Capítulo 10

1295 Words
Super intrigada, ela disse que não muito bem. Ele entrou e começou a remar, a proibindo de olhar para trás. Perguntou como a irmã estava. Chateada, ela disse que iria ficar bem após se adaptar às mudanças, comentou que também tinha medo de mudar e se arriscar com coisas novas. Ele sorriu com deboche. — Ainda bem que sou velho, comparado a você. — Confesso que gosto de mudanças, aquele friozinho na barriga… curto muito isso. Ela disse que era muito a cara dele. Estava nitidamente nervosa com medo de cair na água, no meio do escuro e passar vergonha. Ele começou a balançar o barco de brincadeira. — Pode respirar… deixe para poupar o ar caso vá se afogar. — Você precisa confiar mais em mim. — Não sou tão irresponsável a ponto de te derrubar na água de propósito. — Mas sem querer é até possível. Sou uma piada para você, enfermeira Nilufer? Ela estava rindo muito. Se virou para trás, percebendo que estava mais iluminado lá. — Talvez, Zarick… você fez isso? Uau, que lindo. Chegaram a um deck iluminado com velas artificiais. Tinha uma barraca de acampar montada lá, cheia de luzes de pisca-pisca enfeitando. Ele foi se preparando para descerem. — Fiz o que já não veio pronto da loja. Desculpa por não conseguir fazer algo maior, ou te levar a um lugar bacana. — Acredito que tenha criado muitas expectativas para o nosso encontro. Deslumbrada, ela foi saindo do barco, até perdendo o medo de cair na água. — Não… é perfeito. Está lindo. Acima de qualquer expectativa boba minha. Ele se aproximou, a abraçando por trás, segurando pela cintura. — Gostou mesmo? Não precisa mentir pra mim, nunca. — Posso ser emotivo e dodói às vezes… mas eu aguento levar muita por.rada. Ela se virou de frente para ele, rindo com admiração e o olhar brilhando. — Nem sei mentir, pode ficar tranquilo. E nem dar porr.adas! Ele puxou as mãos dela para beijar. — Vai ter que aprender a bater… mentir não, por favor. — Suas mãos são tão delicadas quanto você… enquanto arrumava aqui, me peguei pensando nos seus defeitos. — Será que os tem? Chulé? Acorda com mau hálito? Mau humor? Ela começou a rir muito, ficou corada de vergonha, beliscou de leve a mão dele. — Tudo isso e ainda não gosto de tomar banho. Acha que te conheci no fim de semana por quê? — Banho só de sábado. Ele a pegou no colo, de brincadeira. — Ahhh, eu sabia… era linda demais pra ser real. Podemos dar um jeito nisso já… um belo mergulho. — Um beijo ou vai para a água! Agarrada a ele, ela disse que daria quantos beijos fossem necessários. Ele a soltou, segurou pela cintura puxando-a para muito perto. — Então… pode começar. Ela o beijou sutilmente, com graça. — Assim? Gosta desses? Ele enlaçou a mão no meio do cabelo dela, puxou levemente, fazendo-a parar com os beijinhos. — Gosto de todos… mas agora, outro tipo me interessa. — Igual ao que me deu atrás da árvore. A puxou e beijou ardentemente, até fazê-la perder completamente o fôlego. Não parou. Começou a rir, notando que a deixou corada e ofegante. — Agora sim… nada de banho gelado para você. A levou pela mão até a barraca. — Foi difícil montar um jantar que não fosse preciso esquentar. — Ele disse. — Tive medo de incendiar o deck. A deixou entrar primeiro. Lá tinha toda uma decoração romântica, com velas artificiais, colchão inflável, uma barca de comida japonesa, frutas decoradas em formato de flores. Ela tirou as sandálias e entrou completamente surpresa. — Como você consegue pensar em tudo? Leu meus pensamentos sobre a comida? Ele entrou atrás, se ajoelhou ajeitando almofadas para ela ficar confortável. — Apenas ouvi o que você dizia durante o dia todo. Estou armazenando informações. — Está bom assim? Não vai ficar com dores nas pernas? Pegou uma manta, gentilmente. — Se preferir, levante esse vestido agarrado e se esconda dos meus olhos devassos. — Seu decote já é uma bela tentação. Ela riu, pegou a manta. — Seus olhos também… lindos e intrigantes, como pedras preciosas. Ele riu como quem pensou algo que não podia dizer. — É, sei… Vou te servir. Você tem duas opções de sucos para escolher. Acho que saquê não é uma opção… ou é? Ela, ainda sem acreditar que ele era tão especial, disse que nunca havia tomado saquê e perguntou qual era a graça. Ele a serviu e deu um aperitivo na boca com o hashi. — Nada demais… só pensei em quais combinações nós poderíamos ter. Filhotes. — Seus olhos são azuis como diamantes… seu cabelo louro e brilhante… sua pele, que eu tenho vontade de lamber, morder, é aveludada, macia e clara como um chocolate. — Nunca estive com alguém que eu goste tanto de tudo, como em você. Não faz ideia, do quanto me atrai. Ela o encarava séria, sem acreditar que um homem como ele podia sentir aquilo por alguém como ela. Desviou o olhar. Ele acariciou seu rosto e percebeu que poderia estar indo rápido demais, resolveu se conter na manipulação. — Falei algo errado? — Ele perguntou. — Tenho a sensação de que você é educada demais para retrucar algo que venha a não gostar. Ela sorriu, negou com a cabeça e continuou comendo. Ele ficou pensativo, falou. — Não consigo saber exatamente como se sente sobre mim… mas adoraria ouvir seus pensamentos e estar ligado a você, de um modo que eu saiba exatamente tudo. Ela arqueou a sobrancelha com ironia e apenas continuou comendo, depois o serviu na boca. — Gosta de comida japonesa Rick? Ele aceitou e deu um beijo sutil nela. — Gosto sim… não tanto quanto você. Sabe comer com os palitinhos? Fique a vontade, como preferir. Ela riu dizendo que aquilo sabia. Ele perguntou o que então ela não sabia. Ela ficou sem jeito. — Me relacionar dessa forma… acredite, eu queria só ir deixando acontecer e aproveitar. — Mas o meu instinto não deixa. Sinto que tem algo errado acontecendo. — Rick, não quero ser rude ou mais esquisita do que já sou… mas não faz sentido. — Acabamos de nos conhecer. Você trata todas assim… ou é por causa dos seus pais? Ele sorriu irônico. — Não trato, pode ter certeza disso. — Seu instinto diz que tem algo errado comigo? — Quer saber o que o meu diz ao seu respeito? Ele tirou as coisas de perto. — Ele diz que não tem nada errado com você… e isso me assusta. — Porque eu não tenho como te explicar quais são os seus efeitos sobre mim. Montou um jogo de tabuleiro. — Me ache estranho se quiser… só gostei de você assim que coloquei meus olhos. Eu soube. — Não precisa ter medo de mim. Eu não vou te ferir. Ela sorriu. — Não é medo… muito pelo contrário. — Sinto que já nos conhecemos. Não é sobre tempo. — A sua mãe disse quando eu nasci, que você se casaria um dia, com uma das filhas, da minha mãe. Ele sorriu pensativo. — Sim… é sobre intensidade. Você já teve relacionamentos sérios? — Porque eu não. Minha mãe nunca aceitaria. Ela sempre me disse isso, sobre sua família. — Não precisa falar se não quiser. Eu sou meio curioso. Ela jogou a peça no tabuleiro, sorrindo. — Acho que sim… mas não como deveria. Ano passado tive uma coisa… éramos amigos e ficamos. Foi mais curiosidade. — Se quer saber… não sou vir.gem. Mas não sou como quem não é. Ficou corada. Ele sorriu m*****o. Ela ficou nervosa. — E você? Ele sorriu debochado. — Sou virg.em. Escolhi me guardar.
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