Nilufer sorriu, se levantou e o beijou, foi subindo no colo dele, abraçada de frente.
— Não tenho… eu quero você.
Ele a colocou deitada, foi a beijando e chupando pelo corpo todo.
— Então preciso te falar uma coisa, e é sério.
— Não é o melhor momento, mas quanto antes souber, será melhor.
Começou a tocar intimamente.
— Nossa história não começa e nem termina aqui… eu não queria falar até termos certeza.
— Na verdade, desde que coloquei os olhos em você, eu não tive dúvidas.
Sem prestar muita atenção, ela estava de olhos fechados, se mexendo impaciente, reagindo aos carinhos dele.
— Uhum… me beija!
Ele sorriu e a beijou, puxou a calcinha para o lado, enfiou-se entre as pernas dela e a pen.etrou com força, a travou em seu abraço e se moveu freneticamente, com estocadas vigorosas, até ela alcançar o êxtase. Ela ge.meu alto e a cama também fez barulho, batendo na parede. Foi um ato até que mecânico da parte dele, depois se deitou incomodado consigo mesmo, pensando no que falar. Aquilo nunca havia acontecido antes: ficar tão incomodado com alguém perto, a ponto de não conseguir aproveitar um momento tão íntimo e prazeroso. Ele só pensava na cunhada.
Foi bem mais rápido que o esperado, exausta e querendo mais, Nilufer o abraçou, ofegante.
— O que foi, Rick?
Ele sorriu, enchendo-a de beijos.
— Quero uma vida com você… e bem rápido.
— Aceita casar comigo?
— Sei que é meio precipitado…
Ela interrompeu, eufórica:
— É tudo o que mais quero!
Ele disse que era sério e importante, porque a união deles mudaria muitas coisas. Ela se levantou rindo.
— Temos responsabilidades? Igual a namoro cristão?
— Lobos não podem se relacionar fora do casamento?
Com medo de falar demais, ele foi atrás no banheiro, entrou no chuveiro, abraçando-a por trás.
— É… temos responsabilidades. Procriar é uma delas.
Nilufer começou a rir muito, sem levar a sério, ele continuou falando.
— Já não sou tão novo… e, pra piorar, filho único.
— Eu nunca quis tudo isso com ninguém e sempre tive medo.
— Quando minha mãe me teve, quase morreu, porque era fraca, basicamente eu não era compatível com o corpo dela.
— Para me ter, toda a magia dela foi drenada, não sou bruxo como e lobo, como você.
— Não sei como, mas a sua mãe pode tê-las e são híbridas.
— Fui poupado disso, porque na época era muito errado, aqui, todos os lados eram contra. Eles não gostam de híbridos. Os clãs.
Ela se virou, confusa.
— Porque somos uma ameaça?
Ele a beijou sutilmente, acariciou seu rosto.
— É… melhores e mais fortes. Posso não ser bruxo, mas carrego a herança genética, e um filho meu com certeza seria… ainda mais com alguém como você.
— Ele seria melhor e mais forte que a grande maioria de nós.
— Iria proteger a nossa família e lar, garantir que ninguém possa nos tirar daqui.
— Tem muitas coisas que você precisa saber.
Ela começou a tomar banho de costas, ficou séria, como quem não gostou. Ele continuou contando como seus pais se conheceram, comentou que Yesenia no passado ajudou Évora. Saíram do banho, ela permaneceu calada, foi se trocando, colocando camisola.
— Vou ver se a Kaya está dormindo.
Ele percebeu que ela não gostou daquilo, falou sério.
— Vou ficar esperando… pra gente dormir juntos.
Ela foi no quarto ao lado, abriu sorrateira. Kaya estava deitada, fingiu estar dormindo. Nilufer estava triste, se sentindo confusa e usada, teve certeza de que estavam mentindo sobre algo, até se questionou por que Rick se interessou por ela e não por Kaya.
Entrou e foi deitar com a irmã, não conseguiu dormir, pensando em tudo. Sua intuição dizia que tinha um interesse maior naquilo, e ela não entendia o porquê.
Atento a tudo, ele esperou ouvi-las conversando e soube que estava colocando tudo em risco, foi dormir preocupado, sem saber como realmente Nilufer se sentia.
Super indisposta, Kaya apenas dormiu, sentindo o conforto de ter a irmã por perto, sonhou a noite toda que estava transformada e adorou o quanto lá tudo era tranquilo.
Cedo, Rick foi ao quarto delas, bateu e entrou, aproximou-se da cama acariciando o cabelo de Nilufer.
— Bom dia linda… você vai no curso ou prefere faltar?
— Se quiser ir, precisamos sair rápido.
Sonolenta, ela foi levantando, praticamente o evitou.
— Bom dia… vou sim.
Mexeu em Kaya, acariciando-a.
— Acorda, precisamos ir embora. Vou no curso e você vai comigo.
— Não vou te deixar em casa sem mim, tudo bem?
Ele foi saindo do quarto, Kaya disse que sim, levantou e foi se trocar. Nilufer arrumou as coisas bem rápido, desceram juntas com tudo, prontas para ir embora. Ele tinha arrumado a mesa do café da manhã, perguntou se ela não precisava ir para casa pegar algo. Ela disse que não, apenas foi servindo Kaya e nem comeu. Em menos de vinte minutos colocaram tudo no carro.
Era nítido que tinha algo errado acontecendo. Kaya ficou apenas observando os dois. Durante o trajeto, Nilufer mexeu no celular, mandou mensagem para Yesenia dizendo que iriam voltar para a casa delas e conversar.
Enquanto dirigia, Rick só conseguia pensar em um modo de reverter aquilo, manipular a namorada, se ofereceu para buscá-las depois ou deixar Kaya na fazenda. Nilufer respondeu cabisbaixa, mexendo no celular:
— Não precisa se incomodar… ela vai ficar comigo.
— Pode só levar as nossas coisas pra casa?
Ele balançou a cabeça que sim. Quando foram se despedir, puxou-a pela mão, sério.
— Depois a gente continua aquela conversa… só vou viajar amanhã.
A beijou sutilmente.
— Você tá bem? Parece chateada… comigo.
Nilufer o olhou nos olhos, séria.
— Uhum… preciso de um tempo pra pensar. Tchau… obrigada por tudo.
Se afastou quase sem deixá-lo responder. Kaya ficou olhando, reparando que Nilufer estava engolindo o choro.
— O que aconteceu entre vocês?
— Se foi por causa de ontem, não vai acontecer de novo.
— Já aprendi que prefiro ficar sozinha… mesmo que presa.
Nilufer enxugou os olhos, deu o celular para Kaya.
— Não é nada com você… só acho que me enganei.
— Preciso entrar. Pode ouvir música… não sai daqui, tá bom?
— Vamos pra casa juntas.