Capítulo 6

1237 Words
O encarando fixamente de encontro, ela também se aproximou sem se intimidar. — Não dou a mínima para esses flertes. Pare de me seguir. Eu não vim, por você. Passou por ele e saiu. Novamente se perdeu e já estava irritada quando ele passou rindo, com deboche: — Sou melhor guiando, de fato. Se quiser, pode me acompanhar até a saída. — Eu te convidei e sim, vim pensando em você. Achando-o afrontoso, ela foi atrás sem dizer nada, algo nele a atraía demais, como um imã, um feitiço, um vício. Podia sentir seu perfume e o observou melhor: o caminhar calmo e firme, o desdém em nem olhar as outras pessoas que estavam lá. Chegando ao final do labirinto, ele apenas se virou e estendeu a mão, como quem a convidava para continuarem juntos. Agindo por impulso, movida por um instinto, ela segurou e não teve medo, mesmo com as piores ideias de tragédias possíveis assombrando seus pensamentos. Ela sentiu o calor da mão dele, a firmeza, e ele a sentiu também quente, o que o fez ficar intrigado, ela cheirava "normal", como humana, mas era quente como uma loba. Estavam nos fundos da festa, perto de uma mata um pouco fechada. Ele terminou sua bebida, jogou o copo e foi entrando no meio do escuro, como quem realmente sabia o que fazia. A levou para o meio do nada. Completamente calada, ela pôde ouvir o barulho de água e logo viu um lago, se deslumbrando surpresa. — Isso é real? Como a lua está perfeita! Ele a soltou com um sorriso m*****o. — Às vezes acho que nada é, de fato, real. Você é tão linda, e o seu cheiro, delicioso. Ele foi indo para a beirada e tirou os calçados, a camiseta e a calça. — Sabe nadar linda? Ela foi tirando a máscara, soltou o cabelo. — Sim. O suficiente para nadar em um lugar desconhecido. — Eu amo, mergulhar. Pular. Adoro. Ela estava atrás dele, meio sem jeito foi tirando o vestido. Ele ficou nu e entrou na água, desaparecendo. Sem entender o porquê, ela simplesmente fez o mesmo. Completamente nu4, entrou e começou a ficar assustada por não vê-lo. Caminhando na água, logo perdeu o chão, começou a nadar e ouviu um assobio um pouco distante. Ele estava em um deck submerso, sentado e a olhando. Ela foi até ele nadando e subiu por trás. — Poderia ter me esperado. E se eu me afogasse? Ele se virou sutilmente para trás, a olhando sob a luz da lua cheia. — E não foi o que fiz? Esperar? Eu adoraria, fazer uma respiração, boca a boca. Esticou a mão, ela segurou e sentou ao lado dele, com os pés na água, e a respiração ofegante. — É a noite mais estranha, diferente, que eu tive nos últimos anos. Eu nem te conheço, cara, eu não sou assim. — Essa cidade, está me deixando ousada. Ele se aproximou, puxando para trás dos ombros o cabelo que cobria seus se10s. — E acha que ela vai acabar bem? A noite? — Sou um rei nessa cidade, as melhores festas, de todos os tipos, estou no meio. Acariciou sutilmente os se10s se abaixou e abocanhou, sugando com força. Ela reagiu gem3nd0 desconcertada com o breve ataque. — Só espero me divertir. — Respondeu ela, ofegante. Ele a colocou deitada, começou a beijar seu pescoço e enfiou os dedos, a invadindo intim4m3nte de uma vez, lentamente começou a m4asturb4-la. — Nós vamos curtir, muito. Disso eu não tenho dúvidas. Você não vai se arrepender. Se aproximou, deitando ao lado, quase beijando. Sorriu com m4ldad3, enfiando os dedos cada vez mais rápido, freneticamente. — Estou fazendo algo errado? — Você está muito quieta! Seu coração, está batendo mais forte, que as músicas da festa. Muito nervosa, ela apenas sorriu. — Não, nada. Eu sou tímida. E o beijou desenfreadamente, estava cada vez mais exc1t4da, lambuzando os dedos dele com sua lubrificação. Em instantes, sentiu-o parar e subir em cima dela. Em segundos, ele se enfiou entre suas pernas, puxou uma ao redor de si para se encaixar melhor e a pen3trou com força e precisão, tirando-lhe o fôlego. No impulso, ela se moveu sutilmente, como quem o evitava, puxando o corpo. Sentindo dor, soube que não teria coragem de falar sobre aquilo e nem era mais possível mudar de ideia, ela era v1rg3m. Ele a envolveu nos braços e começou a estocar vigorosamente, a olhando fixamente nos olhos. — É tão apertada que até parece uma v1rg3m. — Ele disse rindo intrigado. G3mendo a cada forte investida, ela sussurrou, agarrada a ele, enfiando as unhas nas costas e braços: — Não para. Só vai devagar, aiiii...continua. Ele podia sentir a agitação do corpo dela, reagindo ao toque dele e não entendeu muito bem, mas achou que talvez, ela tivesse ancestrais bruxos, ou lobos, a certeza dele, era de que ela não era uma humana normal. Achando que ela era v1rgem ou quase, ele parou de se mover, ainda unido a ela. Sorriu, chupando sua boca com provocação. — Acho que você, está um pouco desconfortável, não posso, te fod3r do jeito que eu gosto logo na nossa primeira vez. Ela o beijou, empurrando seu quadril, querendo senti-lo mais dentro de si. — Pode fazer, do jeito que gosta. Se eu não aguentar, falarei. Ele sorriu, voltou a estocar lentamente, a beijando com muita vontade. Logo aumentou a intensidade e voltou a ser muito vigoroso, fazendo-a g3mer alto, ecoando pelo lago. Ele estava louc0 com ela, tudo nela o atraía. Do nada, ele se afastou bruscamente, com pressa. Deitou e a colocou em cima. Como uma boneca, ela foi sendo conduzida e começou a se mover freneticamente, tendo seu corpo todo apertado com força. Não parou um instante até alcançar o êxtase e o levar junto. Foi tudo muito instintivo, a falta de experiência, não foi um problema. Ela sentiu seu corpo inteiro reagindo ao org4sm0 intenso que teve, se sentiu conectada com Rick, sentindo que ele estava muito envolvido. O beijou muito e saiu de cima, confusa, se sentindo eufórica demais, como nunca ficou antes, com outros. Ela se sentou, sentindo sua int1midad3 doer, pode sentir algo quente escorrendo no meio de suas pernas. — Preciso me limpar, vou nadar. Ele se sentou, a olhando levantar. — Ainda não acabei com você. Qual o seu nome? Ela mergulhou e desapareceu. Ele começou a rir, admirado. — Uau, estou apaixonado. Que drog4, logo agora. Entrou na água distraído. Quando viu, ela já estava longe, se vestindo, e saiu correndo. Ele nadou até suas coisas, tentou ir atrás e a perdeu na mata. Ficou super intrigado, achando que ela podia ser, a loba destinada para ele. Voltou para a festa ainda com a esperança de a encontrar, até perguntou aos amigos se alguém havia visto a garota misteriosa, ficou até o amanhecer curtindo o resto da festa. Kaya não conseguiu voltar para a fazenda a tempo de não ser pega fugindo, teve uma crise de enxaqueca no caminho enquanto corria e apagou na beira da estrada, assim rolando pelo barranco no meio das árvores. Algo dentro dela, mudou e era só o começo. As horas foram passando e sua família já estava muito preocupada, Otelo pai de Rick e Callum padrasto de Kaya, foram até para a cidade bem cedo procurar ela, vasculharam as redondezas e não a encontraram.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD