—Já percebeu o quanto seu corpo está mais definido?
Meu lindo indaga me olhando, enquanto passo hidratante por toda a minha pele antes de sair para o trabalho. Estou nus em sua frente, após o banho e como quase sempre fazemos de manha, hoje não poderia ser diferente, nos amamos na cama numa rapidinha bem gostosa.
—Eu reparei sim e estou amando. Esse esporte está me fazendo muito bem! Enquanto estou subindo a parede, me desligo do mundo e esse tempo só pra mim, é muito bom.
—Está ainda mais gostosa! — declara me abraçando por trás, inspirando em meu pescoço e sentindo meu aroma.
—O que acha de sairmos para acampar? Os caras decidiram ir no sábado.
—Já quero!—respondo animada e ele rir me apertando em seus braços
—Imaginei! —ele fala e me vira para um beijo.
—Podemos deixar o Max com meus pais. —sugiro vendo meu bebê deitado em minha cama.
Max está com oito meses e imagina o tamanho dele. Um absurdo de grande, com o pelo todo branquinho e lindo como sempre imaginei.
—Você ama esse cachorro fedido, né?! —diz brincando, pois o ama tanto quanto eu, e de fedido ele não tem nada.
—Você vai deixar ele falar assim de você, meu filho? Ahh eu já tinha dado uma mordida na b***a dele. —falo com o Max que está nos olhando e ele late, nos fazendo rir.
Depois de um selinho em seus lábios, fomos para o closet nos arrumar para o trabalho. Como hoje tenho três reuniões em empresas diferentes, visto um vestido preto, com seu comprimento até os joelhos e que marcam minhas curvas, mas não tão justo para ser vulgar. sandálias altas pretas e vários acessórios.
—Você fica lindo de terno.— declaro ajeitando a gravata dele, já dentro do elevador.
—E você sexy demais com esse vestido. Não acha muito para o trabalho? — questiona incomodado.
—Acho que estou no ponto! —respondo com duplo sentido e ele sorrir de lado.
—Você não presta, Hanna Carter! —diz e cheira meus cabelos.
—Hoje vou demorar um pouco para chegar. Tenho um jantar de negócios num restaurante aqui perto. —avisa abraçado a mim por trás e eu concordo assim que o elevador se abre.
Com um selinho nos lábios, nos despedimos na garagem e cada um entrou no próprio carro. Com a empresa do meu pai é bem pertinho, não demora muito e eu chego.
—Bom diaa! — falo ao abrir a porta do meu pai e minha mãe não está, vendo que meu pai está disperso. —Cadê minha gostosa?
—Sua mãe pediu pra não te contar, mas acha que tem algo errado com o seio dela e foi no médico ver isso. —ele fala e eu fico chocada com a noticia.
—E por que o senhor não foi junto? —pergunto me levantando da cadeira que acabei de sentar.
—Era pra consulta ser hoje a tarde, mas houve uma desistência e eu não pude ir junto. Tenho uma reunião muito importante com os investidores da china agora e não posso cancelar. —ele fala se sentindo culpado.
—Vai la, fica com ela pra mim. — ele pede e obviamente eu concordo.
—Onde é? —pergunto e após ele me falar o endereço, dou um beijo em seu rosto. — Vai ficar tudo bem.
—Saio da empresa e dirijo o mais rápido que eu posso. Pensando em como minha mãe deve está se sentindo e isso corta meu coração. Chego na clinica a tempo de ve-la aflita, sentada na sala de espera.
—Ei gostosa, não adianta fugir de mim. Eu sempre te acho! —falo sorrindo, tentando passar calma para ela.
—Estou com medo! — confessa e vejo os lábios delas tremerem com vontade de chorar.
—Seja o que for, vamos enfrentar isso juntas. — afirmo a vendo sorrir.
—Antônia Reynolds Carter! —uma moça de cabelos escorridos chama e nos levantamos.
—Vai dar tudo certo! Não se preocupe. —digo e entramos de mãos dadas.
— Deite-se ali. —a médica aponta a cama para fazer a avaliação, após a conversa das duas em sua mesa e minha mãe expor o problema.
—Você fez bem em procurar um mastologista. Se acha que tem algo errado, esperar pode atrapalhar o processo, mas não se preocupe... —a médica diz e continua. —Vou pedir exames para comprovar, mas esse carocinho é um cisto pré-menopausa e pode aparecer nos dois s***s. Você deve diminuir tudo o que faz aumenta-lo, como: cafeína, chá e chocolate. —ela fala confiante para o nosso alívio.
Saímos da clinica aliviadas em não ser algo pior, mas mesmo assim ficou combinado de fazer o exame que a doutora pediu.
—Cortar chocolate? Estou fodida! — indaga revoltada e eu rio colocando meu cinto de segurança, a vendo fazer o mesmo ao meu lado.
—Por não quis me contar? Lembra que somos amigas? Somos você, papai e eu contra o mundo. Lembra? — a faço lembrar e ela sorrir pra mim.
—Eu não queria te preocupar, filha.
—Essas coisas, mesmo que nos preocupem, tem que ser divididas, mãe. Mas o que acha de, alem desse exame, ir no seu medico e pedir um check up completo? —pergunto e ela concorda disposta a se cuidar com mais atenção. Ligo o carro e voltamos conversando para a empresa.
Hoje o trabalho estava bem puxado e tive que resolver alguns contratempo. Alguns homens que trabalham para mim, ainda torcem o nariz para algumas coisas que falo ou ordeno. Não sei se por eu ser mulher ou ser a filha do chefe, mas confesso que passar por esses testes diariamente cansam. Não vou deixar a peteca cair e se for preciso tomarei atitudes.
Ergo meu pulso para olhar as horas e vejo que ja deu 16:00 horas. Resolvo ir na casa do meu sogro fazer uma visita, já que hoje é sua folga e ele costuma ficar sozinho em casa.
—Boa tarde, seu João! Tudo bem? —pergunto assim que entro na casa, o vendo sentado em sua sala e ele está vendo jornal na tv.
—Boa tarde, Hanna! Aconteceu alguma coisa com meu filho?
Questiona levemente assustado, se levantando da poltrona que se encontrava, pois nunca vim aqui sozinha.
—Vim te fazer uma visita. Aceita caminhar comigo na praia? —pergunto calmamente e ele sorrir.
—Ah minha filha, não precisa, eu já sou velho. — diz insinuando que eu tenho mais o que fazer do que caminhar com ele.
—Primeiro que velho é o mundo e não o senhor. E segundo, que minhas opções no momento são: arrumar a casa ou caminhar com o senhor na praia vendo o por do sol. Eu prefiro a segunda e o senhor? —respondo sorrindo.
—Vou trocar de roupa e já volto. —ele diz já se virando, enquanto sorri.
—Esperto!
Sento na poltrona para esperá-lo e alguns minutos depois, já estamos caminhando descalço, na areia da praia.
Conseguem pensar em algo mais bonito que o por do sol na praia? A areia branca sob nossos pés, pessoas caminhando enquanto o sol insiste em querer beijar o mar, ao mesmo tempo que a lua da o ar da graça de mansinho. E pra fechar, uma ótima companhia ao meu lado.
—Ele sempre foi reservado, mas sempre com muitos amigos. —seu João fala orgulhoso do filho.
Estamos caminhando com o pé na água, sentindo a leveza que o mar nos traz, conversando sobre tudo um pouco e nosso assunto no momento é o Victório.
—Já a Lívia, sempre foi dondoca. Eu a mimei muito! —diz sorrindo, sendo o fofo que é.
—O senhor fez um bom trabalho! Seus filhos são educados, gentis e muito honestos. No mundo de hoje, isso é uma tremenda qualidade. —falo apontando para um banco e nos sentamos.
—Fico feliz que ele tenha te encontrado. Você faz bem a ele e que venha os netinhos. — declara esperançoso e eu rio alto, jogando a cabeça para trás.
—Ah, seu João! Tudo o que eu mais quero é ter uma linda família. —conto meu sonho, o fazendo sorrir.
Tranço meu braço no seu e ficamos ali, juntos, admirando a maravilhosa vista, degustando um pouquinho do que Deus nos presenteou.
—O que acha de comermos um bom peixe no quiosque? —pergunto querendo estender a noite, sentindo meu estômago reclamar.
—E meu filho?
—Ele tem uma reunião de negócios hoje. Não vai poder se juntar a nós. —respondo já me levantando.
—Então, acho que um peixe vai cair muito bem. —concorda e se levanta para irmos ao quiosque.
Que noite agradável nós tivemos! Conversamos sobre tudo, inclusive, sobre a mãe do Victório. Ela era uma mulher esplêndida e com muitas qualidades. Ele conta tudo com um lindo sorriso no rosto. Enfim! Nossa noite foi uma delicia! Com direito a algumas selfies, pra registrar esse momento, que se depender de mim será repetido muitas vezes.
Chego em casa horas depois, com meu celular descarregado e já sigo para o quarto. Vou colocá-lo para carregar enquanto tomo banho. Quando abro a porta do quarto, me assusto com Victório sentado na cama, olhando seu celular.
—Oi, baby e o jantar? Na foi ou já acabou? — Pergunto pois ainda são 8 da noite.
—Onde você estava e com quem estava? —questiona de um jeito ignorante e desconfiado que nunca vi, me fazendo ficar com raiva.
—Eu posso dizer onde estava, mas primeiro, olha bem o jeito que você fala comigo. Está pensando que é só assim? Grita e eu obedeço a você? —pergunto e coloco minha bolsa na cama.
—Não se faz de vitima! Recebi mensagens me alertando que você estava com o Marcelo na praia. —informa e isso é como um t**a na cara.
—Você ficou maluco, Victório? Eu nunca voltaria para ele, até porque eu não costumo sair dando para outro homem, enquanto namoro. —falo revoltada com a acusação.
—Olha essas fotos, Hanna.
Ele diz levantando o celular para eu olhar e realmente, nas fotos, estou sorrindo com o Marcelo do lado, caminhando na areia. As fotos são de uma qualidade tão perfeita que me assusto quando vejo.
—A foto é perfeita, mas é montagem! Não vê que ele quer nos separar? —esbravejo com raiva, sentindo um nó em minha garganta.
—Você está com as mesmas roupas que da foto e os pés sujos de areia, Hanna. ISSO TAMBÉM É MONTAGEM?
Sua voz sai em meio a um grito raivoso, me assustando e tento segurar meu choro que insiste em sair com tamanha decepção. Por causa do ciúme, não está conseguindo raciocinar direito. Só pode!
—Eu estava na praia sim, mas você desconfiando de mim sem eu nunca ter dado motivo, não merece nenhum esclarecimento. Saia da minha casa!
O expulso apontando para a porta, sentindo minhas lagrimas vencerem e rolarem por meu rosto. Não posso admitir esse tipo de questionamento, tendo saído de um complicado. Ele fica me olhando e eu não faço a mínima ideia do que ele está pensando.
—Não sei o que pensar! Eu confio em você, mas... —ele fala confuso, enquanto me olha intensamente.
—Você não sabe o tamanho da m***a que está fazendo. Se continuar pensando assim vai se arrepender. Eu não vou conseguir ficar com você desconfiando de mim . —o alerto, olhando em seus olhos, com meu rosto molhado do liquido salobre. —Vai pra casa esfriar a cabeça e amanha a gente conversa.
—Está terminando comigo? — indaga se dando um passo em minha direção, mas dou um passo para trás, o fazendo parar.
— Ainda não! Estou pedindo pra você ir pra casa, colocar a cabeça no lugar, pra não piorarmos a situação.
Falo com meu peito doendo, a garganta fechando devido ao choro acumulado e minhas mãos tremem desesperadamente. Após ficar me olhando nos olhos, ele concorda e vai embora. Me jogo na cama assim que ouço o elevador se fechar e choro. Meu livre e alto choro sai sem nenhum impedimento, na tentativa de aliviar o que estou sentindo, mas nada melhora. Sentindo o Max me acariciar e com os olhos fechados, choro jogada na cama.
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Dor de amor, quem nunca?
Beijinho!