Catarine Corbins
Finalmente Lystat soube o que aconteceu comigo, fui brutalmente agredida pelo Carl e quase fui abusada intimamente, se não fosse por Jorge eu estaria morta agora.
Pedi a Lystat vingança, claro, que com a nossa convivência eu passei a gostar muito dele, a gostar de estar ao lado dele, porém não o suficiente para amá-lo.
Disse isso há ele que não é só o dinheiro que pode fazer uma pessoa se apaixonar pela outra, que é preciso muito mais que isso, pedi a ele que se vingasse por mim de todos os maus tratos, que sofri, por parte de Carl e de Margô, e ele prontamente me atendeu, não sei se movida pelo momento, eu senti vontade de beijar aqueles lábios, nos beijamos intensamente e eu senti algo muito forte aquecer o meu coração, durante o beijo, meu coração disparou e eu senti calor e frio tudo junto, não queria, que o beijo terminasse mais terminou.
Ele me pede que eu descanse que ele vai atrás de Carl e Margo, por algum motivo eu escolho fugir pela janela para seguir Lystat, não quero que ele sofra o que sofri nas mãos de Carl, aquele homem é um ser muito violento.
Mesmo cheia de dor, eu sigo até os limites da cidade, ele entra em uma mata alta e eu entro atrás, e lá ele encontra Carl e Margo.
Lystat me disse que é alquimista, quem sabe a alquimia o ajudou a encontrar esses dois malvados?
O que se sucede depois, se eu contar ninguém vai acreditar, Lystat, agarra a Margo e crava duas presas enormes em seu pescoço, enquanto Carl, olha para ele apavorado.
Quando ele bebê até a última gota de sangue de Margô, ele joga o Corpo, para o meio da mata alta.
Carl ainda tenta fugir, mais sem sucesso, Lystat, o agarra e faz o mesmo com ele, crava as suas presas enormes em seu pescoço e bebê o seu sangue.
Devido aos meus graves ferimentos, eu desmaio e acho que o vampiro percebeu, pois acredito que ouviu eu sussurrar o seu nome.
Não sei depois o que aconteceu, só sei que acordei pela manhã com Jorge, tentando baixar a minha febre.
— Lystat... Lystat...
Sussurro o nome dele e escuto, Jorge me dizer que ele vem a noite me ver.
Sempre escutei história de vampiros e sei que eles apagam as memórias de quem os descobrem, mas eu sendo filha de curandeira consegui bloquear essa ação, não quero esquecer o que vi, não quero abandonar a Lystat, eu quero entender o que aconteceu com ele e quem o tornou um vampiro.
Quando penso em Lystat meu coração aquece, em meus lábios eu sinto aquele beijo ardente que trocamos, e quero sentir o mesmo beijo novamente, eu tenho que admitir, eu estou me apaixonando por Lystat, não sei se por gratidão, pois ele assim que pedi ajuda para me vingar de Carl e Margo, aceitou de pronto, assim como aceitou a ajudar Jorge do frango com sua dívida com os credores, não, não é gratidão, eu estou apaixonada por Lystat e só agora após estar toda quebrada, eu percebi isso.
— Lystat... Lystat não me deixe só.
— Calma, menina, Catarine, Lystat vem te ver a noite, não se exalte, eu vou preparar um remédio caseiro para baixar a sua febre.
Escuto passos saindo de meu quarto, agora estou sozinha, levo a mão aos meus lábios e sinto eles rachar devido à febre, sinto meu corpo ferver.
? Não, não posso morrer, eu preciso viver para ficar com Lystat e compreendê-lo.
Jorge retorna para o quarto e me obriga a beber um remédio horroroso, eu bebo tudo mesmo sem vontade, minha mãe sempre me falava que remédio bom é remédio r**m.
— Muito bem menina, Catarine, eu vou cuidar do meu comércio de frangos, tenho clientes há atender.
— E não se preocupe, Lystat pagou a minha dívida, não corro o perigo de perder o comércio e nem está casa.
Lystat, é incrível, realmente um homem de palavra.
— Menina, eu preciso que melhore, está se aproximando uma semana em que eu viajo para longe para, comprar mais frangos para meu estoque.
— Eu fico fora uma semana, e não posso deixar você sozinha, tenho o meu funcionário, mais ele ainda é jovem e não me sinto seguro em pedir que ele cuide de você.
Sim, eu sei que tem uma determinada época dos meses que Jorge sai atrás de comprar mais frangos para abastecer o seu estoque, normalmente é na fase de lua cheia, ele diz que nessa lua as criações ficam mais vistosas e saborosas, ele tem um ajudante o Leon, mais ele é muito atrapalhado, não conseguirá, cuidar de mim e do comércio ao mesmo tempo.
— Lystat... fale com Lystat!
— Boa ideia, menina, eu falarei com ele, ele cuidará de você, melhor que eu.
Sinto ele beijar minha testa e sair.
O remédio que Jorge me deu está fazendo efeito e a minha febre está baixando, só assim consigo parar de delirar e passo a sonhar.
Sonho com o beijo que Lystat e eu compartilhamos, eu quero outro beijo desses, meus lábios estão formigando e sei que é devido à falta dos lábios de Lystat, quero provar de seu beijo novamente.
Em meu sonho andamos por Candem tom de mãos dadas, e eu confesso para ele que estou começando a me apaixonar por ele.
— Catarine, isso é maravilhoso, pois eu também estou desenvolvendo um sentimento, por você eu não sei explicar, eu nunca senti isso por ninguém antes, mas posso afirmar para você que é um sentimento maravilhoso, é terno e grandioso.
? Será que os vampiros fazem amor? Eu gostaria de sentir o toque dos dedos de Lystat em meu corpo.
Não consigo deixar de pensar nessa pergunta, enquanto sonho com Lystat, porém não tenho coragem no sonho e nem pessoalmente em perguntar isso para ele.
Durmo o dia todo, acordo quando escuto passos em meu quarto, é Jorge que veio cuidar de mim.
— Jorge, Lystat chegou?
— Ainda, não menina, ainda é cedo, acho que ele cuida de seus negócios.
Sorrio, eu sei bem que ele passa o dia todo dormindo, afinal ele é um vampiro.
— Por que sorri menina? Eu disse algo engraçado?
— Eu acho que estou melhorando Jorge.
Digo isso para afastar qualquer pergunta que ele queira me fazer.