Moraes. A Clara voltou pro morro logo de manhã, já tirando a minha paz, acordei ouvindo a discussão dela e da minha mãe, me levantei e coloquei a bermuda, fui pra cozinha e minha mãe estava com o dedo na cara da menina. - Eu não quero saber, a casa é minha, você não vai chegar aqui exigindo nada. - Clara olhou para mim e veio me abraçar. - Cobra. - Amor, eu só pedi para ela me deixar tomar café. - Ela disse resmungando. - A sua mãe me odeia. - Garota sinica, venenosa. - Minha mãe falou voltando a fazer o café dela. - Tu gosta de implicar em Clara, por que não tomou café na dua casa? - Ela me soltou e fui até minha mãe pegando na mão dela e beijando. - A bença mãe. - Deus lhe abençoe meu filho. - Ela retribuiu o beijo no meu rosto e arrumou a mesa pro café. - Aqui, toma seu café, hoje

