Capitulo 22

1034 Words
Chego, em casa e vou direto para o quarto ver como a Catarine está, para a minha surpresa ela não teimou comigo e ficou em repouso. — Minha linda já voltei, trouxe as ervas para fazer para você o elixir do sono. Ela não diz nada, apenas sorri, me surpreende quando ela me olha e me pede que mostre as minhas presas. — Pode mostrar para mim, Lystat? — Mostrar o que Catarine, não te entendo? — As suas presas. Não sei o que se passa na cabeça dessa jovem, mas acho que ela está mau da cabeça. Ela continua me olhar fixamente esperando que eu lhe mostre as minhas presas, e percebo que ela não irá desistir de ver a minha face de vampiro, preparado para o ataque. — Não terá medo, Catarine, é uma coisa que não é muito bonita de se ver. Não fiz uma pergunta para ela, fiz uma afirmação, ela sem tirar os seus olhinhos de curiosidade de mim me fala: — Não, terei medo, Lystat pode me mostrar o seu lado vampirístico. Como eu sei que ela não me deixará em paz, eu lhe mostro as presas, claro que tento ser o mais suave possível, pois não vou, atacar a Catarine, ela não consegue tirar os olhos das minhas presas enormes.  ? Pronto assustei a Catarine e agora? Ela me surpreende cada vez mais e quando eu pensei que a havia assustado, ela me elogia: — Belas presas, te deixam mais atraente. Guardo, minhas presas, e sorrio para ela. Só Catarine mesmo para achar um vampiro, atraente. Aqueles olhinhos lindos me convidam a beijá-la. — Se eu não tivesse te mostrado as minhas presas, horrorosas, eu te beijaria agora mesmo, sua menina sapeca e curiosa. Novamente ela me surpreende, salta sobre meu colo e me beija os lábios, me rendo a seu beijo e percebo que estamos encantados um pelo outro, mas isso só vou descobrir, mas a frente, por enquanto quero ir levando as coisas devagar, para que nem eu, nem ela saiamos dessa situação machucados. Senti que alguém nos observava, olhei para a janela do quarto, não havia ninguém ali, e não havia sinal de magia no quarto que pudesse justificar essa sensação. Descarto a ideia e dou risada da pergunta que Catarine me faz após o beijo intenso que demos. — Lystat vampiros fazem amor? Me dá um acesso de tosse, que menina curiosa, primeiro ela vem querer ver as minhas presas, agora, me vêm com essa pergunta. — Não precisa se surpreender, Lystat eu só fiz uma simples pergunta. Como explicar isso para ela, respiro fundo e explico que pelo que estudei sobre os vampiros, eles podem, sim, fazer amor, mas só conseguem engravidar as mulheres comuns, as vampiras não. — Mas porque você quiz saber isso Catarine? — Por curiosidade, Lystat. Catarine me sorri e eu percebo que não é somente curiosidade, eu li nos olhos de Catarine que ela em algum momento pensou em fazer amor comigo, sinal que seus sentimentos por mim estão mudando. Beijo a pontinha de seu nariz, e vou preparar o Elixir, afinal, o dia está próximo de amanhecer. Não sei o que se passa na cabeça da Catarine, mas a pergunta que me fez hoje me deixou curioso, claro que estamos nos apaixonando, mas para falar a verdade eu nunca me imaginei fazendo amor com Catarine, pois se um dia eu chegar a esse ponto com ela, eu quero que, seja especial para ambas as partes. Preparo o elixir para a Catarine, e olho no antigo relógio, o dia está próximo de amanhecer, são quatro e meia da manhã. Preparei o suficiente para uma quinzena, tempo que acredito que a Catarine irá levar para se recuperar das agressões de Carl. Vou até o quarto e lhe ofereço um copo da bebida. — Aqui está minha linda, você tomará esse elixir e dormirá o dia inteiro amanhã, e seguiremos fazendo o tratamento da cura pelo sono assim. Ela toma o copo de minhas mãos e antes de beber o elixir, ela me impõe. — Só vou tomar se você vier dormir no quarto comigo, não quero dormir sozinha. Eu não esperava que ela fosse me intimar justo a isso. Confiro as cortinas e percebo que não entrará nenhuma claridade no quarto, a cama é grande, então dará sim para dormirmos lado a lado. Depois que chequei que não haveria perigo para mim, com relação à claridade do Sol, fecho a porta e me deito a seu lado. Catarine assim toma o elixir que faz efeito, e imediatamente ela fica sonolenta. Ela se vira para mim e deita em meu peito, o que me força a abraçá-la. E eu quero abraçá-la. Dormimos, para esperar a próxima noite, em que vamos acordar e nos ver novamente. Em minha mente martelava a pergunta que Catarine me fez. " Vampiros fazem amor?" E quanto mais eu penso nessa pergunta, mas eu acredito que ela quer fazer amor comigo. Durmo e sonho e nesse sonho que tive a maldição foi quebrada, mas isso foi depois de muita luta, vi que vivíamos felizes em um lugar lindo e místico, eu só não identifiquei o lugar lindo, mas para tudo tem sua hora para acontecer. Acordamos na noite seguinte e eu percebi que Catarine está melhorando, durante a noite visitamos o lugar em que fica o orfanato que estou reformando e percebo que o lugar já está bem revitalizado, e faz apenas poucos dias que dei o dinheiro, para reformar. Seguimos esse protocolo durante as semanas seguintes, e só paramos quando Catarine estava recuperada. — Está linda, novamente, a cura do sono lhe fez bem. — Obrigada, Lystat, se vou morar aqui com você, eu preciso de minhas roupas. — Eu sei amor e podemos buscar se você quizer em sua casa. Ela concorda e vamos buscar as suas roupas, ao chegar lá entramos na casa, pela porta dos fundos, a única que foi fácil de arrombar. Pegamos roupas e alimentos e colocamos na carruagem, voltamos para casa e lá Catarine arrumou tudo rapidamente, ela quer ficar mais tempo comigo. Tenho a impressão de que alguém nos observa, mas não tenho ideia de quem.
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