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1123 Words
Olivia. Breno dormiu de novo e os barulhos no lado de fora pararam, foram minutos de terror, gritos e tiros sem parar, arrumei ele no sofá de novo e ajeitei minha roupa, já estava com um pijama de alcinha e um shorts. Fui até a porta a destrancando, abri devagar olhando para o lado de fora e estava tudo quieto, até que alguns menos passaram correndo com fuzil na mão e atrás deles outros carregando alguém machucado. Me assustei e ele olhou para mim, um deles me mandou ficar quieta e fizeram sinal entrando na casa, foram em direção ao sofá mas viram o Breno e então puxaram uma cadeira sentando um dos meninos que eu diria ter uns 15 anos. - Eae morena, sabe primeiros socorros? - Um dos meninos perguntou enquanto outro fechava a porta. - Fica mec, P3 jaja ta ai. - Vocês precisam levar ele ao hospital. - Falei olhando para o menino que estava sangrando. - Deixa eu ver isso. Cheguei perto e olhei o ferimento, estava com uma ferida na barriga de raspão, a bala não foi tão fundo, olhei para um dos meninos e respirei fundo pensando no que fazer. - Procura alguma coisa que dê para lavar isso, soro, álcool, qualquer coisa, e toalha, preciso de curativos. - Falei e um deles começou a dar os comandos aos outros que foram correndo um pela casa e o outro pra rua. - Sou o j**a, pode me chamar assim. - Ele sorriu para mim e eu retribui. - Prazer j**a, deita ele no chão. - Ele o deitou e o menino que correu pela cara trouxe algumas toalhas e um vidro de vodka. - Pra que isso? - É álcool. - O menino falou e deu de ombros. Abri a garrafa e arrumei a toalha de baixo do menino, joguei um pouco da Vodka e ele gritou, tapei a boca dele e o mandei fazer silêncio. - Meu filho está dormindo, não quero que ele veja isso. - Entreguei um pano pra ele. - Morde isso. Joguei mais bebida na ferida e passei a toalha seca para limpar, peguei um pouco de água com sabão e lavei devagar tirando todo o sangue e olhei a ferida que estava aberta. O rapaz que saiu voltou com uma sacola e me entregou, eu abri ela pegando alguns curativos, fui até a bolsa de remédios do Breno e peguei uma pomada dele, passei sobre a ferida, coloquei algumas gases e passei a faixa em torno da barriga do menino e fechei com esparadrapo. Peguei uma cartela de remédio para dor e entreguei para ele, arrumei toda a bagunça e os meninos ajudaram ele a se levantar. - Ele precisa ir ao médico, vão cuidar melhor disso. - Falei para o j**a que assentiu com a cabeça. - Leva ele para casa, faz ele tomar o remédio e dormir. - Os meninos vão fazer isso. - Ele disse apontando a porta para os outros. - Quer que eu fique com você até o P3 chegar? - Ta tudo bem. - Sorri e ele pegou a sacola da minha mão. - Eu vou dormir agora. - Posso ficar aqui de olho para ninguém entrar e vocês dormirem tranquilos. - Ele insistiu e eu achei fofo como ele estava falando. - Qual foi j**a. - Ouvi aquela voz de novo e olhei para trás. - Ta fazendo o que que não tá na contenção? - Moraes, eu já estava indo, um dos meninos se machucou e... - Ele o interrompeu todo e******o. - Não quero saber, vai arrumar a bagunça que tá esse morro. - Olhei para ele e segurei o braço do j**a, ele me olhou. - Obrigada por querer ajudar. - Falei dando um beijo no rosto dele que sorriu para mim. - Se precisar é só chamar. - Ele saiu passando pelo Moraes e sumiu da minha visão. Cruzei os braços olhando para aquele escroto na minha frente e ficamos nos encarando até que encerrei o silêncio que estava no ambiente. - Não tem nada para você aqui Moraes, da licença que eu quero dormir. - Falei indo até a porta e apontando para fora. - E quem disse que eu vim aqui por ter algo? - Ele me olhou e se aproximou deixando nossos lábios a centímetros. - Avisa pro teu marido, a próxima vez que ele mandar invadir meu morro, vou mostrar para ele como é o inferno. - Por mim vai você e ele juntos para lá Moraes. - Empurrei ele que segurou no meu braço com força. - Me solta, ta machucando meu braço. - Você é muito atrevida. - Segurei o pulso dele tentando me soltar. - Fica na sua, e na linha, essa p***a de morro é meu, e eu tiro você daqui quando eu quiser. - Pode ficar em paz, assim que eu conseguir um lugar fora daqui eu saio. - Ele me soltou e virou saindo da casa. Fechei a porta e respirei fundo, fui até o sofá e me sentei olhando o Breno dormir, a porta se abriu e então me levantei já na defensiva achando ser aquele escroto. Pedro entrou me olhando desconfiado, voltei a sentar no sofá e peguei as toalhas do chão as levando para a lavanderia, ele me seguiu em silêncio. - Por que o Moraes tava aqui? - Ele encostou na porta. - Veio atrás do j**a. - Falei colocando as toalhas de molho e parei na frente do Pedro. - Aquele bagulho que tu me contou mais cedo. - Ele me deu espaço. - Pedi a um dos vapores para seguir a loirinha, assim que ele voltar vamos saber. - Não era pra você falar nada Pedro. - Cruzei os braços. - Deixa o Moraes ser corno, ninguém liga. - As coisas não são assim prima, se ele souber que eu sabia e nunca falei, vai sobrar pra mim. - Ele disse tirando a camisa e indo para a sala atrás de mim.- Tu viu como ele é. - Você não precisa dessa vida, vamos embora comigo, a gente muda de Estado. - Falei parando na frente dele na sala. - Esse Moraes humilha vocês, o mundo não gira em torno dele. - O morro é dele, se acontecer algum B.O é ele que resolve, não tem como ser bonzinho, o crime não é o conto de fadas que passa nas novelas Olívia. Balancei a cabeça em negativo e dei as costas a ele indo para o sofá e me arrumando para dormir, ele passou por mim indo para o quarto dele e fechei os olhos tentando dormir um pouco, já passava das três da manhã e eu não consegui dormir nem um pouco.
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