Encontrando a família

1875 Words
. Demos nossos depoimentos e também mostro todas as mensagens que o Marcelo estava mandando para o meu celular ao delegado. O pessoal do grupo também foi nos apoiar e dar seus depoimentos, não deixando duvidas de quem foi o causador. —Você cometeu erros, mas agiu em legitima defesa. — Delegado simões fala para Victório. —O que vai acontecer com o Marcelo? —pergunto ao delegado preocupada em ele ser solto e fazer novamente. —Ele vai ser preso por varias acusações assim que for liberado do hospital. — o delegado responde e eu fico aliviada. —Vamos! —Victório fala se levantando da cadeira ao meu lado. —Passa no hospital pra ver essa mão. —o delegado sugere, se levantando para cumprimentar com aperto de mãos. Saímos da delegacia e os amigos do Victório estão do lado de fora nos esperando sentados discutindo o caso. As meninas também estão aqui e me contaram que assistiram a tudo do carro, ja que os namorados pediram. —Obrigado pessoal, vocês são f**a! — Victório agradece com a mão oposta a inchada — Amigos são para isso! —eles falam se cumprimentando com o dia clareando. Cada um entrou em seus devidos carros e nós também. Ele foi dirigindo, mesmo com a mão ferrada, disse que está muito agitado para ir no carona. O silêncio está reinando entre nós e eu me sinto nervosa, quero fazer carinho nele, mas talvez ele precise de espaço. Subimos para o meu apartamento e o Max está balançando o rabinho de alegria por nos ver. Victório seguiu direto para o quarto e eu fui ver se o Max precisa de alguma coisa. Coloquei mais um pouquinho de ração na vasilhinha dele e fui para o quarto após limpar seu xixi. —Posso tomar banho com você? Me sentindo insegura, pergunto ao entrar no banheiro e ver que ele está debaixo do chuveiro, apenas deixando a água cair em suas costas. —Vem cá! —ele fala abrindo a porta do box transparente. Entro no mesmo espaço ele, que me abraça e eu choro. —Senti muito medo que acontecesse alguma coisa com você. Eu te amo! —declaro escondendo meu rosto em seu pescoço. Ele me aperta em seus braços e sinto a rapidez da sua respiração subindo e descendo. —Quando eu vi aquela arma na sua cabeça eu... — diz e respira fundo. —Ele vai ficar preso, não vai? —Ele tem acusações suficiente para ficar preso por anos. —responde e um peso sai das minhas costas. Fomos para o quarto e la fizemos amor. Sempre reafirmando seu amor por mim e eu por ele. *** O interfone toca, nos acordando e dou graças a Deus, pois estava num pesadelo em que o Marcelo voltava e nos fazia refém. —Pode deixar que eu atendo. —Victório fala colocando seu roupão. Levanto e vou ao banheiro fazer xixi, lavo meu rosto e visto meu roupão, já que estou apenas de calcinha e pretendo ir ver quem é. Chego na sala e dou de cara com o delegado Simões saindo do elevador. Logo fico preocupada por não saber o que nos espera. —Bom dia, doutor! Desculpa ir direto ao ponto, mas o que aconteceu? —questiono imaginando mil coisas. —Bom dia! Eu sinto muito, mas vim pessoalmente dar a noticia que o Marcelo fugiu. —ele fala e eu, que estava sentando no sofá, dou um pulo me levantando de novo. —Como isso aconteceu? — Victório indaga com raiva na voz. —Deram auxilio a ele no hospital e pelas câmeras vimos que foi uma mulher. Por isso eu vim aqui, para saber de você, se ele estava envolvido com alguma mulher. Lembra de alguém? — pergunta olhando para mim. —Depois que nos separamos, eu me desliguei totalmente dele e não sei nada sobre sua vida. Pode ser qualquer uma. —respondo pensativa, tentando puxar algum nome, mas nada e vem a cabeça. —Entendo! Então eu já vou e manterei vocês informados. Tenham cuidado! —avisa e concordamos, mesmo insatisfeito com a capacidade da policia em manter uma pessoa preso. Acompanhamos o delegado até o elevador, com Victório deixando claro o que pensa dos serviços da policia no momento e depois que ele vai embora, meu namorado me abraça. —Calma, eles vão acha-lo! — tenta me acalmar, mas no momento estou com medo. —Quero te levar na casa da minha irmã hoje a tarde. Vamos? — declara mudando de assunto. —Vamos sim, mas agora, eu vou voltar a dormir e esquecer esse pesadelo. —digo me afastando dele e voltando para o quarto, assim como ele. Deito em seu peito com meus pensamentos brigando entre sí, mas minutos depois pego no sono, sentindo sua respiração em meus cabelos. Acordo de novo com um barulho, mas agora era o meu celular. Olho a hora e concluo que dormimos por mais de 3 horas, já passando da hora do almoço. Saio do quarto, para o Victório não acordar e vou para a sala. —Bom dia, pai! —falo ao atender o celular, pegando o Max no colo e sentando no sofá. —O que aconteceu? Está passando no jornal o que aconteceu com vocês numa boate. —ele fala para minha surpresa e está muito preocupado. —Desculpa! Não sabia que ia sair na mídia, pai, senão já teria ligado pra vocês. —falo com pesar por eles descobrirem dessa forma. Conto resumidamente e chorando, sentindo o medo voltando a me abraçar. Meu pai está puto com o Marcelo, ainda mais por não poder fazer nada. E quem não estaria? —Quem será que o ajudou? — questiona furioso. —Não faço a mínima ideia. Deve ser uma qualquer que caiu na lábia dele. —falo acariciando o Max e conversamos mais um pouco sobre o acontecido. —Nos vemos na empresa. Tudo bem? Te amo! —pergunto, pois almoçamos juntos, quase todos os dias. Após dizer que me ama, desligamos a ligação, deito no sofá e começo a conversar e brincar com o Max. —Você é meu filhinho e vai ser pra toda vida, sabia? —falo e ele lambe meu rosto, me fazendo sorrir. —Vamos ver, se você fez coco e xixi, certinho. —caminho para a área de serviço e ele vem atrás, parecendo uma bolinha de pelo branca. —Ti mininu marlindo, mamãe. —falo com voz de neném, assim que vejo seu xixi e coco no jornal que o Victorio colocou no chão da área, mostrando que o treco que ele comprou funciona mesmo. Faço bastante carinho nele, para que entenda que fez o certo e preparo para fazer a limpeza. Com luvas amarelas, pego os produtos e limpo toda a sujeira que o Max fez, lavando as mãos no tanque. Aproveito também e coloco ração para ele e troco sua água. Sigo para a cozinha e preparo ovos mexidos com bacon, mesmo já sendo 14:00 horas da tarde. Pego o suco de graviola na geladeira, coloco tudo numa bandeja e levo para o quarto. Deposito a bandeja na mesa e vou acordar, meu lindo. O acordo com beijos em suas costas e devagar ele vai acordando. —Hmm... cuidado, vai acabar me mimando. — fala com a voz rouca de sono. — olha lá quem apareceu. Diz se ajeitando na cama para podermos comer juntos e com a cabeça me mostra um lindo passando pela porta. Max se aproxima da cama e dá dois latidos para que possa subir na cama e assim eu o pego rindo. Tomamos nosso café conversando sobre tudo, menos sobre o Marcelo, ja que combinamos assim. Depois do café fomos tomar nosso banho para sairmos. Nosso almoço correu tudo bem, num restaurante bem charmosinho e aconchegante, mas nossos celulares tocaram diversas vezes querendo saber se estávamos bem com o ocorrido. —Boa tarde! —Lívia, minha cunhada, fala assim que chegamos na casa do pai deles. Ela é linda, alta e também de olhos azuis. Suas roupas de grife e acessórios demonstram que ela gosta desse mundo da moda e com certeza está antenada a ele. Estou me sentindo tensa, pois eles podem achar que tenho culpa com o que aconteceu na boate, mas decido passar por cima da minha preocupação. —Boa tarde! —a cumprimentando com dois beijinhos. —O que fez com ele? Ele era avesso a namoros. —ela pergunta sorrindo olhando para o irmão. —Cadê os meninos? —Victório pergunta, fugindo da questão. —Estão lá atrás. —responde caminhando e nós a seguimos de mãos dadas. —A casa é linda e clássica, incrivelmente apaixonante, mas quando chegamos num imenso quintal gramado com piscina, vemos duas crianças de uns 4 anos brincando de montar lego. —Adrian! Collin! Olha quem está aqui. —Lívia fala e eles vem correndo, assim que vê o tio. —Titiio! —eles falam em uníssono e vem correndo, pulando nos braços dele. Estou adorando ver isso! —Ei meninos, tudo bem? —Victório fala dando um abraço nos dois, que sorriem largamente com a sua presença. Sentamos nas cadeiras da piscina começando a conversar, vendo as crianças brincando e não demora muito para o senhor João chegar, se envolvendo na conversa. Depois de meia hora que havíamos começado a conversa, Ian, o marido da Lívia, também apareceu. Eles são bem serenos e educados, não me deixando saber o que pensam sobre o acontecido. Conversamos um pouco de tudo, menos sobre o Marcelo. Mesmo ja sabendo, ninguém tocou no assunto e eu resolvi não falar nada. Com um tempo de conversa, sento na grama com os gêmeos, começando a brincar com os meninos de montar lego e o resto dos adultos ficaram conversando entre sí. Apesar de eu está brincando, minha cabeça fica a milhões, já que o Victório quase morreu por minha causa e o Marcelo está foragido. Eles provavelmente, reprovam nosso namoro. O que não seria surpresa. Depois de uma tarde bem agitada com os gêmeos, fomos para casa, após passarmos algumas horas com a família dele. —O que tanto você pensa? —ele pergunta depois de fazermos amor, já deitados para dormir. —Nada não, Baby. —respondo tentando disfarçar meu incomodo, me ajeitando em seus braços. —Você pode ter muitos erros, mas mentira não é uma deles. O que te aflige? — questiona acariciando meus cabelos. —Sua família deve reprovar o nosso namoro. Ontem você quase morreu por minha causa. —confesso triste. — Não fica assim, minha vida. Eles entendem que eu te amo e com certeza. Eles ficaram preocupados com essa situação, mas não reprovam o nosso namoro. —fala me dando um selinho carinhoso na boca.— E mesmo se não aprovassem, isso não iria interferir em nada. —Eu aprendi que não se pode dar muito importância ao que as pessoas pensam, mas nesse caso, é a família do homem que eu amo. — explico com o nariz encostado no dele e ele sorrir. —Que te ama muito e f**a-se o resto! —conclui sorrindo, me abraçando e nos ajeitamos para dormir. ***** ***** O que estão achando da história? Beijoks!
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