante a noite, eu mereço ao menos uma pousada decente para dormir durante o dia. Ao menos não estou naquelas ruas fétidas de esgoto ao ar livre.
Vou até o porão por ser mais escuro, não posso ficar, aonde entra a luz do sol.
Como encontrar uma jovem decente a quem possa se apaixonar por mim se só posso sair durante a noite?
Jade, a bruxa não teve piedade de mim, e estou com sede angustiado, beirando o desespero devido à sede. A sede de sangue.
Jade não teve piedade, ela me transformou em vampiro e se eu não encontrar essa jovem em um ano eu vou morrer. Para aliviar a sede de sangue, eu r***o meu próprio pulso com um canivete que carrego comigo e bebo de meu próprio sangue, não quero ferir outras pessoas, e transferir essa maldição.
Bebo até me sentir saciado, mas até quando vou aguentar matar a minha sede com o meu próprio sangue?
Eu preciso encontrar logo essa jovem, que quebrará a maldição, e eu poderei ser um homem de vinte e cinco anos normal.
Resolvo passear pelas ruas de Candem tom enquanto não amanhece, pesquisando sobre os seres humanos, aprendi que o dinheiro compra tudo, mas ele pode comprar um amor?
Pego algumas moedas e algumas notas do dinheiro humano e coloco em minha carteira.
Vou checar meu visual no espelho, e não consigo me enxergar , só vejo a imagem do relógio de parede.
Choro, até isso essa maldição me tirou, poder olhar para o meu próprio rosto no espelho. No espelho só vejo as lágrimas de sangue que fazem caminho pelo meu rosto.
Até onde a Jade chegou por eu não corresponder a seus sentimentos.
Ela foi longe demais.
Mas não posso me deixar abater, limpo o sangue de meu rosto até não ver mais a sua cor pelo espelho.
Quando não vejo o sinal do sangue é sinal de que meu rosto está limpo, para me certificar vou ao banheiro e lavo o rosto, devido ao meu faro mais apurado eu sinto o cheiro da água que sai da torneira, até tento provar o gosto, mas não consegui, minha língua ardeu, agora o meu paladar só aceita um alimento: o sangue.
Enxugo o meu rosto, checo a minha carteira e saio para a rua.
Caminho observando, os transeuntes e não vejo nenhuma jovem sozinha, só acompanhada, seja de suas damas de companhia ou de seus companheiros.
Droga encontrar uma jovem que me ame vai ser mais difícil do que pensei.
Meu nome é Lystat Limount e fui um alquimista.