Capítulo 41

1225 Words
Yesenia ignorou, foi para o quarto e entrou para tomar banho. Se sentindo perdida, Kaya foi arrumar as coisas. Começou a fazer as malas de qualquer jeito, pegando tudo, começou a chorar se sentindo angustiada, pensando na irmã e no pai. A vontade era sair dali e ir para a mata. Ainda com o celular desligado, foi tomar banho se sentindo impaciente. Seu corpo estava quente, a cabeça começando a doer, coração aceleraraboSe trocou às pressas, colocando calça legging, camiseta e tênis. Mesmo pensando que não deveria ir, não aguentou se conter. Saiu pela varanda escondida, foi cortando caminho pela mata, beirando as terras dos vizinhos. Seguindo o instinto, foi cada vez mais longe, se lembrando de tudo o que viveu com o pai e das memórias dele. Foi até sua casa. Era longe, na area rural. Lorian não estava lá. Tudo parecia abandonado, muito sujo. Kaya já estava mais calma após gastar tanta energia. Se distraiu tentando sentir algo em especial. Foi indo para perto do rio, admirando a lua e o seu reflexo na água. Pôde ouvir o barulho das folhas e galhos secos. Se virou eufórica achando que fosse o pai. Levou um susto imenso. Eram mais de cinco lobos, aparentemente desconhecidos e com comportamento hostil. Foram a cercando como se fossem atacar. Ela não conseguiu reagir ou fazer qualquer coisa. Por alguns instantes achou que fosse se transformar. Seus olhos mudaram, ficando brilhantes. Quanto mais tentava reagir, eles iam se aproximando, sentindo a ameaça que ela de fato era. Quando um deles ia atacar, caiu chorando de dor, sob feitiço. Os dois que estavam mais próximos caíram também. Os outros saíram correndo como se fossem atrás de algo. Kaya não pensou duas vezes e saiu correndo, confusa, se sentindo insuficiente. Ficou com raiva de si por não conseguir fazer nada nem se transformar. Só parou de correr quando chegou à cidade. Nervosa e sem entender o que estava acontecendo consigo mesma, só queria que aquilo parasse. Seu corpo estava dizendo que algo ia acontecer e nada acontecia. Foi indo para o hospital procurar a mãe, para pedir ajuda. Ao passar pelo posto de combustível, viu Lorian na frente da conveniência com alguns homens, sentado na caçamba de uma caminhonete, bebendo e rindo. Ela se aproximou exausta, desacreditada. — Eu fui te procurar! Ele sorriu, abriu os braços. — Docinho, me encontrou. Tudo bem? Ela respondeu hostil, elevando o tom de voz: — É claro que não. Eu preciso de respostas! — Por que você sumiu? Ele se levantou rindo, derrubou uma garrafa de vidro no chão sem querer. — Mocinhaaa, olha como fala com seu velho pai. — Não fazem nem três dias que nos vimos, alguns desses caras aqui não sabem nem quantos filhos têm. Pegou duas cervejas em um cooler, ofereceu a ela e a molhou sem querer. — Vai, toma uma aí, relaxa um pouco. — Não é de açúcar imagino. Ela estava se sentindo indisposta. O olhou decepcionada, com os olhos marejados. — Você tá bêbado? — Fui até a sua casa. Pedir ajuda. Sem dar a menor importância, ele sorriu irônico. — Eu não tenho casa, mas você tem, por que não volta pra ela? — Não deveria andar por aí sozinha. Ela se afastou, o deixou falando sozinho, entrou na conveniência. Monaylle, a atendente, estava olhando tudo pelo vidro. Só acompanhou Kaya com o olhar e nem disse oi, porque da última vez que tentou ser simpática, não obteve nem respostas muito educadas. Continuou mexendo no celular cabisbaixa. Kaya se aproximou enxugando os olhos marejados. — Oi, posso usar o banheiro? Monaylle não a olhou, apenas apontou uma placa. — Não sem consumir algo. Lorian estava se aproximando, bateu no vidro falando alto, mostrando várias notas grandes de dinheiro. — Docinho, volte aqui, vamos conversar. — Ela é a minha filha, até que se prove o contrário pelo menos. — Pode comprar o que quiser. Ela ignorou, passou as mãos no rosto exausta. — Não tenho dinheiro pra consumir absolutamente nada, só queria me lavar. Saiu irritada sem nem esperar resposta. Foi passando por Lorian sem falar nada. Ele se irritou ao ser ignorado na frente dos outros, jogou uma garrafa quase a acertando. Só ficou olhando e a deixou ir embora sozinha. Com medo e a sensação de estar sendo seguida, já não sabia o que fazer. Achou que voltar para a fazenda poderia até levar lobos pra lá e piorar tudo. Decidiu ir pra casa ficar sozinha. Teve que pular o muro para entrar. Quebrou uma janela e se trancou no quarto. No fundo teve medo de realmente ferir alguém. Se acorrentou à cama e deixou as chaves fora. Só pegou no sono ao ouvir Lorian uivando no fundo do quintal. Ela soube que era ele e, mesmo com raiva, se sentiu mais tranquila por saber quruimo estava só. Não era muito tarde ainda. Rick havia feito churrasco, estava cuidando de Nilufer, vigiando ela. Há horas ela estava se sentindo indisposta, com dores. Já tinha tomado dois banhos gelados. Muito insegura, estava com medo do que iria acontecer. Não conseguia falar e nem pensar em nada direito. A sentindo muito quente, ele a convidou para entrar na jacuzzi. Muito calmo e experiente, disse que talvez não fosse acontecer e estaria tudo bem ainda assim. Ela estava na sacada do quarto, olhando para as árvores. Abaixou a cabeça como quem sentia muita dor. — Sai daqui, eu quero ficar sozinha. Ele se aproximou, a abraçando por trás. — Não vou te deixar. Para de lutar contra si, isso faz parte do que você é. A virou de frente, olhando fixamente nos olhos. — Não vai me machucar, eu tô aqui pra te ajudar, linda. — Não precisa ter medo. Mudando os olhos, os deixando brilhantes, ela levou a mão dele até seu coração, que batia descontrolado, muito rápido. — Quero que me faça sua e me machuque com o seu amor. — Faça doer, por favor, eu preciso de você. Ele sorriu, enfiando a mão em seu decote. — Nilufer, não. Essa não é você. Com o tempo vai aprender a diferenciar. Esse lado animal pode lhe pregar peças. Ela foi descendo as alças do vestido, puxou a mão dele até sua garganta. — Também não é você, mas eu acho que quer me causar dor. Apenas de calcinha, segurou o braço dele, da mão que lhe acariciava a garganta. — Aperte e vá em frente. Ou não quer? — Não sou boa o suficiente para você? Ele já havia resistido muito. Começou a enforcar, a puxou para perto de si. — Não vou parar quando começar, não importa o quanto peça. Cada vez mais corada, ela sorriu perdendo o ar. — Não vou pedir pra parar, me machuque! Ele apertou mais forte, com aquele olhar lascivo penetrante e um sorriso m*****o. — Você é perfeita pra mim, vou te fo.der até amanhã e quando acabar vai querer mais. — Não terá um pedacinho desse seu corpo delicioso que vá se esquecer de hoje. A virou de costas, parou de enforcar, enrolou a mão no cabelo puxando forte. Foi a levando para dentro do quarto. A jogou na cama de bruços. Ela se deitou de maneira provocativa. — Não tem nada que eu tenha esquecido, de tudo o que já fizemos até hoje. ruim
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD