Catarine Corbyn
Estou em minha casa, no refúgio de meu quarto, pensando, no que me aconteceu nos últimos dois dias ao conhecer o estranho homem, por nome de Lystat.
Penso na proposta que ele me fez de convivermos um com o outro, sua razão: que lhe disseram que ninguém se apaixonaria por ele. Uma razão estúpida vinda de um homem de uma beleza incrível.
Aceitei o acordo e estamos nos conhecendo, ele realizou um sonho meu de assistir a uma peça teatral, coisa que não posso nem sonhar vivendo com meu padrasto e minha madrasta inquisidores.
Eu tinha uma vida confortável até a minha mãe falecer, após isso seu marido se casou com outra mulher e minha vida virou um verdadeiro inferno.
Meu padrasto gastou todo o dinheiro que tínhamos com jantares luxuosos para a sua nova esposa, deixando as necessidades da casa de lado.
Fui forçada por eles a andar maltrapilha e a pedir esmolas para que eles manterem o mínimo de dignidade já que o único bem que nos restou foi a casa a que eu luto para manter os impostos em dia para que as autoridades não tomem de nós.
Mas as esmolam já não supriam as necessidades e eu tive que aprender a roubar, e com esses roubos eu mantenho esses dois abusadores, e consigo ainda ajudar aos mais desafortunados.
Agora, que Lystat Limont, entrou em minha vida, eu posso, além de manter a casa, posso me vestir melhor, já que a maldita da minha madrasta queimou-me a maioria dos vestidos e roupas que eu tinha.
Pensando em Lystat não escuto a praga da minha madrasta batendo na porta.
Sem obter uma resposta da minha parte, ela invade o meu quarto e me agride com tapas e murros em meus braços.
— Catarine, onde está o dinheiro desta noite?
— Vamos sua inútil, me entrega o dinheiro.
— Eu não sou obrigada a lhe dar nada, se quer dinheiro vá trabalhar!
— Saia em meu lugar para roubar carteiras e veja se tem sorte.
Meu padrasto entra em meu quarto esbravejando, havia escutado nossos gritos da sala.
Rude ele afasta sua esposa de mim e gruda em meu pescoço, me empurrando para a cama, jogando-se em cima de mim.
— Catarine, quantas vezes eu tenho que lhe dizer que não quero que desrespeite a minha mulher?
Ele aperta cada vez mais meu pescoço e eu sinto me faltar o ar.
— Para Carl, vai matá-la, e se ela morrer quem vai manter a nossa casa.
Atendendo as ordens de sua esposa, meu padrasto me solta e eu viro para o lado para tentar recuperar o ar que havia me roubado.
— Amanhã sua pequena i*****l irá trabalhar em dobro.
— Mas e o dinheiro dessa noite Carl?
— Deixa com ela Margo, ela precisa se alimentar para ter forças para roubar para nos manter.
— Uma ladra faminta seria facilmente pega pela polícia.
Antes de deixar o meu quarto, meu padrasto, sobe na cama e me vira para me forçar a olhá-lo.
Como não o olho nos olhos, ele me força a olhá-lo cravando as unhas em meu braço.
— Amanhã eu quero o dinheiro nas minhas mãos, Catarine, se me roubar novamente, você vai ver a forma que você irá me pagar o que me rouba.
— E você não vai gostar.
Carl me dá um tapa no rosto, e eu senti como se minha face virasse num ângulo de 360.º graus, tamanha a brutalidade com que ele me bateu.
Os dois deixam o meu quarto e eu me levanto com lágrimas nos olhos.
— Não, não vou chorar, esses dois vão pagar por tudo o que me fazem.
Me levanto e vou olhar o estrago que ele fez em meu rosto com o tapa.
E pelo espelho vejo que a marca dos cinco dedos de suas mãos ficaram em meu rosto.
Aguardo eles dormirem e vou, até o banheiro, fazer uma compressa de água fria, não posso encontrar Lystat Limount, com o rosto marcado, ele irá me fazer perguntas as quais eu não quero responder.
Lavo bem o rosto com a água da torneira e me olho no espelho.
— Melhorou bastante, espero que pela manhã não estejam as marcas dos dedos do Carl em meu rosto.
Caminho até meu quarto em silêncio e olho pela janela a luz do luar e me pergunto o que Lystat está fazendo nesse momento?
Eu não queria admitir, mas esse acordo me será a porta de saída desse inferno o qual eu estou vivendo.
Me deito na cama e adormeço.
Acordo com a minha madrasta jogando água fria em meu rosto, me molhando inteira.
— Acorde Catarine você vai sair para roubar, seu padrasto soube de uma diligência que vai entregar dinheiro ao banco local, você irá roubar uma das bolsas de dinheiro e trazer para nós.
— Você está louca. Margo, eu serei presa!
— Isso não é problema meu, segundo seu padrasto, a diligência vai estar nos limites de Candem Tom se arrume e se apresse, você tem que chegar lá antes deles.
Me levanto da cama e me arrumo, as pressas, eu sou boa em me infiltrar e vou roubar com facilidade, mas guardarei uma boa quantia para ajudar os desafortunados.
Quando estou saindo pela porta, meu padrasto me agarra e me encosta na parede.
— Faça o que a Margo te pediu e nos traga o dinheiro Catarine.
— Nem pense em me roubar, se não você irá me pagar de um jeito que você não vai gostar.
— Você e a Margo já me batem e me agridem com palavras, de que jeito eu irei pagar para você? Mais uma surra ei aposto.
Carl passa a mão em minha cintura e me puxa para ele, me olhando com luxúria e isso me enoja.
— Me roube que você vai descobrir.
Ele me solta e na hora eu compreendi o que ele quiz me dizer.
" Isso nunca você não irá me tocar dessa forma"
Corro pela porta, para ir em direção aos limites da cidade, esperar a diligência.