Any: Pode ter certeza que não foi do mesmo lugar que você. – sorrindo de lado, se lembrando do mar e dos amigos.
Hina: Claro que não, essa aí deve ter saído de um puteiro. – gargalhando. – Vamos Any, vamos comer alguma coisa.
As duas saem.
Carla: Que garotas idiotas. – resmungou aborrecida. – A Hina está se achando por estar andando com ela! – bufando.
Rachel: Vamos pentelhar as duas? – sugeriu travessa.
Carla: Muito bem Rachel. – sorriu empolgada. – Você é um gênio!
Rachel: Não tanto quanto você Carla! – disse, com falsa modéstia.
Carla: Como eu não existe! – enfatizou.
As duas amigas rolaram os olhos, disfarçadamente. Em seguida vão atrás de Hina e Any, que estavam na cantina.
Hina: E então? – olhando o cardápio da cantina. – O que você vai querer comer Any?
Any: Não sei, na verdade eu estou muito enjoada para comer. – suspirou entristecida.
Hina: O que acha de eu ir pedir um sorvete de chocolate? – sugeriu, fechando o cardápio. – Tenho certeza que depois de tomar você vai melhorar do enjoou. – se levantou e Any assentiu. – Já volto! – se afasta em direção ao balcão.
Assim que ela saiu, Carla se aproximou.
Carla: Ora. – parou na frente dela. – Vejam se não é a nova vagaba da classe?
Any fez uma careta aborrecida.
Any: Você é muito chata e irritante Carla. – suspirou pesadamente, deixando Carla irritada.
Rachel: Você não vai falar assim dela! – se interpôs, para defender a outra.
Any olhou para ela.
Any: Você é feia assim mesmo ou está do lado do avesso? – deu um risinho, lembrando-se do que Noah tinha dito a Joshua outro dia.
Rachel a olhou, chocada.
Sabrina: Escuta aqui sua i****a, você não vai falar assim das minhas amigas... – é interrompida.
Any: Antes me diz se você é homem ou mulher? – a olhou chocada, ela tinha um caroço na garganta, igual os homens. – Se você não me disser eu não vou saber se você é intrometida ou intrometido. – pensativa, coisa que deixou Sabrina perplexa e irritada.
Sabrina: Sou mulher, filhinha! – enfatizou, verde de raiva.
Any: Não parece! – a analisou.
Sabrina cerrou os punhos de raiva e até as amigas estavam com vontade de rir.
Hina: Ei, o que vocês estão fazendo aqui? – pôs os sorvetes na mesa e as olhou.
Carla: Não te interessa! – cruzou os braços.
Hina: É claro que interessa, você está aqui só enchendo o nosso saco! – grunhiu.
Carla: Olha aqui... – colocando o dedo na cara dela.
Hina: Tira essa salsicha enrugada da minha cara! – a interrompeu, tirando o dedo dela de seu rosto com brutalidade.
Carla: Ah sua infeliz! – furiosa, pega o suco de Rachel e se prepara pra jogar em Hina.
Any: Carla! – entrou na frente da colega e seus olhos brilhavam tão intensamente que Carla não pôde evitar olhar. – Você não vai fazer isso.
Carla continuava olhando nos olhos dela.
Carla: Eu não vou fazer isso. – disse colocando o suco na mesa. – Eu não vou fazer isso. – repetiu, negando com a cabeça.
Any: Você não vai fazer nada contra mim e nem contra a Hina. – sem deixar de olhar.
Carla: Eu não vou fazer nada contra você e nem contra a Hina. – repetiu.
Rachel: Carla, o que você está fazendo? – disse sem entender o comportamento obediente da amiga.
Sabrina: Pirou amiga? – olhando ao redor.
Carla estava mesmo obedecendo àquela i*****l?
Any: E vocês se calem. – também olhou as duas, que também se encontraram com o brilho de seus olhos.
– Sim, nos calamos. – disseram em um uníssono.
Any: Entendeu Carla? – Carla assentiu. – Você tem a b***a mole! – enfatizou, prendendo o riso.
Carla: Eu tenho a b***a mole. – repetiu, sem hesitar e todos riram.
Ela estava totalmente hipnotizada, afinal Any tinha o poder de hipnotizar, apesar de não gostar desse poder.
Any: Agora vá e leve essas puxa saco junto.
Carla assente e sai arrastando as amigas.
Hina: O que fez com essas idiotas? – rindo muito, sem acreditar no que tinha acabado de presenciar.
Any: Ah. – deu um sorrisinho amarelo. – Eu hipnotizei elas. – murmurou, se sentindo m*l, como sempre se sentia quando usava esse poder.
Hina: Ai fala sério! – riu, achando que Any estava brincando. – Seja o que for, foi ótimo! – deu uma piscadela, tratando de fazê-la tomar o sorvete, que já estava começando a derreter.
Na hora da saída, Any tinha acabado de ligar para Joshua vir lhe buscar.
– E aí gatinha. – um garoto se aproximou. – Tem como você me dar o seu telefone?
Any: Ah moço, me desculpa, mas eu não posso. – suspirou. – Eu acabei de ganhar ele de presente. – olhando o telefone rosa.
– Que graça. – rindo. – Eu quero apenas o número meu bem.
Any: Ah. – franziu a testa. – Mas eu não sei o número. – mordeu o lábio, deixando o sujeito louco.
– Beleza, mas eu não vou desistir viu? – deu uma piscadela.
Krystian se aproximou.
Krystian: Sai fora! – o empurrou.
– Desculpa, não sabia que ela tinha caso com você! – saiu, com o r**o entre as pernas.
Krystian: Rala! – rolou os olhos e o cara saiu. – Então gata, não quer que eu te leve para casa?
Any: Não, o Josh vai vir me buscar. – sorriu, simpaticamente.
Krystian: E quem é Josh? – deu um sorriso de lado. – Seu irmão?
Josh: Não, eu sou o namorado dela! – chegando por trás e beijando o pescoço de Any, que se arrepiou.
Any: Bebê. – sorriu arrepiada. – Esse é o Josh, ele é meu namorado. – contou.
Krystian ficou decepcionado ao saber que ela já tinha dono. Que merda!
Krystian: Ah, desculpa. – disse, engolindo o seco. – Eu não sabia que você namorava. – sai dali apressado.
Josh: O que estava conversando com ele? – apontou ciumento. – Quem era esse o****o? – quis saber.
Any: Ele é um amigo de curso. – sorriu, beijando-o. – Só isso.
Josh: Esse palhaço que continue dando em cima de você, viu? – disse aborrecido. – Vamos indo, por que o doutor Moretti já nos aguarda!
Any assentiu e os dois saíram.
Mais tarde, no consultório. Any tinha acabado de fazer um exame de sangue e estava muito assustada com o procedimento médico.
Any: Eu não quero mais Josh... – negava com a cabeça, chorando.
Josh: Meu amor, foi apenas uma furadinha minha linda! – dizia paciente.
Any: Mas doeu. – fungou.
Josh: Olha princesa, eu vou dar um beijinho pra ver se passa certo? – ela assentiu e ele dá um beijinho no braço dela. – Passou?
Any: Não. – disse enxugando as lágrimas.
Ele rolou os olhos e logo a enfermeira volta.
Enfermeira: O resultado do exame sairá dentro de três horas. – comunicou sorridente.
Any: Josh eu quero ir pra casa. – coçou o olho. – Eu estou com sono.
Josh: Então, mas tarde eu venho buscar. – disse e a enfermeira assentiu, se retirando.
Joshua leva a namorada para casa e aproveita para almoçar com ela.
Três horas depois ele volta ao consultório, para buscar o exame.
Josh: Ai meu senhor, é agora... – suspirou, assim que estava com o envelope amarelo pastel nas mãos. – Vamos lá. – abre e lê os papéis, ficou branco ao ver o que estava escrito. – Deu positivo. – se senta, chocado. – Ah merda, isso não está acontecendo. – fechou os olhos com força. – A Any está mesmo esperando um bebê, meu filho. – passou a mão no rosto. – Deixa eu ver de quanto tempo ela está... – volta a ler o papel. – Um mês. – sorri de lado. – Eu vou ser pai... – dizia pensativo. – Eu vou ter um bebê. – alguns minutos depois ele estava rindo sozinho. Viu um dos enfermeiros de Moretti passando e parou na frente dele. – Eu vou ser pai! – contou, voando em cima do homem. – Eu vou ter um filho!
Enfermeiro: Meus parabéns rapaz! – sorrindo de lado.
Josh: Eu te amo! – falando para o homem, que ficou chocado. – Eu amo a minha vida! Eu amo meu filho que vai nascer! – beijando o exame.
Enfermeiro: O senhor está bem? – perguntou confuso.
Josh: É claro que sim, eu vou ser pai! – sai correndo, deixando o homem sem entender nada.
Dentro do carro, Joshua estava pensativo.
Josh: Agora o problema é: como eu vou explicar para a Any que ela vai ter um bebê? – coçou a nuca. – Dá-me uma luz! – pediu, com a mão para o alto, o celular toca e ele viu que era a mãe. – Rápido hein?! – olhando para o céu, satisfeito. – Fala mãe.
Úrsula: Filho? – sorriu ao ouvir a voz dele. – Tudo bem meu amor?
Josh: Tudo mãe. – coçou a nuca. – Na verdade eu estou com um pequeno problema, preciso conversar com você e é urgente!
Úrsula: Filho, você está me assustando. – falou, preocupada. – Aconteceu alguma coisa com a Any?
Josh: Aconteceu.
Úrsula: Meu Deus! – se preocupou. – Mas o que aconteceu com ela?
Josh: Não posso falar por telefone, mas tem que prometer que não vai me matar. – sorriu, nervoso.
Úrsula: Ora Joshua, vá direto ao ponto! – pediu, afinal não gostava de rodeios.
Josh: Eu estou chegando e quando eu chegar nós conversamos! – desliga. – Ótimo, eu vou pedir para a minha mãe explicar tudo para a Any, com jeitinho, assim talvez ela entenda... – pensativo. – E talvez minha mãe me mate também. – rolou os olhos e seguiu para a casa da mãe.
Assim que chega, ele vai direto para a cozinha, pois sabia que a mãe adorava cozinhar, sorriu ao encontra-la botando uma lasanha no forno.
Josh: Mamãe. – chamou, se aproximando.
Úrsula: Oi meu amor. – dá um beijinho no rosto dele. – Está tudo bem? – suspirou, afinal estava preocupada.
Josh: Mais ou menos. – sorriu de lado.
Úrsula: Vem filho, vamos para a piscina. – disse tirando as luvas térmicas. – Tomamos um suco e você me explica o que está acontecendo certo? – ele assentiu. – Simone, minha linda, prepare um suco de goiaba bem saboroso e leve até a piscina, por gentileza?
Simone: Claro que sim dona Úrsula! – sorriu e foi preparar o suco.
Úrsula e Joshua foram para o deck da piscina e ao chegar lá, os dois se sentam.
Úrsula: Então meu amor? – o olhou. – O que está acontecendo?
Josh: Eu fiz uma coisinha mãe. – olhou o relógio de pulso. – Eu fiz aquilo que você sempre pediu para eu não fazer, pelo menos não agora...
Úrsula: Eu já até sei o que aconteceu, filho... – sorriu, suspirando. – Eu vejo isso na sua cara Joshua... – o analisou. – É um misto de felicidade, preocupação e medo. – decifrou, fazendo-o sorrir de lado, confuso. – Quanto tempo de gravidez?
Josh: Um mês. – respondeu, com a cabeça baixa.
Úrsula: E o que ela achou disso?
Josh: É aí que está o problema. – respirou fundo e a mãe o olhou, sem entender. – Ela ainda não sabe.
Úrsula: Como assim ela não sabe?
Josh: Acontece que eu fui pegar o exame sozinho. – coçou a nuca. – Estou voltando de lá agora.
Úrsula: Ai meu filho, e agora hein? – tocando nas mãos dele.
Josh: Agora já está feito não é? – suspirou, com um leve sorriso. – Eu não tenho coragem de pedir para a Any tirar o meu filho, além do mais eu não sei qual vai ser a reação dela.
Úrsula: Acha que vai conseguir explicar toda essa situação a ela? – o indagou, preocupada.
Josh: Não. – negou certo. – Por isso que eu estou aqui, por que eu preciso que você dê essa noticia a ela. – a olhou, com um sorrisinho amarelo.
Úrsula: Eu por quê? – perguntou espantada.
Josh: Por favor, mamãe! – pediu, com carinha de cão sem dono. – A Any é muito inocente, ela não entende nada disso, eu não sei como explicar que ela vai ter um bebê daqui a oito meses.
Úrsula: Ai meu filho... – dizia agoniada, Joshua fazia uma carinha fofa na tentativa de convencê-la. – Está bem! – vencida. – Eu explico toda essa situação pra ela.
Josh: Obrigado mamãe! – sorriu aliviado e abraçou a mãe. – Você não sabe o quanto vai me ajudar.
Úrsula: Que coisa Joshua, você me mete em cada situação. – soltou o ar. – Por que não se cuidou meu filho?
Josh: Aconteceu mamãe. – franziu a testa.
Úrsula: Tudo bem. – deu de ombros. – E então, quando vamos contar a ela?
Josh: Agora mesmo, pode ser? – indagou, se levantando.
Úrsula: Por mim tudo bem. – também levantou e foi a cozinha, pediu para Simone guardar o suco e cuidar da lasanha que ela estava preparando e saí com o filho.
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Magá: Mamãe, eu acho que vou trocar de nome! – tagarelava, olhando as unhas, porém Priscila estava perdida em pensamentos. Como sempre estava ultimamente, parecia que estava sempre no mundo da lua. – Mamãe! – rolou os olhos ao notar a distancia de Priscila na conversa. – Mãe! – gritou, fazendo a mãe se assustar.
Priscila: Mas o que foi minha filha? – espantada.
Magá: Estou dizendo que quero trocar de nome!
Priscila: Mas não vai mesmo! – negou com a cabeça. – Esse nome foi escolhido especialmente para você meu amor!