De bruços ela não estava vendo nada, extremamente ansiosa, sabia que ia gostar daquilo. A cada instante que passava, se sentia cada vez mais dele.
Ele mexeu no guarda-roupa, pegou um chicote e uma coleira, se aproximou passando-os sutilmente nas pernas dela, de baixo para cima.
— Parece que está ansiosa, o que quer de mim, lobinha?
Quando ela ia responder, levou uma chicotada no bum.bum, g.emeu de dor. Ele foi subindo na cama, colocou a coleira no pescoço dela.
— Eu não ouvi, o que quer?
Ofegante e impaciente, ela ergueu o cabelo para o ajudar.
— Quero você.
Ele se levantou, deu um tranco a puxando, a virou de barriga para cima, prendeu a coleira na cabeceira, se afastou tirando a roupa.
— É só o começo!
A olhando fixamente, sem nem saber por onde começar, a viu sorrindo como quem gostava. Se aproximou em pé ao lado da cama.
— Assim fica cada vez mais difícil lidar com você.
A puxou pelo cabelo com força para beijar. Após deixá-la sem fôlego, foi pegar a máscara para cobrir seus olhos. Ela ficou apreensiva, de joelhos na cama. Podia ouvi-lo andando. Logo o sentiu se aproximando. Ele a colocou de quatro, começou beijar suas costas, ombros, braços. Logo a mordeu forte perto da cintura. No impulso, ela recuou um pouco com o corpo e levou uma chicotada na perna.
— Toda vez que me evitar, irei te ba.ter. Fique quieta!
A puxou para perto, deslizando com o chicote pelo corpo dela. Foi até a calcinha e a rasgou. Começou a tocar intimamente. Novamente, agindo no impulso, ela se mexeu o evitando e levou duas chicotadas.
A provocando, ele a tocou com muita intensidade, começou roçar seu bu.mbum, exc.itado, ameaçou pen.etrar, empurrando sua cabeça contra o travesseiro. Se viu completamente no comando. Encharcada, o sentindo deslizar sua entrada úmida e quente, pediu ofegante para ir mais. Ele sorriu, lo.uco para a ter.
— Não vou parar quando começar, é isso o que quer?
Ela se virou para trás, tirando a máscara dos olhos.
— Sim, eu escolho você.
Ele a segurou pelo cabelo com força, a pen.etrou lentamente. Ambos fecharam os olhos, se sentindo muito intimamente. Por instantes foi como se o mundo todo parasse e nada mais existisse.
Ele pôde sentir exatamente o que ela sentiu, todas as vezes que estiveram juntos. Pela primeira vez ele viu as emoções dela. Até perdeu a noção do que fazia. Era tudo muito intenso e sincero, até genuíno.
Foi soltando o cabelo, se moveu devagar afastando seus corpos, a acariciando inteira, não foi capaz de falar nada. Se conectaram de uma maneira única.
Ele se moveu indo mais fundo, já não queria a machucar ou causar dor. Foi diferente de tudo o que já viveu, não era só carnal. A puxou para abraçar por trás, estourou a coleira que a prendia na cabeceira. Ela se virou para o beijar. Estava em êxtase. Sem falar nada, se debruçou na cabeceira ficando de quatro novamente. Em sintonia começou se mover, empurrando seu corpo contra o dele, ge.mendo descontrolada a cada estocada vigorosa que ganhava. Sentia o quanto estava bom para ele também.
Era difícil pensar em qualquer outra coisa. A enchendo de beijos e apertões, ele saiu de dentro, a colocou deitada e se enfiou no meio de suas pernas. Em instantes a pegou com força, beijando muito.
Os olhos de ambos estavam brilhantes. Cada vez mais envolvida, ela perdeu um pouco da noção de sua força, o arranhou machucando. Estavam tran.sando há mais de uma hora freneticamente. Ela já havia go.zado três vezes e ia acontecer de novo. Foi se movendo para sair debaixo, subiu em cima dele com urgência, o colocou dentro de si e o beijou ardentemente. Alcançaram o êxtase juntos. Ele a puxou para abraçar, pensou em falar de casamento. Ela estava quieta, rindo de si, o mordeu forte no peito.
— Eu já aceitei.
Ele havia baixado a guarda demais. Ela estava muito forte, sob a influência da transformação. Pôde ver o que ele pensou. Para sua sorte, Rick sabia o que fazer. Já foi a impedindo de ver coisas que não devia. A beijou afetuoso.
— Aceita dividir a vida comigo?
Ela se deitou ao lado, ofegante.
— É tudo o que mais quero. Você tinha razão, agora eu entendo.
— Nada nunca fez tanto sentido.
Ele se levantou, sorriu, a pegando no colo.
— E é só o começo.
A levou para o banheiro. Entraram juntos no chuveiro, rindo das marcas em ambos. Ela estava eufórica e quente, o beijando muito. Disse que podia sentir tudo mudando. Ele estava fascinado. Rapidamente ela se afastou, saiu do chuveiro, colocou um vestido soltinho e foi descendo na frente dele descalça, dizendo que não queria o machucar. Estava achando graça, na verdade, amando ser loba. Ele demorou uns minutos. Quando saiu no quintal, não a viu. Parou de a sentir, como se novamente ela estivesse bloqueando as emoções. Se transformou e, farejando, foi indo atrás do cheiro na mata.
Ela já havia se transformado. Era inteira branca, com os olhos azuis brilhantes. Estava deitada na beira do rio. Quando o viu se aproximando, saiu correndo como quem fugia.
Ele quase não a alcançou. Depois de correr muito, deu uma mordida de brincadeira para a derrubar. Caíram juntos, rolando no mato. Ela voltou à forma humana rindo.
— Você não sabe perder realmente.
Ele também voltou, se transformou em cima dela, a puxou contra si para beijar.
— É que nesse jogo, até perdendo eu ganho.
— Como se sente?
Ela estava mais forte, foi subindo em cima dele.
— Viva e incrível. Você disse que ia me amar até o amanhecer, já está cansado?
Excitado, se enfiou dentro dela, a puxou para beijar.
— Não me canso, ainda temos algumas horas.
Começaram a tran.sar no meio da mata. Era difícil saber onde um acabava e o outro começava. Foram horas madrugada adentro, se namorando e trocando a forma de ser.
Diferente da maioria dos novatos, Nilufer tinha total autocontrole de si. Adorou se sentir forte e tão rápida, diferente do que costumava ser.
Em meio à natureza, sem ninguém para atrapalhar, tudo saiu melhor do que o planejado.
Quando estava amanhecendo, voltaram para o chalé, completamente sujos de terra. Ela estava se sentindo melhor e tranquila. Perguntou como seriam as coisas dali para frente. Ele a abraçou afetuoso.
— Tudo exatamente não sei. Agora que você entende e me sente, sabe.
— O quanto gosto de você e te quero.
— Eu falo sério sobre o casamento.