Chego, em casa e vou direto para o quarto ver como a Catarine está, para a minha surpresa ela não teimou comigo e ficou em repouso.
— Minha linda já voltei, trouxe as ervas para fazer para você o elixir do sono.
Ela não diz nada, apenas sorri, me surpreende quando ela me olha e me pede que mostre as minhas presas.
— Pode mostrar para mim, Lystat?
— Mostrar o que Catarine, não te entendo?
— As suas presas.
Não sei o que se passa na cabeça dessa jovem, mas acho que ela está mau da cabeça.
Ela continua me olhar fixamente esperando que eu lhe mostre as minhas presas, e percebo que ela não irá desistir de ver a minha face de vampiro, preparado para o ataque.
— Não terá medo, Catarine, é uma coisa que não é muito bonita de se ver.
Não fiz uma pergunta para ela, fiz uma afirmação, ela sem tirar os seus olhinhos de curiosidade de mim me fala:
— Não, terei medo, Lystat pode me mostrar o seu lado vampirístico.
Como eu sei que ela não me deixará em paz, eu lhe mostro as presas, claro que tento ser o mais suave possível, pois não vou, atacar a Catarine, ela não consegue tirar os olhos das minhas presas enormes.

? Pronto assustei a Catarine e agora?
Ela me surpreende cada vez mais e quando eu pensei que a havia assustado, ela me elogia:
— Belas presas, te deixam mais atraente.
Guardo, minhas presas, e sorrio para ela.
Só Catarine mesmo para achar um vampiro, atraente.
Aqueles olhinhos lindos me convidam a beijá-la.
— Se eu não tivesse te mostrado as minhas presas, horrorosas, eu te beijaria agora mesmo, sua menina sapeca e curiosa.
Novamente ela me surpreende, salta sobre meu colo e me beija os lábios, me rendo a seu beijo e percebo que estamos encantados um pelo outro, mas isso só vou descobrir, mas a frente, por enquanto quero ir levando as coisas devagar, para que nem eu, nem ela saiamos dessa situação machucados.
Senti que alguém nos observava, olhei para a janela do quarto, não havia ninguém ali, e não havia sinal de magia no quarto que pudesse justificar essa sensação.
Descarto a ideia e dou risada da pergunta que Catarine me faz após o beijo intenso que demos.
— Lystat vampiros fazem amor?
Me dá um acesso de tosse, que menina curiosa, primeiro ela vem querer ver as minhas presas, agora, me vêm com essa pergunta.
— Não precisa se surpreender, Lystat eu só fiz uma simples pergunta.
Como explicar isso para ela, respiro fundo e explico que pelo que estudei sobre os vampiros, eles podem, sim, fazer amor, mas só conseguem engravidar as mulheres comuns, as vampiras não.
— Mas porque você quiz saber isso Catarine?
— Por curiosidade, Lystat.
Catarine me sorri e eu percebo que não é somente curiosidade, eu li nos olhos de Catarine que ela em algum momento pensou em fazer amor comigo, sinal que seus sentimentos por mim estão mudando.
Beijo a pontinha de seu nariz, e vou preparar o Elixir, afinal, o dia está próximo de amanhecer.
Não sei o que se passa na cabeça da Catarine, mas a pergunta que me fez hoje me deixou curioso, claro que estamos nos apaixonando, mas para falar a verdade eu nunca me imaginei fazendo amor com Catarine, pois se um dia eu chegar a esse ponto com ela, eu quero que, seja especial para ambas as partes.
Preparo o elixir para a Catarine, e olho no antigo relógio, o dia está próximo de amanhecer, são quatro e meia da manhã.
Preparei o suficiente para uma quinzena, tempo que acredito que a Catarine irá levar para se recuperar das agressões de Carl.
Vou até o quarto e lhe ofereço um copo da bebida.
— Aqui está minha linda, você tomará esse elixir e dormirá o dia inteiro amanhã, e seguiremos fazendo o tratamento da cura pelo sono assim. Ela toma o copo de minhas mãos e antes de beber o elixir, ela me impõe.
— Só vou tomar se você vier dormir no quarto comigo, não quero dormir sozinha.
Eu não esperava que ela fosse me intimar justo a isso.
Confiro as cortinas e percebo que não entrará nenhuma claridade no quarto, a cama é grande, então dará sim para dormirmos lado a lado.
Depois que chequei que não haveria perigo para mim, com relação à claridade do Sol, fecho a porta e me deito a seu lado.
Catarine assim toma o elixir que faz efeito, e imediatamente ela fica sonolenta.
Ela se vira para mim e deita em meu peito, o que me força a abraçá-la.
E eu quero abraçá-la.
Dormimos, para esperar a próxima noite, em que vamos acordar e nos ver novamente.
Em minha mente martelava a pergunta que Catarine me fez.
" Vampiros fazem amor?"
E quanto mais eu penso nessa pergunta, mas eu acredito que ela quer fazer amor comigo.
Durmo e sonho e nesse sonho que tive a maldição foi quebrada, mas isso foi depois de muita luta, vi que vivíamos felizes em um lugar lindo e místico, eu só não identifiquei o lugar lindo, mas para tudo tem sua hora para acontecer.
Acordamos na noite seguinte e eu percebi que Catarine está melhorando, durante a noite visitamos o lugar em que fica o orfanato que estou reformando e percebo que o lugar já está bem revitalizado, e faz apenas poucos dias que dei o dinheiro, para reformar.
Seguimos esse protocolo durante as semanas seguintes, e só paramos quando Catarine estava recuperada.
— Está linda, novamente, a cura do sono lhe fez bem.
— Obrigada, Lystat, se vou morar aqui com você, eu preciso de minhas roupas.
— Eu sei amor e podemos buscar se você quizer em sua casa.
Ela concorda e vamos buscar as suas roupas, ao chegar lá entramos na casa, pela porta dos fundos, a única que foi fácil de arrombar.
Pegamos roupas e alimentos e colocamos na carruagem, voltamos para casa e lá Catarine arrumou tudo rapidamente, ela quer ficar mais tempo comigo.
Tenho a impressão de que alguém nos observa, mas não tenho ideia de quem.