Capitulo 8

1077 Words
Lystat Limount Elogio a beleza de Catarine e meu faro de vampiro me diz que ela está feliz. — Catarine percebo que está feliz, e não tente mentir para mim. — São coisas pessoais Lystat, mas posso afirmar que estou, sim, feliz. Não compreendi ao certo o que ela quiz dizer com coisas pessoais, mas não pude notar seus braços todos marcados de unhas e dessa vez ela não tem como mentir para mim ela foi agredida. Mas não perguntei nada para ela para não aborrecê-la, afinal não quero que ela se afaste de mim, pois a presença dela me agrada e muito. Sentamos na sala bem agradável de minha casa e começamos uma conversa bem animada, aonde Catarine me contou sobre a sua infância, ao lado de sua mãe. — Minha mãe sempre me disse que eramos especiais, senhor Lystat que temos o dom para o curandeirismo, preparar elixires para ajudarmos as pessoas a ter uma qualidade de vida melhor. — E você aprendeu essa prática Catarine? — Minha mãe estava me ensinando, mas ela ficou doente e perdeu suas forças, faleceu em poucas semanas. O que a menina me conta me impressiona, me faz fantasiar sobre a vida dela, e se a mãe dela fosse uma bruxa e fugiu do mundo místico? — Catarine como se chama a sua mãe? — Sara, senhor Lystat, mas por que a pergunta? — Queria saber de onde você herdou tanta altivez e beleza, e agora eu sei. Catarine sorri para mim e eu passo a mapear mentalmente o mundo místico para me lembrar se me lembro de alguém por nome Sara, que muito provável seja muito parecida com a sua filha, mas não consigo me lembrar de ninguém para associar ao nome. — Minha mãe me dizia o mesmo que era muito parecida comigo quando era jovem. Mesmo Catarine me dizendo isso, eu não consigo me lembrar de ninguém parecida com ela em Ilandris. Mas estamos convivendo e sei que cedo ou tarde eu me lembre de uma mulher chamada Sara em Inlandris. — Em que pensas tantos Lystat? — Oh em nada, querida Catarine. — Ficou quieto de repente, para ser mais exata depois que eu lhe mencionei a minha mãe. Não posso revelar para ela ainda que não sou desse mundo, e que estou aqui para encontrar uma jovem que me cure da doença que vai acabar me matando em doze meses, ela iria me achar louco e possivelmente fugiria de mim. — Catarine, você diz que tem conhecimento de ervas e provavelmente, conheça alguma de efeito cicatrizante. — Por que não usou de ervas para cuidar das marcas de unhas feitas por alguém em seu braço? Catarine olha para o seu braço e toca as marcas de unhas que estão em seus braços. — Meu padrasto não quer que eu mexa com curandeirismo, ele disse que foi devido a essas práticas, que minha mãe não buscou atendimento médico e acabou morrendo. A resposta de Catarine só me deixou mais intrigado para descobrir se ela e a mãe pertenciam ao mundo místico ou não, se ela for de repente ela pode quebrar o feitiço de Jade sem perceber apenas com um olhar. — Posso te garantir que não foi a prática de curandeirismo que matou a sua mãe, todos nós ficamos doentes. No mundo místico, muitos ficam doentes e morrem, mas a maioria morre de velhice e não de doença. Eles se recuperam facilmente de doenças, mas se saem de Ilandris, ficam expostos às poluições do mundo dos humanos e podem falecer, mas o foco, aqui e a convivência de Catarine comigo e não e não o possível passado dela. Sinto que estou sendo egoísta e egocêntrico, mas eu tenho que me curar primeiro para depois tentar ajudar alguma pessoa, seja ela quem for. — Eu também acredito que não foi o curandeirismo que matou a minha mãe, mas meu padrasto não quer essa prática em casa, então eu respeito a decisão dele. Ela faz uma cara de decepção quando fala isso, mas por enquanto eu não quero me envolver nos problemas dela, por mais que eu goste da presença dela em minha casa, eu sinto que ainda é cedo para eu me aventurar e me envolver no pessoal de Catarine. — Ora, vamos anime -se, Catarine, não combina com uma jovem tão linda como você a decepção ou mesmo a tristeza. Catarine sorri para mim e percebo que seu sorriso é sincero, pois seus olhos também estão sorrindo para mim. — Viu assim, é melhor Catarine se soubesse o quanto você é linda, sorrindo, sorriria, mesmo estando triste. — Lystat você é um galanteador! — Não sou, eu estou sendo verdadeiro com você, veja você mesma. Com cuidado pego um espelho e entrego para que ela se veja. Ela toma o espelho em suas mãos e eu peço que ela sorria olhando para o espelho. Me levanto, me coloco atrás dela, por sorte o espelho é pequeno e é preenchido só com a beleza de Catarine, não quero que ela note que eu não possuo reflexo. — Viu o seu sorriso te deixa ainda mais linda do que você já é Catarine, e mais linda que sua beleza externa é a sua essência. Me sento novamente a seu lado e ela coloca o espelho de lado no sofá. — Bem, Lystat até que eu tenho o rosto muito bem desenhado, e meus olhos azuis ajudam eu parecer mais jeitosa do que eu realmente eu sou. Mesmo eu lhe mostrando o quão, na verdade, ela é linda, ela continua dizendo bobagens, típico das mulheres, sejam bruxas místicas ou humanas, quando cismam não tem quem tire as ideias de suas cabeças. Sorrio e para Catarine e acaricio seu rosto enquanto ela não desvia o olhar de mim. Íamos nos beijar, mas o barulho de uma diligência nos fez deter-nos o beijo. Saio para ver do que se trata e vejo a diligência parada no outro lado da rua, em uma casa. — Essas pessoas de classe dão tão fúteis. Entro e Catarine se observava no espelho novamente, ela é incrivelmente bela. Quero continuar de onde paramos, mas ela me sugere que a acompanhe até sua casa. Observo o seu sangue circular por suas veias e aceito o seu convite, afinal eu posso atacá-la e não quero fazer mau para ela. Se tiver sede de sangue, a muitos bandidos a solta esperando para se tornar a minha refeição.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD