Capítulo 6

1080 Words
JOAN JÁ era sábado, os dias monótonos estavam se passando rapidamente, ja tinha me aperfeiçoado a empresa e os novos projetos que a construtora está a frente. Não vi Hunter depois que apareceu na construtora, confesso que é preocupante essa atitude, desde que nos conhecemos eu sempre fui o responsável por agir sem pensar, não ele, mas também o conheço suficientemente bem pra saber que se ele ficasse no Brasil, onde poderia facilmente reencontrar Cláudio poderia ser pior. Já se passa das nove e meia da noite quando adentro o pub, o avisto sentado em uma mesa mais afastada das demais, o mesmo Batuca os dedos a mesa ao som de uma música irritante que toca no local. — Você está com a cara de derrotado. — Caçoo assim que puxo a cadeira, ele suspira. — E eu estou derrotado, perdi a única pessoa que amo. — Ele ri sem humor — Não é pra menos. — Não sou bom com conselhos. — Eu sei. — Damos risada. Durante boa parte a bebida e o silêncio nos fez companhia, eu não tive qualquer relacionamento e não sei pelo que ele está passando, as mulheres nunca me foi problema transavamos e no outro dia eu não as via, elas sabiam que era assim, porém sempre tem uma ou outra que não entende. Levanto e ele faz o mesmo, pego a jaqueta e me encaminho a saída, Hunter vai na frente assim que paro quando vejo Alina sentada com uma garota, elas conversam animadamente, a menina acaricia seu rosto e ela sorri. Me aproximo e cumprimento-as. — Boa noite, Alina não sabia que frequentava esses lugares — Paro e olho o relógio — A essa hora. — Concluo, e ela me encara um tanto assustada. — Eu fui dormir essa noite na casa da tia Emy Joan! — Exclama — Não sou mais criança. — A garota que a acompanha sorri discretamente. — Foi? — Zombo — Longe de mim dizer isso, mas está tarde pra você não está em casa! — Lhe digo esperando que entenda que não vou sair desse lugar sem ela. Seu olhar não é satisfeito, a garota segura sua mão acho que mostrando está tudo bem então levantam. — Vitória veio comigo, e não vou embora sem ela! — Diz ao passar por mim. — É claro que viria. — Murmuro baixo. Assim que saímos do local minha irmã trata de ligar pra ela, adolescentes irresponsáveis é isso que elas são. Hunter estava com pressa por isso pedi um táxi ja que sabia que beberia e não veio de carro. Esperamos dez, vinte, quarenta e quando a p***a da minha paciência se esgotou eu abri a porta do carro e entrei pronto a sair dali. — Entrem! Ordenei. Elas se entreolharam. — Mas e Vitória? — Minha irmã questionou — Não vai espera-la? — Você tá brincando? Eu não vou bancar a babá de adolescentes irresponsáveis! — Grunhi e ela se calou fazendo o que pedi. Eu não sei se estava realmente enraivecido pela demora ou por imaginar com quem esteja, eu só estava puto! Uma parte desconhecida queria ir atrás dela porém a outra não se importava, afinal ela não me interessa. p***a! — Espera! — Alguém gritou e assim que olhei no retrovisor a vi. Começou a correr fazendo os cabelos negros e encaracolados se soltarem e por um momento me vi fascinado foi como uma miragem. — Onde você estava? — Minha irmã indagou assim que ela abriu a porta do passageiro e sentou-se do meu lado, estava ofegante e a p***a da minha mente fodida a imaginou assim em cima de mim, ou embaixo, não importa! Vitória não respondeu a pergunta de Lin, mas vi seu sorriso, um sorriso de garota que tinha aprontado. Maldita! Arranquei com o carro. Assim que deixei a garota que descobrir se chamar Chloe em sua casa, dirigir até a mansão dos meus pais sob os olhos atentos das duas. E quando cheguei ouvi seu suspiro. — Espero não te encontrar outra vez uma situação parecida, é isso é um aviso. — Ameaço — Dá um beijo na mamãe por mim. — Ela sai e bate a porta do carro com força demonstrando a indignação. Durante o trajeto eu não percebi que fazendo esse caminho ficaria sozinho com ela, até pareco um adolescente i****a não um homem de vinte e seis anos. — Sério? — Perguntou sem acreditar assim que liguei o carro e segui em direção sua casa. — Qual o seu problema em Joan? Quer descontar suas frustrações em quem não tem nada haver p***a? — O que você está falando? — Esbravejei — Três adolescentes sozinhas a essa hora da noite, e eu quero descontar minhas frustrações? Cadê o Thomas ou a Emy? — Ela calou-se — Vocês não tem noção do perigo! Acusei. — Falou o cara que está dirigindo após ingerir bebida alcoólica. — Resmungou baixo porém alto o suficiente pra que eu tenha ouvido. Meus lábios curvaram em um meio sorriso, parece que alguém sempre quer ter a última palavra. Fizemos o resto do caminho em silêncio, a olhava de relance e ela observava pela janela a todo instante. Assim que parei em frente a sua casa ela não esperou e foi abrindo a porta pra sair, porém segurei seu braço. — Onde você estava? — Perguntei, não que fosse da minha conta mas aquela parte, aquela que até então era desconhecida pra mim ela necessitava saber. — Não é da sua conta. — Debochou e sorriu — Porque você quer saber, hum? — Talvez porque você seja uma inconsequente. — Dirparei sem paciência e ela revirou os olhos puxando o braço. — Desculpa pai por não avisar. — Ironisou e uma p***a se meu p*u não deu uma fisgada quando ouvi "pai" sair daquela boca. Nos encaramos sem esboçar nada, e quando eu me cansei daquela merda a puxei pra mim, pra o meu colo e tomei seus lábios, foi um beijo desesperado ela também queria porque não fugiu ou resistiu, segurou firmemente a minha nuca e devorou-me, estávamos sedentos e isso me deixou assustado, porém não o suficiente pra dá fim aquele beijo. Puxei seus lábios entre os dentes e ela gemeu, estava mole em meus braços. Porém se deu conta do que estava acontecendo e saiu do meu colo rapidamente. Seus olhos me encarava assustados. Com os dedos nos lábios ela sussurrou um "Meu Deus" e saiu do carro.
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