Estou gostando dessa perseguição Catarine entra numa viela bem estreita e eu paro de caminhar.
Sorrio, embora eu esteja amaldiçoado, nunca havia me divertido tanto.
Observo bem a viela estreita em que a jovem entrou, e respiro fundo.
Aff tão clichê, me lembra bem os filmes antigos de Conde Drácula em que as vítimas se escondem nos lugares, mas estúpidos, e Catarine foi estupida, mas ao contrário de Drácula eu não quero beber o sangue dela pelo seu pescoço, embora o sangue das veias pulsando , me seja muito atraente.
Apenas quero fazer uma proposta para essa dama maltrapilha que tentou sem sucesso roubar a minha carteira.
Olho com atenção a viela, sei que ela está escondida lá, pois a brisa que vem a mim, traz consigo o cheiro de Catarine.
Caminho lentamente, até a viela aonde ela se escondeu entro.
Através de seu cheiro eu vou localizar o lugar em está escondida.
O lugar é fétido, se eu não fosse amaldiçoado provavelmente eu ia passar m*l com tal fedor, não sei como essa jovem consegue se esconder em um lugar desses.
Foco no cheiro da jovem e caminho procurando-a nos cantos, uma brisa suave, me traz o cheiro e do lugar exato onde ela se escondeu.
— Ela é esperta, se escondeu atrás daquelas vigas de madeira.
Me aproximo e a encontro encolhida bem atrás das vigas a puxo pelo braço, ela ameaça gritar e eu tapo sia boca com uma de minhas mãos.
— Não tenha medo de mim, Catarine, eu só quero te fazer uma proposta.
— Acredito que ela vai vantajosa para você.
Ela me olha com seus olhos de um imenso azul esbugalhado, parecendo de peixe, não pisca, apenas me encara.
Sinto seu medo e a tranquilizo.
— Eu vou tirar a minha mão da sua boca, você ficará quieta.
Ela acena com a cabeça que sim, e no ato que eu tiro a minha mão de sua boca ela grita.
— Faça silêncio, eu não vou te fazer m*l, veja, veja, eu estou desarmado, e outra, se eu quisesse te fazer m*l teria te matado no ato que te você me devolveu a carteira.
Te pegava no, mata leão e quebrava o seu pescoço.
Eu falo batendo em minha roupa para mostrar para ela que eu não tenho arma alguma, só minhas presas, mais isso não vem ao caso.
— Você diz que tem uma proposta para me fazer, qual é?
Percebo que ela está mais calma e a convido para sair daquela viela estreita que está me enojando.
E não quero mais sentir nenhum rato, andando em meus sapatos.
Por cavalheirismo ofereço o meu braço para que ela segure.
Saímos, e eu respiro, o ar mais limpo.
— Bem, estou esperando Lystat, qual proposta você tem para me fazer.
Limpo a minha garganta para poder dizer a minha proposta, ela pode me achar um louco insano, mas acredito que ela aceitará.
— É o seguinte, senhorita Catarine, eu proponho um acordo, pode parecer louco, eu sei, mas escute com atenção.
Catarine me olha com imponência esperando eu dizer o tal acordo.
Me encho de coragem e falo de uma vez, sem pausa.
— Eu proponho que você conviva comigo, eu posso lhe pagar muito dinheiro.
— Hein! Como é Lystat.
— É isso que você ouviu senhorita Catarine.
— Você tem um prazo de um ano para me conhecer.
Durante esse tempo eu vou lhe dar uma quantia em dinheiro.
Sorrio com cuidado para as minhas presas não se mostrarem.
— A que se deve isso, senhor Lystat?
— Me disseram que ninguém se apaixonaria por mim e eu fiquei com isso na cabeça.
Não posso dizer a ela que fui amaldiçoado, por uma bruxa e sou um vampiro, ela não vai acreditar e eu colocarei tudo a perder.
Se tem uma coisa que eu sempre soube dos humanos é que eles não acreditam no sobrenatural. Seres como lobisomens e vampiros para os humanos são histórias para crianças dormirem, ou botar medo para que elas se comportem.
— Você mencionou que eu tenho o prazo de um ano correto?
— Exatamente, não é muito perto da enorme quantia em dinheiro que você vai ganhar, poderá mudar de vida.
— Mas e você Lystat e se eu me apaixonar e você não, seria maldade comigo, você não acha?
Ela tem razão e me pegou nessa.
— É possível que eu me apaixone por você também.
Não será difícil eu me apaixonar por ela, pois apesar de suas roupas serem maltrapilhas, Catarine Corbyn é uma mulher muito bonita e fofa.
— Ou ambos não nos apaixonemos, mas você sairia no lucro, pois pensa Catarine vou lhe pagar durante um ano.
Catarine pensa por um momento e me dá a resposta:
— Está bem senhor Lystat eu aceito a sua proposta.
— Quer formalizar tudo perante a lei.
— Não, senhorita Catarine não será necessário, eu acredito em sua palavra.
Apertamos nossas mãos e eu não pude deixar de notar o quanto Catarine é bela e seus olhos azuis realmente me encantaram, mas a questão aqui, não é eu me apaixonar e sim ela se apaixonar por mim e vier a me amar para quebrar a maldição de Jade.
Mas não seria difícil eu me apaixonar por essa mulher imponente, meio arrogante e ladra de carteiras.
— Vem comigo, vamos dar uma volta por essa cidade, sei que está com fome senhorita e eu posso resolver isso, assim nos conhecemos melhor.
Ela sorri para mim e aceita me acompanhar.
— Senhor Lystat, não espero que não se incomode com as minhas vestes.
— Deixa de bobagens Catarine, eu estou em boa companhia, e isso para mim é o que conta.
Nunca me importei com o que as pessoas vestiam no mundo místico, e não é agora que sou vampiro que vou começar a me importar para mim, o que conta é a essência da pessoa e essa jovem apesar de ter tentado me roubar a carteira, tem uma essência pura e linda.
Caminhamos juntos, e ela de braço dado comigo, eu sinto com mais força que ela é a jovem destinada a quebrar a minha maldição.