Josh: Tudo bem meu amor, senta aqui comigo. – a chamou para o seu colo.
Any sorriu e foi até ele, lhe dando um selinho. Magá cerrou os punhos de raiva.
Sina: Muito bem galera... – se sentou. – O que acham de comermos?
Any: Eu quero! – disse animada.
Sofya: Comer é com você mesmo não é Gabrielly?
Any: É sim! – sorrindo envergonhada.
Sofya: Onw minha pimentinha, ficou com vergonha é? – apertando as bochechas dela.
Any: Sai Sofya. – rindo, tirando a mão dela de sua bochecha.
Lamar: Vamos comer! – chama o garçom com um aceno.
O almoço se passou com tranquilidade, Savannah e Joalin continuaram se estranhando, mas nada demais. Depois de um tempo terminaram de comer e ficaram conversando um pouco.
Magá: Ai que calor. – tirando a blusa com o intuito de provocar Joshua. – Não acha Josh? – se abanou, oferecida.
Any percebeu um tom de malicia na voz dela e ficou meio desconfiada e enciumada. Joshua tomou um gole de sua cerveja e ignorou.
Magá: Eu acho que vou nadar um pouco. – se levantou irritada com o vácuo. – Alguém quer vir? –olhando para ele. Todos negaram. – Nem você Josh?
Josh: Não Magá, vai lá! – rolou os olhos, sem paciência.
Magá fechou a cara e se afastou a passos largos.
Any: Lamar eu quero daquela, pega pra mim? – pediu, apontando uma latinha de cerveja.
Lamar: Não. – negou com os olhos arregalados. – Está louca Any?
Any: Por quê? – o olhou confusa.
Josh: Isso é cerveja meu amor. – explicou. – Você não pode tomar álcool, por que faz m*l para o bebê. – beijou o nariz dela.
Any: Porque você pode e eu não? – o olhou, com bico.
Sina: Porque ele não está grávido. – respondeu sorrindo.
Any: Está sim! – franziu a testa e todos arregalaram os olhos. – Ele disse que nós dois estamos grávidos. – explicou e todos riram, achando fofinho.
Josh: Eu sei meu amor, e nós estamos. – coçou a nuca. – Mas a neném está na sua barriga. – tocou a barriguinha dela.
Any: E por isso eu não posso beber? – indagou com careta, ele negou. – Nem um pouquinho?
Sofya: Não Any. – abrindo uma latinha de fanta e pôs na frente dela. – Bebe fanta. – piscou e Any bebeu, dando de ombros.
Sina: Mas que salseiro é aquele ali? – franziu a testa ao notar um aglomerado de gente na beira do mar.
Noah: O que está rolando? – olhando para onde todos olhavam. – Nossa mãe, tem alguém se afogando ali!
Savannah: É a Magá! – gritando apavorada e Any sentiu um desespero atravessar sua espinha. – Alguém ajude! – pediu, entrando em pânico.
Any: É a Gagá! – se levantando e caminhando em direção do mar.
Joshua a impediu.
Josh: Se acalme Any, o salva-vidas já vai cuidar disso. – apertou o ombro dela. – Vai ficar tudo bem!
Any: Não Josh, ele ainda está longe. – começando a chorar, enquanto tentava se soltar. – Ela vai morrer!
Josh: Não vai morrer meu amor, fica calma! – pediu a abraçando.
Any: Não, eu vou buscar ela! – se solta de Josh e corre para a beira do mar, enquanto tirava a roupa.
Sina: Ai meu senhor. – pôs a mão na testa. – Vai por ali Sofya, vai atrás dela! – pediu.
Sofya assentiu, correndo para outro lado.
Josh: O que significa isso? – vendo a namorada tirar a roupa e os homens ao redor babando. – Sai daí! – caminhou até ela, no intuito de impedi-la, mas ela entra no mar muito rápido. – ANY! – gritou ao ver que ela tinha simplesmente desaparecido. – Droga, a Any sumiu! – olhou os outros.
Any nadava rapidamente, aproveitando-se da rapidez de sua cauda e de seus sentidos marítimos. Precisava encontrar Magá o mais rápido possível, antes que fosse tarde. Não demora e encontra uma cabeleira cacheada que se debatia, por sorte ainda estava consciente.
Any: Gagá! – a pegou.
Magá arregalou os olhos, chocada. Estava ouvindo a voz dela embaixo da água? E aquela cauda? Que diabos era aquilo? Any era uma sereia!
Any: Se agarra em mim! – pediu, enquanto a levava para cima.
Magá: Any. – falou, respirando com muita dificuldade assim que emergiram. – O que você é? – acaba desmaiando.
Any: Ai não. – sussurrou e vai nadando com a irmã até um canto isolado da praia, por Deus, se alguém a visse transformada seria o fim. – Está pesada. – reclamou.
Sofya: Any! – chamou, se aproximando.
Any: Sofya! – a olhou, aliviada. – Me ajuda aqui!
Sofya: Any você está louca? – lhe ajudando a carregar Magá para a praia. – Você está grávida, não pode carregar peso! – enfatizou.
Any: Ela é minha irmã! – chorando, receosa. – E se ela morreu? – perguntou alarmada, enquanto chegavam com Magá à beira da praia.
Em questão de segundos se transformam em humanas novamente e viram os outros se aproximarem. Any pegou uma toalha que Sina lhe deu antes de sair do mar e se cobriu.
Josh: Any, o que deu em você? – também se aproximou desesperado. – Você desapareceu nesse mar!
Any: Desculpa Josh. – mordeu o lábio, olhando Magá desacordada. – Mas entende amor, ela é minha irmã.
Sina: Any, você se arriscou muito. – sussurrou. – Não pode fazer isso na frente de tanta gente, tirando que você está grávida. – viu que estavam fazendo respiração boca a boca em Magá. Não demorou até que ela cuspiu toda a água e acordou. – Graças a Deus! Se afastem, deixem-na respirar. – pediu, afastando Any.
Savannah: Magá está tudo bem? – se ajoelhou ao lado da amiga, bastante preocupada.
Magá não respondeu e olhou Any.
Magá: Any, você é uma sereia?! – olhou a irmã apavorada.
Any engoliu o seco e todos arregalaram os olhos.
Josh: Você está louca Magá? – franziu a testa e começou a rir. – Eu acho que esse afogamento acabou com o resto de cérebro que ainda tinha. – disse aos outros.
Magá: Não Josh, é sério! – os olhou, horrorizada. – Eu vi! Ela tinha uma cauda azul, eu não estou louca! – enfatizou.
Any: Não Gagá, eu não sou uma sereia. – negou nervosa.
Sina: Eu acho que você estava delirando Magá! – deu um risinho sem graça.
Magá: Mas eu vi, ela é uma sereia! – insistiu, tocando nas pernas de Any. – Aqui era uma cauda azul e eu ouvi a voz dela embaixo da água! – arregalou os olhos e todos a olhavam estranhamente. – Eu lembro que eu vi e logo depois eu desmaiei e não me lembro de mais nada. – atordoada.
Noah: Essa mina está louquinha! – gargalhando alto, deixando Magá aborrecida.
Salva-vidas: Com licença! – se aproximando. – A senhorita precisa ser examinada, pode andar?
Magá: Posso. – disse, levantando com a ajuda do homem. – Mas ela é uma sereia! – apontou.
Salva-vidas: Não senhorita. – negou veemente. – A senhorita sofreu uma alucinação, o que é muito normal nesses casos. – explicou. – Agora me acompanhe, temos que fazer uns procedimentos clínicos de praxe.
Magá: Que alucinação que nada, eu vi e... – se afasta com o homem.
Josh: Onde já se viu? – rolou os olhos. – Minha namorada é uma sereia. – rindo muito.
Any: O que tem demais Josh? – o olhou. – E se eu fosse uma sereia?
Josh: Não viaja meu amor. – cheirou o pescoço dela. – Esse troço não existe. – rindo. – Vem aqui, me abraça vem. – a abraça.
Any: Troço... – sussurrando pesarosa.
Josh: Meu amor, eu acho que por hoje já deu. – pôs o cabelo dela atrás da orelha. – Você precisa descansar. – dando um beijo nos lábios dela.
Noah: É mesmo, não é bom você ficar agoniada assim Any, tem que descansar. – sorrindo.
Josh: Any me diz uma coisa. – vendo a toalha no corpo dela. – Pode me dizer por que raios você tirou a roupa? – franziu a testa, aborrecido.
Any: Hm... – o encarou nervosa. – Você não fala que temos que tomar banho sem roupa? – deu um sorrisinho amarelo.
Josh: Mas isso é no banheiro meu amor. – a olhou alarmado. – Aqui não pode, você tem que usar biquíni! – apertando o narizinho dela. – Nossa sorte foi que você entrou rápido no mar, senão esses marmanjos teriam visto você. – com bico insatisfeito.
Any: Ciumento. – sorrindo de lado.
Josh: Sou mesmo. – cheirou sua bochecha. – Bem galera, para mim já deu. – avisou. – Depois dessa eu estou indo embora com a minha mulher. – acenou. – Bye !
Any: Tchau gente! – se despediu dos amigos e os dois caminharam até o quiosque, onde estavam suas coisas.
¨¨¨¨
Mais tarde, na mansão Soares. Bailey e Magá chegavam da praia, ele vinha se acabando de rir.
Magá: Será que dá para parar de rir Bailey? – cruzou os braços, irritada.
Bailey: A Any é uma sereia! Eu vi, eu vi! – imitando a irmã. – Você é doente Magá. – gargalhando e negando com a cabeça. – Eu vou dormir, vai que a loucura seja contagiosa? – ergueu a sobrancelha e sobe para o quarto.
Magá: Que i****a! – rolou os olhos, andando de um lado para outro.
Priscila: O que está acontecendo aqui? – se aproximou, saindo da cozinha. – Escutei risos.
Magá: Era o Bailey, rindo de mim outra vez. – ergueu a sobrancelha, jogando sua bolsa por ali.
Priscila: Posso saber o porquê?
Magá: Mamãe, hoje aconteceu uma coisa muito estranha. – olhou a mãe, de maneira invocada. – Eu quase morro afogada. – contou.
Priscila ficou verde de susto.
Priscila: O que? – arregalou os olhos, preocupada. – Mas o que aconteceu com você meu amor? Está tudo bem? – tocou o rosto da filha, apavorada.
Magá: Está tudo bem mamãe, relaxa! – se soltou. – Eu quase me afogo, mas a Any me tirou do mar. – suspirou.
Priscila engoliu o seco.
Priscila: O que tem? – acalantou a garganta. – Você deveria agradecê-la.
Magá: Não é essa a questão! – olhou a mãe.
Priscila: O que então? – olhando para os lados.
Magá: Eu vi uma cauda azul ao invés das pernas dela! – enfatizou e Priscila começou um ataque de tosses. – Eu tenho certeza do que eu vi! – bateu o pé. – A Any é uma sereia! – declarou séria.
Priscila a olhou de esgoela.
Priscila: Gabriella você enlouqueceu? – coçando a nuca e começando a rir para disfarçar seu nervoso. – Que loucura é essa garota?!
Magá: Você também acha que eu estou louca? – olhou a mãe, revoltada. – Não acredito mamãe!
Priscila: Eu não acho, eu tenho certeza! – olhou perplexa. – Sua irmã, uma sereia? Mas nunca!
Magá: Pareceu muito real mãe! – pensativa. – Tenho certeza absoluta que a ouvi falando embaixo da água. A voz dela estava bem nítida, como se falasse apenas com a força da mente.
Priscila: Filha você estava fantasiando. – negava com a cabeça, atordoada. – Não é nada disso! – tocou os cabelos cacheados da filha, na tentativa de acalmá-la. – Agora vai dormir que você precisa descansar. – a abraçou pelos ombros. – Vamos, eu vou com você.
As duas sobem, mas Magá ainda estava com dúvidas, rolou os olhos e resolveu esquecer esse assunto. Poderia realmente ter sido uma alucinação, mas nunca tinha tido uma tão real quanto a que teve hoje. Coisa de louco!
Tratou de esquecer isso e foi tomar um banho, não estava nem um pouco a fim de passar a noite inteira pensando na i****a da Any.
¨¨¨¨
Joshua e Any estavam vendo um filme, com Lurdes e Lili. A garota estava entre as pernas do noivo e acariciava de leve a barriga, já estava quase dormindo até que dá um pequeno pulo de susto.
Any: Ai. – reclamou, com a mão na barriga.
Josh: O que foi Any? – perguntou preocupado. – Está tudo bem? – também tocou o ventre dilatado.
Any: Não sei, foi uma pontada. – acariciando a barriga, ainda um pouco assustada.
Lurdes: Espera, me deixa ver. – se aproximou e colocou a mão na barriga dela, sentiu que o bebê estava se mexendo dentro da barriga e não pôde evitar sorrir. – Isso é a sua filhinha que está se mexendo. – contou e Any a olhou, chocada. – Ela está chutando meu amor. –sorrindo de orelha a orelha.
Josh: Cadê? – arregalou os olhos, curioso. – Eu quero sentir.
Lurdes: Eu não sei se vai chutar de novo, mas está mexendo. – coloca a mão de Joshua, onde estava a sua.
Josh: É verdade, ela está mexendo! – sorriu eufórico. – Isso filha, agora chuta para o papai! – pediu todo babão.
Any: Josh, não. – fez careta, rindo. – Isso faz cosquinhas.
Josh: Ela vai ser muito espertinha. – acariciando a barriga e em seguida dando um beijinho. – Não é pequenininha? – falando com voz de bebê. – Por que você não chuta hein? Pode chutar o tanto que quiser, o papai não se importa em esperar.
Lurdes: Você fala isso porque ela não está chutando você. – riu, cruzando os braços.
Any: É verdade. – indagou, com bico.
Josh: Onw minha emburrada. – sorrindo de lado. – Senta aqui. – lhe fazendo sentar do lado dele. – Te amo. – sussurrando no ouvido dela.
Any: Eu também. – dá um selinho nele, acariciando a barriga.