Começaram a rir muito juntos, ela derrubou o tabuleiro de propósito, embaralhando tudo.
— Está roubando, trapaceiro, vamos começar novamente. Claro que não é virg.em!
— Já teve relacionamentos sérios? Quantos? Por que acabaram?
Ele disse que nunca teve, arrumou o tabuleiro. Ela silenciou, sem acreditar, começou a comer as frutas, ofereceu um pedaço dando na boca, ele aceitou com um sorriso debochado.
— Não acredita em mim, não é? — Ele perguntou.
— Qual é o meu problema afinal? — Ele piscou fazendo graça.
Cabisbaixa, ela continuou o servindo gentilmente.
— Sinceramente? Não sei. — Respondeu cabisbaixa.
Ele se aproximou, dando beijinhos na mão, foi subindo do braço até o pescoço.
— Ainda vou te mostrar que não tem com o que se preocupar. Linda!
— O instinto pode ser bem traidor às vezes, é o nosso lado animal falando mais alto.
Ela foi deixando, começou a se arrepiar, perdendo o controle da respiração.
— Sou extremamente coerente e centrada, não me deixo levar se não quiser. — O olhou nos olhos profundamente.
— Meu instinto não é assim!
Ele a olhou nos olhos de pertinho, a desejando de um modo que um simples toque já compartilhava aquela energia que o incendiava cada vez mais.
— Como posso saber? — Perguntou ele.
— O que você quer? — Deu beijinhos a provocando.
Ela se aproximou, o beijando no pescoço.
— Posso falar, mostrar, não deve ser tão difícil assim. Eu sou tão crua.
Se ajoelhou, começou a desabotoar a camisa dele, sentindo o olhar lascivo pesar sobre seus movimentos. Não era capaz de o olhar. Com as mãos trêmulas e quentes, foi acariciando a barriga, as costas. Ele a beijou lentamente, foi tocando o decote, enfiou a mão dentro, apertando seus sei.os. Ela quem foi deitando, um pouco nervosa, completamente envolvida.
A enchendo de beijos cada vez mais ardentes e alvoroçados, ele foi descendo as alças do vestido, enquanto chupava os s.eios dela. Foi descendo o vestido todo, se ajoelhou tirando por baixo, viu perfeitamente a cicatriz na perna. Ela se sentou envergonhada, tampando com a mão.
— Não olha, por favor.
Ele tirou a mão dela, olhou a pequena calcinha pink rendada que havia descido um pouco com o vestido, a ajeitou, deixando certinha.
— Como você é linda, eu nem saberia por onde começar. — Ele disse a desejando genuinamente.
Foi beijando as pernas dela de baixo para cima, com carícias.
— Poderia passar dias nessa barraca com você. — Ele disse rindo com malícia.
— Não conseguiria nem parar pra comer.
A deixando impaciente, se aproximou da cicatriz e a beijou sutilmente várias vezes, como havia feito no restante do corpo. Subiu até a calcinha, deu um beijinho por cima.
— Agora pode se sentar mais confortável, sem esse vestido agarrado. — Disse ele.
Foi subindo, enfiado no meio de suas pernas, a envolveu em seus braços. A olhou nos olhos, sentindo o coração dela bater muito forte.
— Não vou conseguir parar, caso comece. — Ele disse tentando se conter, com o pa.u duro roçando na intim.idade dela.
— E hoje não quero que a nossa noite acabe assim. Acho que não devemos, nos precipitar.
— Seu silêncio vai me deixar surdo. Está tudo bem?
Ela estava paralisada, o olhando fixamente, se sentindo atraída além do normal. Balançou a cabeça que sim, confusa, constrangida por estar sendo tão liberal.
Fechou os olhos ao ser beijada sutilmente. Ele se manteve próximo demais, a beijou ardentemente como quem a tinha por inteira. Gastou cada gota do seu autocontrole para não ir além. Apenas acariciou o corpo dela enquanto se beijavam muito. Nem a tocou intimamente ou tirou a calça. A fez ge.mer, suspirar e ficar completamente molhada. Quando chegou ao limite, ele saiu de cima rindo, se deitou de lado, virado para ela, acariciando a barriga e o quadril.
— Um mergulho não faria m*l, imagino.
— Para te refrescar.
Ofegante, ela começou a rir envergonhada. Estava descabelada e corada como uma pimenta.
— Não sei se tenho coragem de nadar à noite.
— E se eu me afogar? Vai fazer boca a boca?
Ele se levantou, foi tirando a calça sem esconder sua grande ereção.
— Faço com prazer.
Saiu da barraca de cueca e pulou na água. Ela saiu atrás, se escondendo com as mãos, falando rindo.
— Rick? Onde você está?
Ele apareceu sorrateiramente, quase todo escondido na água, a assustou com brincadeira, jogando um pouco d’água.
— Aonde mais eu estaria? Anda logo! — Ele disse rindo.
— Alguém pode te ver nu.a aí, branca desse jeito, vai reluzir do outro lado da cidade.
Ela foi se preparando para entrar, com um pouco de medo.
— Você não está ajudando, podia ter trazido uma boia, colete. — Molhou a ponta do pé.
Ele se aproximou, a amparando.
— Mas você disse que sabia nadar, não vou te soltar.
Segurando na escada, a deixou presa entre ela e seu corpo. Ela se agarrou a ele, prendendo as pernas em volta. O sentindo ainda duro exc.itado.
— Não vai mesmo? — Ela disse sorrindo.
Ele suspirou percebendo que ela estava perto demais, ela se moveu para encaixar mais o quadril, o sentindo cada vez mais intimamente.
— Hein? Não vai mesmo? — Ela perguntou.
Ele a beijou lentamente, se afastou rápido rindo.
— Acho que vou. Ou eu não respondo mais por mim.
Estava faltando pouco para perder o controle, a tendo como tanto queria, a atração não era encenação, era muito genuína. Ela sabia que estava provocando, ficou rindo, o olhando se afastar.
— Quer fugir? Não me faça, ir atrás de você.
Foi nadando até ele, e o passou. Ele ficou surpreso, perguntou intrigado:
— Nilufer? Pra onde vai?
Ela foi se afastando, nadava muito bem, além do esperado por ele. Foi longe até a borda do lago, ficou onde dava pé, se escondendo embaixo da água. Ele se aproximou, a abraçando, dizendo que não era uma competição. Ela se pendurou nele, rindo.
— Não, né? Mas se fosse, eu teria ganhado.
— Cadê o meu troféu? Meu prêmio?
Ele a puxou pelo cabelo, deu um beijo intenso que o exci.tou rapidamente, roçando sua ereção na intim.idade dela. Disse que ia guardar o troféu e só entregar quando não restassem dúvidas. Ela sorriu, adorando aquele flerte todo.
— Minhas ou suas? — Ela perguntou.
— Por que quer me confundir dessa forma?
— Prefere a caçada do que a caça Rick?
A olhando fixamente sob a luz da lua, ele sorriu tranquilamente, acariciou seu rosto.
— Não quero apressar as coisas, por você, só isso. Linda!
— Se o encontro não nos matar, outros vão acontecer, assim eu espero.
A beijou sutilmente.
— Vai ter seu troféu no momento certo, quantas vezes desejar. — Disse a puxando para roçar a intim.idade, na sua er.eção.
Ela se afastou rindo, confusa.
— Você é muito esquisito também, gosto disso.
Começou a jogar água nele. Enquanto brincavam na água, trocaram beijos e carícias. Ela o afundou, quase afogando, e nadou de volta para o deck. Subiu às pressas e colocou o vestido. Ele estava admirado com ela, muito à vontade cada vez mais. Achando que sua mãe tinha razão, e talvez, Nilufer fosse perfeita, para ser a companheira dele.
Ele perguntou se já precisavam ir embora. Ela o ajudou a vestir a camisa, disse que era melhor não abusar da boa vontade do pai. Se ofereceu para ajudar com a bagunça, ele foi pegando as coisas para irem embora. Disse pensativo.
— Não precisa, eu arrumo amanhã.
— Você se dá bem com seu pai, né?
— Sua mãe parece mais difícil.
Ela foi saindo da barraca, com as sandálias nas mãos.
— Sim e não, ela só é mais complicada. Meu pai sempre me dá regalias a mais.
Estavam entrando no barco, ele sorriu como quem não queria nada.
— Então é a mimada e sua irmã, a rebelde?
— Vocês brigam muito? Ou são tipo melhores amigas?
Ela começou a rir, irônica.
— O que acha? Ela é um furacão, passa derrubando tudo.
— Não conversamos sobre nada como amigas. Por um tempo eu tentei, mas…
Ficou séria.
— É muito cansativo. Demorei para entender que não era culpa minha.
— Não preciso ser r**m ou menos boa em algo porque ela é péssima.
— Não se assuste ao conhecê-la, é quase sempre séria, hostil, muito calada e antissocial.
Ele respondeu, pensativo, com pena de Kaya.
— O oposto de você.
— De fato, somos únicos, cada um tem sua personalidade e às vezes, parece que ninguém vai nos entender.
— Ser filho único tem lá suas vantagens.
— Confesso que sempre quis ter um irmão para competir. Inspirar, dividir segredos.
Ela sorriu com deboche. E perguntou.
— Porque ser o melhor perante a família toda já não basta?
Ele começou a rir, pensativo. Piscou e respondeu.
— Sem concorrência é mais fácil.
— Me conta mais da sua infância, senão vai passar horas ouvindo coisas sobre mim.
Ela disse que preferia ouvir tudo primeiro, para ter noção do que poderia ou não contar. Foram embora conversando sobre a infância dele. Quando estavam chegando no bairro, notaram uma movimentação estranha: pessoas na esquina olhando, viaturas e o caminhão dos bombeiros na rua. Ao ver que estavam em sua casa, Nilufer se desesperou.
— A minha irmã! Para o carro!
Assim que ele parou o carro, ela desceu às pressas, foi empurrando as pessoas da frente até chegar a um policial. Disse que morava lá, perguntou pela irmã. Rick a alcançou, se aproximou também preocupado. O policial foi os conduzindo para o quintal, dizendo que ainda não sabiam o que havia acontecido de fato. Ela interrompeu, dando a volta na casa, indo para a janela do quarto de Kaya.
— Onde ela está?
— E o meu pai? Alguém se machucou?
Ignorou as ordens de se afastar, viu o quarto vazio. O policial disse que haviam invadido ali para roubar ou fazer algo contra Callum, que também era da polícia. Nilufer se alterou.
— O que aconteceu com eles?
— Onde estão?
Outro policial se aproximou, respondeu.
— Estão no hospital.
— Só vamos te fazer algumas perguntas e você poderá ir até lá.
— Seu pai está muito ferido, sua mãe deve chegar daqui algumas horas.
— Sua irmã está se recuperando, inalou muita fumaça e parece desorientada, dopada, acredito. Estava inconsciente.
— Que horas você saiu?
— Onde estava?
Chorando aos prantos, ela não conseguia falar. Rick respondeu com precisão, dizendo que o motorista a buscou, que se encontraram, rapidamente foram para o hospital.
Callum estava muito queimado e ferido, como quem apanhou bastante. O fogo começou na cozinha e foi para a sala. No hospital, já receberam Nilufer com perguntas. Queriam entender o que havia acontecido com Kaya, já que estava desacordada, com sinais de abu.so s****l. Confusa, ela disse que a irmã usava remédios fortes controlados e que havia desaparecido na noite anterior. Deduziram que ela foi estu.prada nesse sumiço. Médicos e policiais conversavam entre si, cochichando, desconfiando de tudo e de todos.
Assim que deixaram Nilufer e Rick a sós, ela falou, preocupada, que teriam problemas. Chorando, disse que não sabia o que fazer. Ele estava calado, atento para ouvir as conversas dos outros com a audição aguçada. Falavam que não fazia sentido o que aconteceu, mas que, dopada daquela forma, Kaya não podia ter visto ou feito nada, a menos que quisesse se queimar junto. Nilufer falou novamente que precisava de ajuda. Ele respondeu:
— Sim, vou te ajudar, se acalme, por favor.
— Vai ficar tudo bem!
Ela olhou para os lados, falou baixinho.
— Não vai…
— Devem ter visto as correntes.
— Ela devia estar acorrentada e isso é crime.
— Quando a minha mãe chegar, vão querer saber o motivo.
— Eu não devia ter saído.
— Como vou explicar isso? Minha mãe me pediu pra ir cuidar da Kaya.
— Alguém entrou lá, tentou matar meu pai e abus.aram dela.
— Eu devia estar lá.