Enquanto perco meus sentidos no prazer que estamos, nos proporcionando, eu me lembro, da pergunta que inocentemente ela me fez há meses.
" Vampiros fazem amor?"
Hoje eu vou mostrar que fazemos amor sim e amamos com intensidade.
Como todo homem que ama, quero ser amado, e fazer amor com Catarine naquelas águas cristalinas, me deixa ainda mais e******o e demonstro para a minha pequena toda essa excitação.
— Lystat você está fazendo a água ferver!
— Você acha pequena?
Ela me olha com o olhar maroto e eu percebo que ela diz a verdade para mim, mas não estou fazendo a água ferver sozinho, ela está me ajudando com seu desejo e serenidade femininos, e ambos exploramos nossos corpos com curiosidade.
Catarine aperta meu tórax bem definido, antes de me tornar vampiro eu treinava todas as noites, fazia exercícios, cuidava de mim.
Eu como homem eu exploro cada pedacinho do corpo dessa menina moça, ela me encanta com seus cabelos, cor de ouro, e sua pela tão branquinha que parece um copo de leite, ou mesmo, um floco da mais pura e cristalina Neve.
Ali naquelas águas nos amando e nos completando, não percebemos a presença de um curioso.
Quando me dei conta e olhei em direção onde está o ser que nos observa, percebo que seja lá quem for que é não quer ser descoberto, pela energia e cheiro que as minhas narinas de vampiro sentiram, eu afirmo com todas as letras que o ser que nos observa é uma mulher, mas o que levaria uma mulher a observar o ato de amor de outro casal.
Volto a me concentrar no amor que eu e Catarine estamos fazendo.
E juntos abraçados chegamos ao clímax juntos. Nos perdemos ali naquelas águas em mais um beijo apaixonado.
Catarine está ofegante e eu também, eu sugiro que nademos mais um pouco para recuperar o fôlego, achei que a minha amada ia protestar, pois afinal, continua um pouco ofegante, mas ela é a primeira em sair nadando, e pelas águas eu vejo seus cabelos cor de ouro e compridos, brilharem ainda mais com a luz da Lua.
Merecemos esse relaxamento, mergulho e logo a alcanço, nadamos por alguns minutos e depois saímos do rio e vestimos nossas roupas.
— Amor, temos que voltar para a nossa casa em Candem tom, eu não posso adormecer em minha casa daqui, não quero apavorar as pessoas que aqui em Inlandris existem.
— Aqui pequena ninguém sabe que eu sou um vampiro.
— Então, vamos amado Lystat, eu também tenho muito a fazer em Candem tom tenho que ajudar o Jorge do frango, ele que está sendo tão bom para mim desde que me salvou de Carl e Morgana.
Não quero ficar mais tempo circulando por Inlandris, o fato de saber que alguém está nos observando, me deixa preocupado.
Do rio mesmo abro um portal para a sala de nossa casa em Inlandris.
Agora eu me sinto seguro, ou sinta talvez a falsa sensação de segurança, isso eu não sei dizer, mas o fato de estar em casa me deixa tranquilo.
Ainda faltam algumas horas para o dia raiar, Catarine trata de preparar algo para jantar e eu a observo, não sinto fome, pois desde que Catarine passou a guardar para mim o sangue das galinhas que sangra, eu não sinto mais a necessidade de sair pela calada da noite atrás de bandidos, para me alimentar.
Não me lembro ao certo, mas acredito que os últimos malfeitores a qual suguei o sangue até a morte, foram os, padrasto e madrasta de Catarine.
Acompanho, o jantar de Catarine e depois fomos juntos para o quarto, que agora é meu refúgio e tenho por parte da noite Catarine a meu lado.
Cansados deitamos, Catarine logo adormece e eu a observo dormir, sua respiração subir e descer, se eu fosse um homem comum, só esse movimento da respiração de Catarine me faria dormir em seguida, mas sou um ser especial com uma certa peculiaridade.
Observo minha amada dormir, até as seis da manhã, quê é quando o sono me vence.
Sei que a minha amada, irá se levantar, se cuidar e irá para o comércio de Jorge para ajudar a ele e a seu funcionário.
Não a impeço, pois Jorge salvou a vida dela, daqueles dois abusadores e hoje se ela é uma mulher feliz, é por que está a meu lado, ela não precisa mais roubar para dar aos pobres, quando eu posso cuido pessoalmente disso, pois a minha pequena não renuncia a fazer o bem para os menos a fortunados.
Assim é Catarine, a mulher que eu amo e que me ama.
Sonho, sempre sonho com ela e em meus sonhos somos felizes, e cuidamos um do outro.
Mas sei que são apenas sonhos, pois eu sei que se ela não quebrar a minha maldição em doze meses eu irei morrer e deixá-la só e isso me dói.
Preciso descobrir qual é o segredo da maldição de Jade, por que mesmo nos amando verdadeiramente o feitiço do vampiro ainda não foi quebrado?
Não quero conversar com Jade para saber, pois sei que se conversar com ela eu vou me decepcionar e muito.
Mas eu preciso saber qual é o segredo do feitiço de Jade, o que ela disse a mais para realizar essa mandinga.
Não, o fato de encontrar um verdadeiro amor, não quebrou a minha maldição, e meu tempo está se acabando.
Mesmo sonhando com a minha amada, essas dúvidas chegam a minha mente e eu tenho que sanar a todas elas.
Tempo eu já não sei se tenho.
Depois de meu professor falar sobre Jade, eu sinto que está chegando a hora de contar a verdade para a minha pequena, a minha linda, e eu espero que ela me entenda e compreenda que talvez no futuro eu a deixe só, não porque vou abandoná-la, mas sim por que vou acabar, sucumbindo a maldição e morrendo.
Sinto uma lágrima molhar meu rosto, e eu espero que a minha linda já tenha ido trabalhar, pois não quero que ela sinta a tristeza que eu estou sentindo.