Nos Conhecemos Melhor

2251 Words
—Estou entrando! —minha mãe avisa ao abrir a porta do meu quarto. —Senta aqui comigo. —falo enquanto faço minha maquiagem para noite, nada muito chamativo, apenas bem feita. —Nervosa? — questiona, atenciosa como sempre, pois me conhece e sabe que é o primeiro homem que me interesso, após o término do meu namoro com o Marcelo. —Pra falar a verdade, estou sim e fazia tempo que não sentia isso. Nem mesmo com o Marcelo isso acontecia. — confesso sem pisar em ovos. Na noite passada dormi muito bem, mas antes disso acontecer o moreno lindo não saía da minha cabeça. Seu jeito, sua boca, suas mãos, completamente tudo foi motivo de analise em minha lembranças. Tudo, inclusive ou principalmente o beijo, mas no fim acabei dando de cara com um problema. —Pensei bastante e não sei se estou preparada para algo novo ou se quero algo novo, mas estou saindo pra me divertir. —Isso mesmo! Não fica presa ao que está acontecendo, apenas aproveite. — diz e concordo a olhando pelo espelho. —Esse vestido é lindo demais! — se refere a minha ultima compra antes de ser demitida. —Esse vestido valeu a pena cada centavo. Estou pronta! O que acha? –falo me levantando e dando uma voltinha para que ela possa avaliar por todos os lados. Estou usando vestido preto, quase na altura dos joelhos e com mangas compridas, mas com um lindo decote profundo drapeado que eu amo. —Linda e sexy! Do jeito que você gosta. —afirma toda sorridente. —Neni, seu homem gentil, lindo e gostoso está aqui na sala te esperando. –meu pai grita da sala e meu queixo quase cai no chão. —Meu.Deus! Eu ouvi isso mesmo? — indago pra minha mãe e ela ri da situação. —Vou conversar com ele depois sobre essa indiscrição, agora vai lá antes que seu pai mostre todos os álbuns de quando você era criança. — alerta e eu me apresso para descer. —Vou esganar o papai. –falo pegando minha bolsa preta de corrente dourada. Desço as escadas e dou de cara com o Victório parado, em pé com as mãos no bolso, enquanto meu pai pega o álbum de fotografias no aparador da sala. —Não pai, ele não vai querer ver minhas fotos hoje, pode guardá-las. –falo e o Victório me olha de cima a baixo e eu sorrio vendo que o agradei. —Vamos? –pergunto para o Victório. —Nããão, espera aí que eu preciso perguntar umas coisas, senta aqui, por favor, Victório. —Meu pai pede sentando num sofá com a pose bem séria e o Victório senta em frente ao meu pai, no sofá cinza e eu fico olhando para essa cena sem entender. Na minha cabeça, a pergunta que fica martelando é: o que será que o doido do meu pai vai falar? —O que você pretende com minha filha? Você a gosta dela? —meu pai metralha as perguntas para o Victório e minha vontade de rir está no nível máximo. —É assim que os outros pais fazem? —meu pai pergunta "baixinho" pra minha mãe e sem conseguir segurar nem mais um segundo, minha mãe e eu rimos, mas Victório continua perdido. —Não precisa ser igual aos outros, pai. Está fazendo um bom trabalho confiando em mim. Eu te amo! —falo ainda rindo e ele joga seu corpo pra trás no sofá, de maneira relaxada e respirando fundo. —Graças a Deus! Não sirvo pra ser esses pais chatos. —afirma entendendo a mão para o Victório de maneira "descolada", como ele sempre diz. —Podem ir. —Tenha uma boa noite, senhor Carter! — Victório fala com seu discreto sorriso nos lábios e meu pai faz um barulhinho com a língua. —Sem formalidades, me chame de Robert. —depois de concordar com meu pai com um "ok", minha futura companhia vem até mim, para sairmos. Coloco minha bolsa no ombro e se aproximando de mim, Victorio pousa sua mão em minhas costas coberta pelo vestido e juntos caminhamos para o carro. Ele abre a porta do seu veiculo para mim, que logo entro e fico olhando ele dando a volta para fazer o mesmo. Ele está lindo! Está usando calça jeans preta, camisa social azul escura, com as mangas dobradas na altura no cotovelo. Seus acessórios são poucos, entretanto bem marcantes como cordão de ouro, pulseira também prata e relógio de pulseira de couro. Bem casual, porem gato demais! Ele entra no carro e fica me olhando nos olhos, uma de suas qualidades. —O que foi? —pergunto sorrindo. —Você está linda demais! Posso te dar um beijo antes? —pergunta sendo direto. Será que é legal essa entrega? Sei que gostei do jeito dele, mas me pergunto se isso não está indo rápido demais. —Pode ser no rosto? — indago com ressalvas. Não quero fazer a puritana, até porque isso não combina comigo, mas preciso impor limites. —Não é o que eu quero, mas respeito sua vontade. — fala e vem me cumprimentar no rosto. Ele encosta seus lábios quentes em minha bochecha, ao mesmo tempo que sua mão envolve a outra parte do meu rosto, como se eu fosse fugir. Sinto sua respiração bater em meu rosto e fecho meus olhos apreciando o momento sentindo meus pelo se eriçarem, assim como meu desejo por ele aumentar entre minhas pernas. Após o longo e gostoso carinho próximo a minha boca, ele respira fundo, assim como eu, voltando para a sua posição de motorista. —Estou meio perdida em como agir, já faz muitos anos que não me vejo nessa situação. —Relaxa! Vamos conversar como amigos. Lembra?—enfatiza vendo o quanto estou tensa. —Obrigada! —falo após respirar fundo, tentando me acalmar. Durante todo o percurso nós conversamos com alguns sorrisos sendo dados e apesar da conversa ser bastante trivial, o clima de sedução está no ar, como alguns carinhos em minha mão vez ou outra. Ele para o carro em frente a um movimentado restaurante da minha cidade, não espero a porta ser aberta por ele e já vou saindo. Ele estende a mão para mim, após dar a volta no carro e me alcançar e entramos de mãos dadas. —Mesa em nome de Victório Thompson! — ele informa a atendente, que imediatamente, chama uma moça loira para nos conduzir. —Sejam bem vindos e fiquem a vontade. —a moça, que aparenta ter minha idade, fala após nos conduzir a uma mesa mais escondida. —Porque está constrangida comigo? —ele pergunta assim que sentamos, mostrando que é bastante observador. —Olha, vou ser sincera com você, o meu lado profissional tem falado mais alto ultimamente e perdi a mão nesse lance de flertar e tudo mais. Não tenho um encontro ou algo parecido, já faz muito tempo. Talvez seja chato estar comigo. -respondo direta com ele, assim como tem sido comigo. —Te acho gostosa pra c*****o, mas é seu jeito que me encanta. Você é uma mulher linda, mas seu olhar de menina mexe comigo. Quando sorrir, seus olhos também sorriem e isso é encantador. Você está longe de ser chata. —confessa calmamente o que pensa e isso me surpreende. Geralmente os homens não se expõem tanto. —Nossa! Você me surpreendeu. —Como disse, gosto de ir direto ao ponto. —diz e o garçom se aproxima de nós, com seu ipad, em mãos. Fazemos nossos pedidos com direito a um bom vinho branco. —Ele se levanta de sua cadeira, que estava a minha frente, sem qualquer prisão a etiqueta e a coloca ao meu lado. Sua presença tão próxima a minha, faz minha respiração disparar e eu precisar de controle, para não demonstrar meu nervosismo. —Até o final da noite, quero saber tudo sobre você, Hanna Carter. —"Tudo" é muita coisa. -brinco sorrindo e ele sorrir. —Gostaria que se comportasse, como se estivesse com um amigo. Esquece que está num encontro. Tudo bem? -pergunta e confesso que isso amenizou o nervosismo que estou sentindo e acabo concordando sorrindo. Dessa frase em diante nossa conversa fluiu e quando o nosso jantar chegou matando nossa fome, continuamos a aproveitar a companhia um do outro. Todo assunto que surgia nós conversávamos como velhos amigos e ouvir sua risada é simplesmente uma delicia. —O que foi aquilo na casa dos seus pais? — questiona sorrindo. —Desde que eu me entendo por gente que meus pais são gente boa e nada ditadores. Eles impunham limites como todos os pais, claro, mas sempre me mostrando as conseqüências de tal ato e não apenas me proibindo. –falo e o garçom chega com uma taça de vinho e uma água. —Hoje, depois de muitos anos, estou saindo com alguém novo e ele achou que eu queria, que ele fosse normal. Coisa que eles não são. —explico rindo baixinho, assim que o garçom leva os pratos. —Entendo! E sobre o gentil, lindo e gostoso? —indaga segurando o riso e sinto minhas bochechas queimarem de vergonha. —Você fica linda quando está com vergonha. —diz sorrindo passando as costas dos dedos em meu rosto. —E quem disse que estou com vergonha? –pergunto brincando. —Eu disse! E fica linda. —afirma e bebe um pouco da água. —Não vai me acompanhar com o vinho? –pergunto pegando minha taça. —Estou dirigindo. Eu ia sugerir que fosse na minha casa, mas você pediu um restaurante. Então... — fala devolvendo o copo com água na mesa. —É uma pena, mas na sua casa eu não ia conseguir me controlar... —falo sorrindo e ele logo entende, sorrindo de lado. —Concordo! É uma pena.... –ele fala dando uma piscadela para mim e eu mais um sorriso brota no canto dos meus olhos. —Sua mão direita está pousada em cima da mesa, brincando com o guardanapo de pano, mas em contrapartida, sua outra mão está pousada em minha coxa, me fazendo sentir o aquecimento que vem dela. —Mas me fala de você, já teve namorada ou esposa? —pergunto curiosa. —Não! Apenas alguns casos. —ele fala e percebo que rolou um plural nessa bagaça. —E por que nunca namorou? —sigo direto ao ponto. —Nunca me interessei o suficiente. —responde simplificando as coisas. —Você é galinha? —interessada, o questiono olhando sua feição atentamente, mas nem um sorriso aparece. —Alguns diriam que sim, mas eu não tenho relacionamento com ninguem, não me vejo proibido de ter relações com quem eu quiser. — expõe seu ponto de vista de forma natural e está certo. —Concordo! —falo e bebo mais um gole da minha bebida o vendo chamar o garçom, pedindo um suco de laranja. —Qual a sua idade? — questiono e o vejo umedecer os lábios antes de falar. Meu Deus, que tentação! —30 anos, advogado, empresário no ramo de hospitais, moro numa casa próxima ao lugar que nos conhecemos. —responde algumas perguntas me liberando de pergunta-las. —E sua família? O garçom chega trazendo seu suco, que o pega ja experimentando, aprovando com a cabeça em seguida para o profissional. —Meu pai ainda é vivo e minha mãe faleceu há alguns anos. Tenho uma irmã mais mais nova, dois sobrinhos e um cunhado. —responde sem pestanejar. —Dois sobrinhos? Adoro crianças. —informo sorrindo. —Poder fazer mais perguntas, se quiser. —permite e o garçom chega com nossos pedidos. —Como você dorme? —ele pergunta e eu rio jogando a cabeça para trás. —Terá que descobrir por si só. -respondo olhando em seus olhos e bebo meu vinho na taça gorda. —Terei essa chance? —indaga e da uma golada em seu suco. —Difícil saber, mas estamos no caminho certo. —respondo e dou um piscadinha para ele. Nossa noite está tudo de bom e mais um pouco. A companhia dele, sem aqueles exageros de sedução, apesar de me seduzir sem perceber, é ótima. Rimos muito e agora estamos a caminho de casa. —Tem um homem sentado em frente a casa dos seus pais. —ele fala, ja dentro do condomínio do meus pais, estranhando a situação e nem preciso olhar pra saber de quem se trata. puta que pariu! —É o Marcelo, meu ex namorado. —informo após respirar fundo, pois sempre que ele aparece é um tormento. —Precisa de ajuda? –Victório pergunta parecendo preocupado comigo. —Pode deixar. Normalmente ele vem e tenta reatar o nosso namoro, parece difícil entender que não tem mais volta. —falo com pesar. —Aproximo meu corpo do Victório para um beijo no rosto e de novo ele se vira, roubando um beijo, mas dessa vez foi apenas um selinho em meus lábios. —Posso te ligar amanha? —Pode sim. —respondo sorrindo, encantada com a noite que eu tive. Abro a porta do carro e vejo Marcelo se levantar, vindo com tudo na minha direção , me deixando assustada e pegando no meu braço com força. —Foi por isso que você terminou o nosso namoro? —Marcelo questiona transtornado ao me ver com outro homem. ****** ****** Xiii, deu r**m! Ja passaram por situação semelhante? contem suas experiencias, adoro receber inspiração;
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