Capítulo 15

1283 Words
Ela começou a chorar sutilmente, sentindo que não tinha o controle do próprio corpo, seus sentimentos estavam mais intensos, tudo parecia fora do lugar. Ele percebeu e a virou de frente, confuso. — O que foi linda? — Fiz algo errado? — Nilufer, pode ser sincera comigo! Se eu estiver, indo muito além. Ela o olhou nos olhos, chateada, respondeu. — Não, você não tem feito nada errado. — Não sei como isso funciona e eu tenho medo. — Não sou ingênua de achar que você não viveu coisas semelhantes inúmeras vezes na vida, com outras. — E eu nunca tive nada assim. — Não quero parecer puritana ou uma menina boba, mas, se é pra ser sincera… — Não me sinto segura, e isso assusta quando você se aproxima, fala ou faz as coisas. Respirou fundo e continuou falando. — Rick, eu gosto de tudo em você, pelo menos do que pude ver até agora. — Só não mente pra mim, por favor. — Não tô te cobrando relacionamento sério ou sei lá, nem quero isso agora. — Fico super desconfortável com a situação da minha família perante a sua. — Não quero levar problemas pra minha mãe, ela já tem muitas coisas pra lidar. — Quero curtir e viver algo real. Ele a interrompeu, acariciando seus cabelos. — Calma meu bem. Não quero brincar com você, muito pelo contrário. — Só estou me segurando no limite justamente por isso. — Quero te deixar segura, sem dúvidas sobre mim, porque, sinceramente, quando acontecer, tudo vai mudar. — Sei que você está triste, preocupada, e não quero ser mais um problema. — Se me deixar ajudar… A beijou sutilmente na boca, a manipulando lindamente. — Ahhh, tartaruga… — Eu solucionaria cada coisa que te incomodasse na sua vida toda. — Não quero te cobrar nada também. — Sei que você está muito preocupada e não serei mais um peso pra você. — Não nesses momentos difíceis… só depois, talvez. Sorriu de canto. — Estou com uma dúvida… — Aquela parte sobre gostar de tudo… seria o quê exatamente? A virou de costas, abraçando-a, roçando a ereção nela. — É em mim? Começou a acariciar seus sei.os, apertando-os. — É o que eu faço com você? Começou a tocar sua in.timidade lentamente, mastu.rbando. — Pra quem tem sempre o que dizer, de repente você ficou bem calada… Ela se virou sutilmente para beijá-lo. E respondeu desconcertada. — Gosto de tudo Rick… — Especialmente do que você faz. — Nunca fui tocada assim e… Suspirou, sentindo-o invadir com os dedos. — Rick, você está brincando comigo? — Vai me fazer implorar pra terminar o que começamos? Os dois riram. Ele a virou de frente, puxou seu cabelo e a beijou ardentemente. Logo a soltou e foi para outro chuveiro. — Brincar com o fogo é legal… — Mas vou precisar apagá-lo de outra maneira, por enquanto. Ela riu. Se lavou e saiu se cobrindo, dizendo que estava exposta demais. O olhou dos pés à cabeça, reparando em tudo. Não pôde deixar de notar o quanto ele era bem-dotado e sarado. Ele estava adorando aquilo, o flerte, o jogo de conquista. — Adoro me expor a olhares sinceros como o seu. — Disse ele se lavando. Ela foi se vestir sozinha, ficou espiando a chuva e o deixou para trás. Ele logo se aproximou, abraçando-a por trás, afetuoso. — Quer compartilhar comigo o que se passa nessa sua cabecinha loira? Ela correspondeu ao abraço e sorriu, exultante, respondeu. — Acho que não. — Precisamos entrar, minha mãe pode estar me procurando. — Não quero nem imaginar o que vai acontecer se ela suspeitar de nós. — Ela é superprotetora e paranoica, sabe? — Às vezes leva eu e minha irmã ao médico pra ver se ainda… bom… Riu sem graça. — Quando me levar, vai ter uma surpresa bem desagradável. Ele não entendeu e começou a rir, curioso, perguntou. — Como assim? — O que tem de errado com você? Ela se afastou, rindo. — Não sou mais virg.em, seu pervertido. — E ela vai achar que foi você. Saiu correndo na chuva. Ele ficou sério, pensativo. — Ela faz isso mesmo? Verificar a pureza de vocês? — Nilufer, espera! Foi atrás dela. A única coisa em que realmente pensou foi em Kaya. Ficou confuso com o que viveu com ela. Nilufer correu para a casa, disse que precisava tomar banho e colocar roupas secas. Ele concordou, mexeu no celular e disse que precisava sair para resolver algumas coisas. Não conseguiu disfarçar a preocupação. Por vê-lo mexendo no celular, ela não achou que o problema fosse entre eles dois. Se despediram no corredor. Ele só ia se trocar e sair rápido. Nem a beijou ou abraçou direito. Sentiu-se culpado e extremamente curioso, porque, se Kaya passava por exames sempre e era vir.gem, sacrificou aquilo, dormindo com ele. Nilufer foi direto para o quarto da irmã. Kaya estava deitada, assistindo no escuro. A olhou, notando que ela estava toda molhada e perguntou. — Onde você foi? Nilufer foi tirando o vestido, sorridente. — Ahhh, fomos andar por aí. — Eu nem acredito que gostei tanto dele e que ele gostou de mim. — Fomos na sauna, conversamos muitoooo. — Nunca me senti tão à vontade com ninguém, sabia? — Me fala, o que você achou do Rick? — Ele não é muito bonito? — Tááá, é um pouco mais velho e muito mais simpático que eu. Entrou no banheiro. Kaya se levantou e foi atrás, reparando nas marcas de apertões e chupadas pelo corpo de Nilufer. — Calma, né? — Kaya falou com julgamento. — Você acabou de conhecer ele! Respirou fundo. — É bonito, mas… — Muito mais velho. — Você sempre disse que não achava esse tipo de coisa legal. — Nilufer, esse cara não tem nada a ver com você. — Vai te usar e depois… Engoliu seco. — Você sabe como a mãe é. — Na frente diz que está tudo bem, mas por trás as coisas são bem diferentes. — Você fez alguma coisa com ele? — Usou camis.inha? Nilufer se irritou e falou brava. — Fala baixo! — Quer que a mãe escute? — Não é da sua conta. — Só porque você não tem nada de bom na sua vida, não significa que eu não possa ter. — Eu devia saber que você ia encher a minha cabeça contra ele. — Por isso eu nunca te conto nada. — Não posso confiar em você. Invejosa. — Agora vai fazer de tudo pra me prejudicar, como sempre, envergonhando todo mundo. Kaya elevou o tom também, respondeu. — Você é muito inocente mesmo! — Olha pra esse cara! — Conheceu ele há dias e já tá tra.nsando com ele? — Não quero estragar sua vidinha perfeita, agora tudo é culpa minha? — Eu devia ter morrido queimada. — Assim era só fingir que eu nunca existi e ninguém sentiria falta. — Você é igual a ela. — Uma pessoa na frente dos outros e outra por trás. Nilufer saiu do chuveiro, irritada. — Ah, claro Kaya! — Vou incentivar ela a te internar. — Você sempre distorce tudo. — Eu passei todos esses anos limpando a sua bagunça, sendo a filha boazinha. — Porque não há espaço pra mais decepções nessa casa. — E você fez questão de dar todas. — Como pode ser tão egoísta? — Acha que eu não canso? — De você, da nossa vida e de nunca ter nada direito? — Toda vez que eu consigo algo bom, você surta e a gente precisa se mudar. — Você é quem deveria cuidar de mim, e não o contrário.
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