Capítulo 13

2346 Words
Savannah: Ai Magá. – se compadeceu. – Você não está vendo que o Josh só que comer ela? – disse com uma careta. – Está muito obvio que ele só quer sexo, você conhece o meu irmão! Magá: Você acha? – mordeu o lábio e Savannah assentiu freneticamente. – Que raiva, mesmo assim não me conformo! – coçou a nuca. – Espero que ela seja r**m de cama, pelo menos pior do que eu. – olhou as unhas e Savannah a olhou, sem entender o que tinha a ver uma coisa com a outra. – Ai amiga, eu fui péssima. – desabafou chorosa. – Seu irmão tem um... – gesticulou. – Enorme! – contou e Savannah corou. – Eu não aguentei tudo e ele sequer gozou, me mandou sair de cima dele, se vestiu e foi embora. – dizia agoniada, Savannah a olhava sem acreditar. – Tenho certeza que ele não gostou de t*****r comigo! Savannah: Mas também hein Magá? – negava com a cabeça. – Você é uma estúpida mesmo! –dá um pedala na amiga, que ficou ainda mais preocupada. ¨¨¨¨ Na hora do jantar todos os convidados se sentaram na extensa mesa da família Beauchamp, assim que todos se acomodaram, foi servido o sorbet, um tipo de sorvete meio azedo, que servia para limpar o paladar. Any que já estava acostumada a apenas comer coisas boas, odiou o bendito sorbet assim que o pôs na boca. Any: Ai Josh. – fez careta, devido ao azedume. – Isso é muito r**m! – cospe tudo. Josh: Any, não se deve cuspir a mesa. – sussurrou um pouco envergonhado.  Todos olhavam a menina de forma torta. Any: Desculpa. – pediu sem graça, olhando os convidados. Úrsula: Não tem problema meu bem. – a acalmou, sorrindo e pegando sua mão. Magá: Mas que m*l educada! – dizia negando com a cabeça. Priscila: Será que é minha mesmo? – se perguntou baixinho, ao ver o péssimo comportamento. Silvio: Você não gostou do sorbet  Any? – perguntou de forma amigável. Any: Não. – negou, com uma caretinha. Ron: Levem então. – um dos empregados se aproximou e pegou o prato de Any, o levando embora. Alguns minutos depois, finalmente é servida a entrada do jantar. Any: Mas só isso de comida? – perguntou indignada, observando a pequena quantidade de camarão defumado no prato. Estava com muita fome e só aquilo não saciaria seu apetite. Josh: Amor, isso é a entrada. – disse baixinho, sorrindo amarelo às pessoas. Any: E qual é a saída? – ergueu a sobrancelha, confusa. Josh: Não tem saída! – ele grunhiu, ainda baixinho. Magá: Mas como você é burra e chata hein garota?! – se levantou, berrando. – Eu tenho muito mais classe que você! – enfatizou, deixando Any aborrecida. – Não sei o que Josh viu na sua figura, só podem ter sido seus p****s mesmo. – debochou. Any: Eu não sou burra! – também se levantou, vermelhinha de raiva. Silvio: Calada Maria Gabriella! – o homem se meteu, aborrecido. – Deixe a namorada de Joshua em paz e se ponha no seu lugar de convidada! Magá: Mas papai... – arregalou os olhos, sem acreditar que seu pai estava defendendo aquela qualquer. Silvio: Mas nada! – interrompeu. – Sente-se já! – ordenou e a filha se sentou, contrariada. – Perdão Any. – pediu, também se sentando. Any: Tudo bem. – também sorriu, sentando em seu lugar um pouco envergonhada, novamente todos estavam olhando para ela. Assim que eles pararam de olhá-la ela se sentiu a vontade para comer a tal da saída, ou melhor, a entrada. Olhou para o prato e tomou um baita susto ao ver que conhecia seu jantar. – Silvestre! – sussurrou, chocada. Josh: Hã? – a olhou, confuso. – O que foi agora? Any: É o Silvestre! – apontou o camarão, de forma discreta, a fim de evitar mais alardes. Josh: Que? – ainda a olhava confuso. – Que Silvestre? – indagou. Any se calou, sabia que aquele camarão era Silvestre, sabia não, tinha certeza!  Josh: Também não vai comer os camarões? Any: Eu não posso comer o Silvestre! – sussurrou de cabeça baixa. Josh: Porque não meu amor? – pegou sua pequena mão e deu um beijo. – É muito gostoso! – pegando um pedacinho do seu prato e dando para ela. – Prova. – pediu. Any: Me perdoa Síl. – deu um sorrisinho falso. – Está certo que você não gostava de mim, mas eu também não gostava de você. – lembrou-se das vezes que Silvestre lhe tratava m*l. – Você morreu e eu tenho que comer você agora. – coçou a nuca. Joshua a olhava com cara de tacho, tinha que lembrar a tia Lurdes para que não lhe deixasse muito tempo na frente da TV. Any pega o camarão e mastiga.  Any: Hm, Síl. – arregala os olhos. – Como você é gostoso! – sorriu empolgada para comer o resto dos camarões, não os conhecia mesmo. Any terminou de comer e resolveu beber um gole de vinho branco, o problema é que ela achou um tanto forte demais e quase se engasgou, só não o fez porque cuspiu a bebida em cima de Savannah que estava ao seu lado. Savannah: Ahh! – gritou histérica enquanto se levantava. – Você é louca garota?! – perguntou irritada e todos olharam a cena em choque. Any: Ai! – pôs a mão na boca. – Desculpa! Savannah: Você resolve estragar logo o meu vestido de Paris, que custou uma nota! – a olhou furiosa, ignorando o pedido de desculpa. Úrsula: Não é para tanto Savannah! – interviu, se levantando. Magá: É claro que é tia! – olhou Any com um olhar assassino. – Essa garota parece que é louca! – rolou os olhos e Any começou a chorar. O coração de Priscila ficou apertadinho, a mulher não entendia o porquê, afinal nunca tinha gostado da filha, mas ver outras pessoas lhe maltratando não lhe agradava. Queria abraçá-la e pedir para que ela parasse de chorar. Silvio por sua vez, também sentia o mesmo. Apenas não sabia o motivo de sentir tanto carinho por uma moça que ele sequer conhecia direito. Sina: Oh linda! – foi até ela-, que agora chorava abraçada a Joshua. – Vem comigo. Any: Desculpa Josh. – pediu, o olhando com os olhos vermelhos. Josh: Não tem problema meu amor. – piscou. – Vai com a Sina! Any assentiu e Sina a levou até o banheiro. Priscila deu uma desculpa e foi atrás das duas. Sina: Não chora mais estrelinha! – pediu, assim que entraram no banheiro.  Priscila ficou ouvindo a conversa atrás da porta, curiosa por ouvir o que elas diriam. Any: Ninguém gosta de mim. – fungava. – Eu não sei fazer nada, tudo eu erro. – resmungava. Sina: Any, você sabe que isso não é verdade. – tocou os cabelos dela e a obrigou a olha-la. – Eu e a Sosô te amamos! – sorriu de lado. – E agora você também tem novas amigas, a Joalin, a Sabina, a Lurdes que pelo que estava me dizendo te adorou... Você não nos considera? Any: Considero. – assentiu. Sina: E agora você também tem um gato, tem o Josh que segundo o Lamar está de quatro por você. Any: Eu gosto de todos, mas eu queria a minha mãe. – retrucou, chorando. – Eu queria, eu queria ela! – enfatizou. Priscila deixou uma lagrima cair, merda porque ela estava chorando?! Sina: Ah Any, não faz assim, ela não está aqui. – abraçando-a. – Odeio quando você fica assim. – beijou os cabelos dela. – Talvez ela não pudesse cuidar de você e te deixou com a gente. – mentiu, jamais tinha contado a Any tudo o que a mãe dela tinha dito quando lhe abandonou. Any: Não. – negou se afastando. – Eu sei que foi por que ela não queria um monstro, eu sou um monstro! – secou as lagrimas, sem sucesso. Sina: Não, você não é um monstro Any! – enfatizou. – Você é linda, maravilhosa! –sorrindo e enxugando as lagrimas dela. – E você tem sim, pessoas que te amam demais, inclusive eu! – apontou para si mesma. Any sorriu de lado e a abraçou, recebendo um beijinho na testa. Do lado de fora, Priscila não sabia sequer o que pensar. Enxugava as lágrimas de maneira pesarosa. Josh: Escutando atrás da porta tia? – chegou de repente, fazendo-a dar um pulo. Priscila: Ah senhor! – fechou os olhos, com a mão no peito. – Você quer me matar menino? Josh: O que estava ouvindo aí? – ignorou. Priscila: Eu? – apontou para si mesma, ele assentiu. – Nada... – deu de ombros. – Eu apenas estava arrumando minha blusa e... – o olhou estranhamente. – Ah, eu não estava ouvindo nada! – sai sem lhe dar mais explicações. Josh: Vamos ver. – começa a ouvir. – Ora Josh, você estava dando uma bronca na Priscila por isso. – repreendeu-se, pensativo. – Ah, que se dane! – começa a ouvir e escuta a voz de Any, se lamentando. Any: A irmã do Josh me odiou. – fungava, parando de chorar. – Ainda mais depois do cuspe! – arregalou os olhos. Sina: Se acalma minha flor. – deu de ombros. – Isso é coisa dela, ela é assim mesmo. Any: Por que eu não sei fazer nada, sou uma i****a. – coçou a cabeça. Sina: Não fala besteira, se ele não gostasse não estaria com você. – riu. Any: Ah Sina, tinha me esquecido de dizer. – lembrou-se. – Hoje eu parei de sangrar pela conchinha. – sorrindo aliviada. Josh: Parou de sangrar? – ergueu a sobrancelha, falando para si mesmo. – Perfeito, hoje a Anyzinha vai ter noção do que são as coisas boas da vida! – abriu a porta e entra no banheiro, interrompendo as duas. Sina: Oi Joshua. – pôs o cabelo atrás da orelha. Josh: E então Sina, ela já está melhor? – dando um beijinho em Any. Sina assentiu sorrindo. – E então minha linda, vamos? Any: Mas já? – o olhou confusa. Josh: Sim, vamos agora! – disse, sem conter a vontade que estava de f********o com ela. Any: Vamos. – assentiu sorrindo e os três saem do banheiro. ¨¨¨¨ Josh: Mamãe, eu já vou. – anunciou se aproximando da mãe. Úrsula: Mas já filho? – o olhou confusa. Josh: Sim, a Any está passando m*l. – ele mordeu o lábio, olhando-a. Any: Eu não estou não... – começa, mas ele tapa a boca dela. Josh: Ela não quer incomodar. – deu um sorrisinho falso. – Mas ela está sim. Úrsula: Oh querida o que você tem? – tocou os cabelos dela. Priscila: O que tem a minha fi... – interrompe-se, com os olhos cerrados. – Quer dizer, o que ela tem? – quis saber, como se não quisesse nada e se aliviou ao notar que eles não tinham notado. Josh: Ela está apenas com um pouco de dor de cabeça, mas já passa. – explicou, ainda tapando a boca dela.  Priscila o olhou, desconfiada. Úrsula: Então eu vou chamar a Lurdes... – já ia saindo, mas é interrompida. Josh: Não! – berrou. Úrsula: Mas porque não filho? – o olhou, chocada. Josh: Acontece que Any e eu não vamos para casa. – comentou e arregalou os olhos. – Ai amor! – fez careta, afinal Any tinha mordido a sua mão. Any: Pra onde a gente vai Josh? – perguntou curiosa. Josh: Você adora morder não é bebê? – sorrindo falsamente, enquanto a mão estava em merda, ela assentiu freneticamente. – Vamos dar uma volta. – respondeu sacudindo a mão. Úrsula: Bem, então quer dizer que vocês já vão? – os olhou, penosa. Josh: Sim vamos. – coçou a nuca. – A tia Lurdes pode dormir aqui mamãe? – perguntou, com um sorriso pidão.  Úrsula já tinha sacado que os dois queriam t*****r. Úrsula: Claro que sim. – sorriu dando de ombros. – Vocês podem ir se divertir. – deu uma piscadela discreta ao filho. – Juízo hein? Josh: Valeu mãe! – piscou da mesma forma e em seguida saiu, levando Any. ¨¨¨¨ Any: Josh? – o chamou pela terceira vez, enquanto ele dirigia. – Para onde a gente vai? Josh: Vamos fazer uma coisa muito gostosa. – explicou, babando nas pernas dela. Any: Gostosa igual chocolate e o Síl? – ergueu a sobrancelha e ele assentiu, fazendo-a sorrir contente. – Onde estamos? – franziu a testa, ao vê-lo parar o carro em um lugar cheio de brilhos. Josh: Em um motel. – respondeu enquanto paravam na recepção. Recepcionista: Pois não senhor Beauchamp? – o olhou de maneira safada. – A mesma de sempre? Josh: Dessa vez não. – ergueu a sobrancelha. – Eu quero a melhor, a presidencial! – enfatizou, olhando Any que estava olhando as plantinhas do outro lado, distraída. Recepcionista: Pois não. – sorriu, checando o sistema. – Aqui. – entrega o cartão. – Suíte trinta e nove. Josh: Perfeito. – arranca com o carro para dentro do motel.  Any olhava ao redor confusa, não demora e Joshua estaciona em uma extensa garagem.  Josh: Vem linda. – a ajudou a sair do carro. – Entra princesa. – pediu assim que abriu a porta da suíte. Any: Josh, por que a gente não vai embora? – perguntou, coçando a nuca. Josh: Porque quer ir embora? – a olhou, sem entender. Any: Eu acho que tem alguém muito m*l aqui. – resmungou, franzindo a testa. Josh: Sim, eu sou m*l! – pensou sozinho, malicioso. – Porque diz isso linda? Any: É porque eu ouvi uma mulher gritando muito alto nessa casa do lado. – apontou preocupada. – Eu acho que é melhor a gente ajudar. – ia saindo, mas ele a detém. Josh: Não! – lhe segura. – Você vai ficar aqui, a moça vai ficar com raiva se você interromper. – ela assentiu.  Joshua começou a beijar o pescoço dela e foi trazendo-a pra dentro, fechou a porta e trancou. Any: Josh... – chamou.
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