Episódio 2

1213 Words
Estava ido para faculdade com Bruno no volante e eu vendo os meus horários matinais, Bruno estacionou o carro e me beijou e nos despedimos. Fui em direção a minha sala o professor de história nos informava e semana que vem eu já estaria de feria e eu suspirava animadamente. Iria fincar em casa esperando Bruno voltar do estágio e preparar o jantar para ele, então não faria diferença já que eu já fazia isso todos os dias. Sentir meu celular vibrar era mamãe, sorrir com a ligação e pedi licença do professor para atender. - Oi mãe, quanta saudade! - respondi animadamente. - Filha eu também senti sua falta, mais não foi por isso que liguei... Eu... queria... ter dito antes mais não tive oportunidade... - Mãe ? O que houve? Me responde?! - Seu pai está na UTI, ele está com câncer. - meus olhos lacrimejaram. - Mãe... Porque não me disse antes...eu vou pegar o primeiro voo. Voltei a minha sala e peguei minhas coisas e sai sem dizer absolutamente nada para o professor que me encarava. Liguei para Bruno e no 5 toque atendeu - Preciso que faça um favor para mim. Eu quero que compre uma passagem para mim, irei visitar meus pais. - Lis o que aconteceu? - Quando você chegar em casa te explico, ok ? - tudo bem, mais você está bem. - Eu estou... Porfavor faça isso por mim . Peguei um táxi e subi as escadas apresada, abrir a porta e corri para pegar minha mala e coloquei minhas roupas, minha cabeça girava. Estava entorpecida com a voz de minha mãe dizendo que papai estava com câncer. As lágrimas escorriam por meu rosto enquanto eu pegava meu celular para ligar para Bruno - Então você comprou a passagem ? - Sim, você embarca esta noite. - Estarei esperando por você, espero que não demore. Coloquei meu celular na cabeceira da cama e fui até a cozinha e preparei um chá, tomei enquanto esperava Bruno na varada. Eu estava andando de um lado para o outro, ouvi um barulho vindo da sala então Bruno finalmente chegou, corri e o abracei. Precisava de um abraço e as lágrimas só aumentaram enquanto eu ouvia as batidas de coração de Bruno - O que houve lis ? Porque está chorando? Solucei - meu pai está doente na UTI, e ele precisa de mim e eu estou aqui ... - Calma Lis tudo fincara bem, ele vai melhorar, tenha fé . - vou pegar minha mala - Ok Andando por meio aquelas pessoas, Bruno segurava minha mão e com a outra puxava minha mala. Enquanto eu olhava para aquelas pessoas todas andando rápido o que me fazia fincar mais aflorar. Bruno me puxou e nos sentamos na cadeira, pegou do seu bolso uma passagem e me deu, colocou uma mão em minha perna e me encarou - Vai fincar tudo bem Ele me pegou mais uma vez e me abraçou enquanto uma voz anuviava que meu voo era o próximo, eu selei nossos lábios e o soltei. Fui andando até a aeromoça que sorria para mim, dei minha passagem para ela. É assim fui em direção a minha cabine econômica, não era muito confortante mais eu não estava preocupada em ser acomodado e sim ver meus pais novamente. A moça trouxe refrigerantes e doces para vender então comprei uma pepsi, peguei meu celular e o desliguei... Acordei meio sonolentamente com a aeromoça anunciado que o avião já iria decolar, sentir um frio na barriga ao perceber que estava novamente na minha antiga cidade. Peguei minha mala e desci do avião e em meio às pessoas peguei meu celular e disquei o número de mamãe, sua voz estava meio rouca e eu pude perceber o quanto ela estava cansada. - Mãe ? Você está bem ? Acabei de embarcar, está tudo bem com papai ? Houve uma pausa - Sim filhota, tudo bem, o estado dele é estável - Mãe me diga o endereço de onde voes estão, em uma hora estarei aí - Você precisa descansar e tomar um banho além do mais a visita é só mais tarde, Adam vai te levar para nossa casa. - Mãe ? Como assim? Você não me avisou nada...eu não preciso de baba... - Eu sei meu bem, mais sabe como seu irmão é, fez questão de ir buscá-la além do mais ele está com saudade. - Ok mãe, avise-me se papai acordar, estarei aí mais tarde. Coloquei meu celular no bolso e puxei minha mala para um banco, peguei meu celular e decidir ligar para Adam, mais eu como sempre não tive coragem. A ansiedade me consumia então me levantei para comprar um refrigerante quando o vi me olhado com aqueles olhos e sorrido para mim descaradamente, enquanto eu o avaliava Adam, meus olhos percorreram o seu corpo, o cabelo, os olhos. Aqueles nos quais eu me perdia toda vez que ele me encarava, ficamos em silêncio e minha voz não saia de maneira nenhuma, minha garganta fez um no. - Eu não quero brigar ok? Quero que saiba que me ofereci para vi buscar você porque mamãe está muito cansada e também porque eu estou com saudades . Suspirei - Ok Adam, não preciso disso. Podemos ir ? - ele pegou minha mala e andou na minha frente apontando para o carro que estava estacionando logo na entrada. Me sentei no banco de trás quando ele me encarou pelo retrovisor, desviei meu olhar do dele e olhei para a janela. Mais ele não ligou o carro, me virei novamente e ele dessa vez se virou para me olhar. - Quero você aqui na frente, Lis porque não podemos esquecer tudo e voltar a ser o que éramos, pelo papai Lis? - abrir minha boca para dizer algo mais não conseguir ouvir. - De que você está falando Adam ? - disse em um tom sarcástico. - Ok Lis, vamos passar na casa dos nossos pais e depois iremos visitar papai. - confirmei com a cabeça. Adam estacionava o carro e enquanto ele desligava o carro eu vi uma criança corre pelo quintal e brincar com Rafaela, elas brincavam de pique-esconde, a menininha de cabelos dourado corria enquanto Rafaela a pegava e colocava em seu colo, sua pele branca que chegava a ser rosa Adam desceu do carro e puxou minha mala e ela saiu dos braços de Rafaela e correu até Adam. - Papapai - Junielle, venha conhecer sua tia. - sorri, - Me sinto uma velha. - abaixei e peguei em suas bochechas enquanto ela me abraçava com suas mãos tão pequenas a coloquei no meu colo e ela colocou suas mãos em meus ouvidos - Posso te falar um segredo? - claro meu amor. - eu sempre quis conhecer você, papai sempre me disse que ele tinha uma irmã muito linda e engraçada, você pode brincar das mesmas brincadeira que fazia com papai. - olhei para Adam incrédula e a soltei, visualizei Adam fazê-la sorrir enquanto ela sorria e pegava nas bochechas de Adam, sorri e então uma lágrima caiu pelos meus olhos, quando ouvi uma voz na qual eu não suportava, Rafaela chegou perto de Adam e selou seus lábios e voltou a me olhar ...
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